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Reforma íntima ocorre com um passo por dia, encarando medos

Enviado por on 09/12/2009 – 02:38
Elmira College/CC

— Se você for a uma reunião dos Alcoólicos Anônimos, verá como é lindo. “Fiquei mais um dia sem beber”. Nunca: “Eu deixei de beber”. Não se faz a exigência: “Vou deixar de ser alcoólatra”. O alcoolismo é uma doença, cria dependência química. Mas dia a dia pode ser vencido.

— Com nossos problemas morais acontece a mesma coisa. Não é “nunca mais vou cometer este erro”. Mas: “ficarei um dia a mais sem cometer este erro”. É muito mais fácil.

— Crescemos assim passo a passo, e não colocamos a nós mesmos a meta de pular de uma vez um muro de cinco metros. Vamos passo a passo —andei um passo aqui, não vou dar outro para trás. Um de cada vez.

— Quando estamos de bem com a vida, quando estamos tentando nos erguer moralmente, tudo fica mais belo. Nós conseguimos ver aquilo que a tristeza não nos deixa. Vamos ver as coisas de uma forma que só a alegria nos permite.

— O que significam as posses materiais diante do fato de que nós ainda seremos Espíritos da ordem crística, que vamos construir planetas, sistemas estelares…

— O que significa qualquer posse material na Terra, a não ser suprir as nossas necessidades básicas? Fora isso, não há sentido em buscá-las ou deixá-las nos entristecer.

— Toda vez que formos agredidos, em vez de devolver com agressão, devolvo com um ato de amor, de carinho. Porque quem está me agredindo está triste, e eu já conheço o Evangelho, sei da Boa Nova, portanto tenho alegria para repartir com ele.

— Quando as pessoas não estão dispostas ao esclarecimento, por outro lado, o silêncio pode ser a melhor forma de compreensão e trabalho.

Parábola do tesouro

— É como na parábola do tesouro que Jesus conta e que comove o discípulo Bartolomeu, que vivia angustiado.

— Nosso coração é o campo. E muitas vezes escondemos este tesouro, que é o amor. O amor está lá, em nosso coração, não vai sumir nunca. Com nosso comportamento egoísta, formamos uma crosta e escondemos este tesouro maravilhoso, e ele não consegue fluir.

— Mas quando eu percebo a maravilha que é este amor, vendo tudo que possuo —deixo tudo para ficar com ele, porque ele compensa mais que qualquer outra coisa.

— Posso sim ter medo, sou um ser humano. Corajoso não é quem não tem medo, mas quem se dispõe a enfrentar os próprios medos. E como venço? Simples: basta a boa vontade que Jesus recomendou.

Palestra conferida por André Luiz (Espírito) em São Paulo no dia 9/12/2009, comentando o capítulo 8 (Bom Ânimo) do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos.

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