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A saga de Allan Kardec, por ele mesmo

Enviado por on 25/07/2011 – 15:49 2 Comentários
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Estamos escrevendo este artigo a todos os irmãos de boa vontade, independente de sua crença.

A nossa, já há quase dois mil anos, continua sendo em nosso querido Mestre Jesus.

Porém, precisamos afirmar que, mais do que uma crença, Jesus como o governador e orientador de toda nossa evolução planetária é uma certeza inabalável. Mais do que isso, o Mestre sempre foi e continua sendo o inesgotável suporte não só de nossa evolução coletiva, mas também das individuais.

É preciso, contudo, jamais sermos sectários, nunca deixando de respeitar toda crença que seja venerável como caminho que conduza a Deus. Esse foi o primeiro e maior exemplo que o Cristo nos deu quando esteve entre nós, tanto ao praticar, quanto ao nos ensinar a Caridade.

Assim, não estamos falando somente aos espíritas, mas também a todos os companheiros de boa vontade.

O Evangelho, ou Boa Nova, é o Divino Código de Conduta que Jesus deixou a todos, e não somente aos cristãos. Quem ler com atenção o livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito), entenderá bem isso.

Este maravilhoso livro, que nos mostra os verdadeiros ensinos de Jesus, deixa claro que o Messias veio para nos revelar a verdade de Deus, como Pai de todos nós.

O Evangelho é o seguro código de conduta universal, que independe de crenças, mas somente do comportamento.

O Mestre dos Mestres deixou-nos tudo isso muito claro ao nos ensinar, pela primeira vez, a realidade Consoladora de Deus. E isso poderia ter sido levado a todo o planeta através do Império Romano, se os sublimes ensinos de Jesus não tivessem sido deturpados exatamente pelos cristãos.

Da mesma forma que, usando a paciência e a paz, os primeiros cristãos, imitando Jesus, acabaram sendo aceitos por Roma, o Império teria esclarecido todo o mundo.

Jesus, contudo, como o Cristo planetário, sabia desde o início da formação da Terra que seus ensinos seriam deturpados. Sabia ele da imperativa necessidade de respeitar a liberdade de ação de todos.

E foi respeitando essa velocidade de aprendizado individual e coletivo que Jesus elaborou seu plano de esclarecimento mais profundo de nossa humanidade, que duraria alguns milênios.

Começaria esse plano em sua primeira fase com Abraão e se completaria com Moisés. Como todo processo que vem para renovar o mundo, sofreria as distorções da imprudência humana.

Esta primeira fase correu um importante risco, gerando a necessidade de o Mestre enviar seu profeta Elias, para recolocar as coisas no devido lugar.

Passou o tempo e veio Jesus, para nos mostrar a verdade maior do Deus Amor, do Deus Consolador.

Notemos que Elias retorna como João Batista para ser o precursor de Jesus.

Sabendo que tão importante revelação seria deturpada, o Mestre já nos previne, avisando que no tempo certo nos enviaria outro Consolador, o Espírito da Verdade.

Porém o advento de Elias nesta época de transição da humanidade já havia sido profetizado por Malaquias, no capítulo 4, versículos 5 e 6. Vejamos:

“Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e horrível do Senhor. Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, para não suceder que eu venha e fira a Terra com anátema.”

E Jesus confirma esta profecia em Mateus, no capítulo 17, versículo 10. Vejamos:

“E os seus discípulos interrogaram, dizendo: Por que dizem os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade, Eliás virá primeiro, e restaurará todas as coisas.”

Fica muito claro que Jesus fala de uma futura vinda de Elias, para restaurar os seus ensinos, confirmando a profecia de Malaquias.

No mesmo capítulo, nos versículos 12 e 13, para não deixar dúvidas sobre a futura vinda de Elias, Jesus diz:

“Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem. Então entenderam os discípulos que lhes falava de João, o Batista.”

No Evangelho de João, capítulo 14, Jesus chama de Consolador e Espírito da Verdade aquele que viria restaurar todas as coisas. Lemos:

“Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre: o Espírito da Verdade, que o mundo não pode reconhecer (…) Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

Quando Jesus diz que Elias viria para restaurar todas as coisas e depois diz que este Espírito da Verdade seria quem restauraria todas as coisas, não pode ficar nenhuma dúvida de que Elias e o Espírito da Verdade são a mesma pessoa.

E quanto a ele já ser um Espírito perfeito ao voltar como o Espírito da Verdade, fica evidente quando Jesus diz que seria ele “outro Consolador”.

