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Causa e efeito: o resgate de nossos erros com o bem, sem sofrimento

Enviado por on 02/12/2009 – 02:17
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— A lei de Deus, sua justiça, envolve também amor e misericórdia. Se a justiça é de Deus, ela pode causar algum tipo de mal? Claro que não! Ela só pode causar o bem. O mal só existe porque tentamos fazer a nossa justiça, e ela nem sempre está certa.

— E como a justiça de Deus age? Quem ficou 2.000 anos fazendo o mal, receberá o mal como troco? Depende de nós. A justiça de Deus sempre dará a oportunidade de mudar o mal fazendo o bem.

— Conhece a lei de causa e efeito? Temos enxergado esta lei como: “Você faz o mal e recebe o mal de retorno”. Isso não é a justiça divina. Caso fosse, Deus estaria provocando o mal. Isso seria olho por olho, dente por dente. Os espíritas precisam rever a forma como estão ensinando a lei de causa efeito.

— A lei de causa e efeito diz, de forma clara, que todo ato que você pratica para o mal você precisa eliminar através de um ato contrário. Qual é o ato contrário? O bem! Quem fez, portanto, muito mal, tem que fazer muito bem. É assim que o amor cobre a multidão de pecados.

— E isso não tem nada a ver com sofrimento. Mas com trabalho! Vamos relembrar, portanto, que trabalho e esforço não têm nada a ver com sofrimento, mas são o caminho necessário à evolução espiritual.

— Ora, poderíamos perguntar: um ser humano que tenha sido absolutamente interesseiro terá de ser, em uma encarnação futura, absolutamente “desinteresseiro”?

— Sim, é um ato contrário. Você pode ler em muitos livros psicografados que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Quando usamos as palavras erradas, precisamos dar o significado. O que é colher? É ceifar. Você terá de limpar o terreno.

— Suponha que plantei feijão em um hectare. Quando for colher o feijão, vou tirar o feijão dali e vou deixar a terra livre para uma nova semeadura.

— Como resgato então com aqueles a quem prejudiquei? Fiz a pessoa passar fome? Planto então em um terreno limpo, e dou a ela ou a outros a quem não prejudiquei os frutos para saciar sua fome.

— Quando faço o mal para alguém, sou o único prejudicado. Porque a justiça de Deus é perfeita, e não vai deixar que eu prejudique alguém que não precisa passar por aquele aprendizado.

— A lei de causa e efeito nos corrige de nossos defeitos. Se fiz o mal, preciso aprender a fazer o bem. Com isso, ceifo o mal que está em minha mente e deixo espaço livre para ser ocupado pelo bem. À medida que trabalho, o bem já está se instalando aí.

— Ninguém acende uma lâmpada e coloca uma caixa em cima, como Jesus disse. O bem que fazemos, devemos incentivar aos outros para que o façam também.

Palestra conferida por André Luiz (Espírito) em São Paulo no dia 9/12/2009, comentando o capítulo 8 (Bom Ânimo) do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos.

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