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Moisés consolidou o Deus único e tirou a Terra do primitivismo

Enviado por on 31/05/2011 – 14:46 2 Comentários
Jesper Sarnesjo/CC

— Quando José e Maria saíram de Jerusalém e foram para o Egito para que Jesus não fosse morto por Herodes, eles levaram cerca de 15 dias. Ir até o Egito, portanto, não é algo demorado.

— Por que então Moisés ficou 40 anos andando com o povo pelo deserto?

— Ele tinha seus planos —fortalecê-los moralmente para sedimentar a ideia do Deus único.

— A ideia do Deus único já existia desde Abraão. O único povo que tinha essa ideia era o povo hebreu.

— Era preciso, portanto, que essa ideia fosse sedimentada na mente das pessoas. Especialmente porque o povo hebreu havia ficado mais de 300 anos escravo no Egito, assimilando uma cultura politeísta.

— Algo que foi muito importante na missão de Moisés foi a criação de uma lei civil que tinha valor para o povo todo. As 12 tribos estavam submetidas a estas leis.

— Foi aí que surgiu o olho por olho, dente por dente. Mas não foi desta forma que Moisés ensinou —se você ferir seu próximo, você será ferido também. Ele passou ao povo que se você fizer bem para seu próximo, você será beneficiado por isso. E com o mal, você se prejudicará.

— Moisés tinha que implantar uma noção de Justiça coletiva, e este foi o parâmetro que ele utilizou. Era o que o povo conseguia entender na época.

— Ele sabia que levaria tempo para ensinar isso ao povo. Ele precisava reciclar conhecimentos. Era necessário que uma parcela do povo desencarnasse, outra parcela encarnasse e passasse a viver estas ideias novas desde o princípio. Moisés fez com o povo hebreu o que o Apocalipse fará com o mundo todo.

— O mundo só parou de ser primitivo com Moisés. Criou-se a ideia de sociedade como algo coletivo. Com leis que estabeleceram este conceito.

— Porém, ele precisava de “milagres” para provar ao povo que ele estava amparado. É claro que o deserto é um ambiente inóspito. Então Moisés orou a Deus, e Deus mandou o maná –o pão ásimo, o pão sem fermento. E isso aconteceu mesmo. Jesus, da mesma forma que materializou os peixes, materializou o pão, que caiu dos céus para alimentar o povo. E veja a inteligência de Jesus –ele mandou um pão sem fermento, que leva mais tempo para estragar.

— E este processo não foi um milagre. Ao fazer o aporte de um objeto, eu desmaterializo um objeto, transporto-o para onde quiser e materializo-o novamente. Transformo partículas em onda, transporto-as, e transformo a onda de volta em partícula. O material se mantém porque o molde astral do objeto é mantido.

— Espíritos com uma grande superioridade, como é o caso de Jesus, podem facilmente criar o molde astral do pão. Ele precisa dos elementos necessários para que se constitua o pão —basta retirar o material das plantas, do ar, da água, do carbono. Jesus é um grande químico astral. Para quem fez o molde astral do planeta, criar o molde de um pão é simples.

— Para conseguir, portanto, estruturar suas leis sobre os Dez Mandamentos, Moisés precisava de uma base para tirar o mundo do primitivismo. Com isso ele conseguiu mudar a estrutura social da época.

Palestra conferida por Rogério (Espírito amigo) em São Paulo no dia 20/1/2010 durante comentário do capítulo 9 (Velhos e Moços) do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos.

2 Comentários »

  • — É preciso entender que o Reino dos Céus, ou de Deus, é toda a sua criação;
    — Assim, nosso plano físico, o umbral e as trevas também fazem parte do Reino dos Céus, ou de Deus;
    — Com certeza Deus envolve-os mais com seu amor os que ainda não vivem pelo amor, isso em relação àqueles que já vivem;
    — Sendo assim, todos estamos no Reino dos Céus, independente de nosso comportamento;
    — O que precisamos aprender é a senti-lo com a prática da Caridade, com o amor ao próximo.

  • jorge vicente disse:

    muito edificante, parabéns.

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