Todos esses esclarecimentos estão sendo dados pois o Espírito da Verdade já é um Espírito perfeito, não podendo, assim, cometer erros. O porquê disso veremos mais à frente.

A minha saga

Nascido em Lion (França) em 3 de outubro de 1804, meu nome de batismo foi León-Hippolyte-Denizart Rivail.

Por que adotei eu então o pseudônimo de Allan Kardec?

Em uma comunicação, o Espírito da Verdade disse-me termos reencarnado juntos como Druidas e que, naquela época, havia eu tido o nome de Allan Kardec.

Disse-me ainda ter sido em um tempo anterior à vinda de Jesus. Que ele foi meu mestre, iniciando-me nos conhecimentos que tinham os Druidas sobre a vida espiritual, inclusive a reencarnação. No que eu deduzi já ser o início de meu preparo para o trabalho que teria para codificar a Doutrina Espírita.

A minha encarnação como Marcus, filho de Públio Lentulus, teve como objetivo o meu contato direto com Jesus, para completar meu aprendizado.

Públio Lentulus, no entanto, que teria que se tornar um seguidor de Jesus, recusou-se a sê-lo.

Diga-se ainda que a doença de Flávia, minha irmã —na época, a lepra— foi planejada na espiritualidade para que pudéssemos ir a Israel, em busca de sua cura, e com isso aproximar meu pai de então de Jesus.

A importância dessa aproximação foi mostrada pelo próprio Jesus, quando procurou, em desdobramento, o meu pai, que se recusou a segui-lo.

Mesmo assim, se Públio tivesse tido a boa vontade de ouvir André de Gioras, revogando a pena que imputara a seu filho Saul, eu não teria sido raptado. Com isso, minha permanência com a família teria me levado a conhecer Jesus junto de minha mãe de então, Lívia, na época em que ela buscou o Mestre pedindo pela cura de minha irmã.

Mas as coisas foram diferentes. Criado para odiar os romanos, não hesitei em furar os olhos daquele que, só depois, soube ser meu pai. Felizmente minha mãe, Lívia, socorreu-me quando desencarnei aos pés de Públio, na tomada de Jerusalém pelos romanos.

Algumas encarnações de resgate e aprendizado ocorreram, inclusive uma em que voltei cego.

Nessas encarnações eu voltei como homem e também como mulher.

Já devidamente esclarecido e preparado, principalmente pela intercessão de Lívia, voltamos a nos reencarnar próximos, eu e Públio Lentulus. Este em Portugal, como o padre Manoel da Nóbrega, e eu na Espanha, como o padre José de Anchieta.

Tudo dentro dos planos do querido Mestre, que nos proporcionou a imensa felicidade de trabalharmos juntos na prática de seu Evangelho.

Seguindo o planejamento de Jesus e Ismael, fomos enviados ao Brasil, com jesuítas, para juntamente com outros operários do Mestre iniciarmos a evangelização do país. Com isso concretizou-se o que Jesus havia dito ao então Públio Lentulus, que no futuro ele o serviria.

Depois disso, tive mais uma encarnação preparatória na Inglaterra, para só então retornar em 1804 para servir a Jesus como Allan Kardec.

A Revelação Espírita, porém, como uma revelação coletiva e baseada no princípio da Fé Racional, era longa, e exigia mais de uma encarnação. Por isso o aviso do Espírito da Verdade, da necessidade de uma nova encarnação, explicada por mim no capítulo “Minha Volta”, em “Obras Póstumas”.

E tudo aconteceu como ele previu, tendo eu, Allan Kardec, reencarnado como Francisco Cândido Xavier, em abril de 1910, em Pedro Leopoldo (Minas Gerais).

A tarefa a ser feita era dar continuidade à Revelação Espírita, inclusive para corrigir erros contidos na Codificação, como o erro sobre Maria de Nazaré, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Outro erro evidente, além de outros que estamos corrigindo com a ajuda da equipe do Blog dos Espíritos, é quanto ao processo apocalíptico, negado na Codificação e confirmado por Emmanuel no capítulo 14, “Alvorada do Reino do Senhor”, no livro “Há Dois Mil Anos”.

Assessorados diretamente pelo Espírito da Verdade, estamos agora no plano espiritual trabalhando ainda com a equipe do Blog dos Espíritos na correção de alguns enganos cometidos na Codificação, para trazermos a quinta parte da Revelação Espírita, que é a verdadeiramente Consoladora.

Sempre seguindo a orientação por mim deixada como Kardec, de avaliar tudo segundo os Atributos de Deus[1].

Ainda sobre minha encarnação como Chico Xavier, tudo foi programado para que minha personalidade fosse tal que não permitisse nenhuma ligação com minha personalidade anterior como Kardec. Por isso eu nada sabia sobre minha encarnação anterior. Os motivos para isso são óbvios.[2] Só fiquei sabendo que havia sido Kardec após meu desencarne.

Quanto à minha assexualidade, foi sim para facilitar em muito minha tarefa mediúnica.

Todas as explicações e informações necessárias estão sendo dadas neste artigo.

Fomos avisados pelo Espírito da Verdade das resistências que encontraríamos no ambiente espírita. Isso em nada, porém, nos fará titubear em nossa obrigação de trabalharmos junto e sob a orientação deste mesmo Espírito na complementação desta importante fase da Revelação Espírita.

Por isso estarmos deixando a personalidade de Chico Xavier e reassumindo a de Kardec.

A transição que está se iniciando será muito penosa e difícil. Exigirá de todos nós todo o espírito Consolador que pudermos passar para nossos irmãos em sofrimento.

Se tivermos olhos e quisermos ver, basta analisar com o critério da Fé Racional todo o trabalho que estamos fazendo. Não nos esqueçamos de que a árvore má não pode dar o bom fruto.

Por Jesus, com o Espírito da Verdade e Ismael, com Deus, Cristo e Caridade.

Allan Kardec

Mensagem psicografada por Rosino Caporice em São Paulo em 22/07/2011.

[1]No capítulo 2, item 19 de “A Gênese”, escreve Allan Kardec: “Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.Tal o eixo sobre que repousa o edifício universal. Esse o farol cujos raios se estendem por sobre o Universo inteiro, única luz capaz de guiar o homem na pesquisa da verdade. Orientando-se por essa luz, ele nunca se transviará. Se, portanto, o homem há errado tantas vezes, é unicamente por não ter seguido o roteiro que lhe estava indicado.

Tal também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas. Para apreciá-las, dispõe o homem de uma medida rigorosamente exata nos atributos de Deus e pode afirmar a si mesmo que toda teoria, todo princípio,  todo dogma, toda crença, toda prática que estiver em contradição com um só que seja desses atributos, que tenda não tanto a anulá-lo, mas simplesmente a diminuí-lo, não pode estar com a verdade.

Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, só há de verdadeiro o que não se afaste, nem um til, das qualidades essenciais da Divindade. A religião perfeita será aquela de cujos artigos de fé nenhum esteja em oposição àquelas qualidades; aquela cujos dogmas todos suportem a prova dessa verificação sem nada sofrerem.”

[2]Procuramos traçar argumentos para essas razões óbvias no artigo “Provas de que Chico Xavier foi encarnação de Allan Kardec”, em http://blogdosespiritos.com.br/2011/07/18/provas-de-que-chico-xavier-foi-encarnacao-de-allan-kardec

2 Comentários »

  • Nosso Amado Chico Xavier não foi Kardec.

    Em ‘Há 2.000 anos’ Emmanuel (Publius Lentulus Cornelius) informa que seu filho foi rapatado, sem nunca ter sido encontrado.

    Anos depois, esse seu filho, então jovem, a mando daquele que o roubou e criou – inimigo de Publius Lentulus Cornelius – foi quem o cegou com ferro em brasa, pois Publius tinha sido feito prisioneiro e estava amarrado a um poste.

    Publius antes de cegar reconheceu nesse jovem seu filho e no-lo diz nesta Obra que Emmanuel ditou a Chico.

    A filha de Publius foi, sim, Chico Xavier nessa encarnação. Chico foi sempre mulher em suas anteriores encarnações, vindo como homem somente nesta que deixou em 30 de Junho de 2002.

    Kardec está encarnado.

    Paz, Amor e Luz!

    Álvaro de Jesus
    ***

    • Caro Álvaro,

      Discorremos com mais propriedade sobre o assunto no texto Provas de que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec.

      A afirmação de que Chico só teria tido encarnações como mulher anteriormente carece tanto de fundamentação doutrinária, como de argumentação baseada em fatos. Esperamos que no referido texto possamos esclarecer esta conclusão a que chegamos.

      Muito obrigado por seu comentário, e continue conosco.

      Abraços fraternos,

      Equipe Blog dos Espíritos

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