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Perdão e o Mundo de Regeneração

Enviado por on 27/07/2011 – 16:40
Abhisek Sarda/CC

— Podemos esperar que o planeta ingresse definitivamente no Ciclo de Regeneração nos próximos anos. Estamos vivendo um processo de transição que começou no final do século 19 e deve ser concluído por volta de 2060.

— Haverá mudanças sociais na estrutura do planeta, mas isso não significa que ninguém maldoso poderá encarnar aqui. Se você se propuser a mudar seu comportamento e a trabalhar pelo bem, a aprender a praticar a Caridade, você poderá evoluir neste novo ciclo.

— Não haverá bilhões de exilados. Muitos serão esclarecidos. Os que são resgatados hoje se apegam ao trabalho com tal afinco que nos impressiona. A maioria de nós, portanto, ficará na Terra.

— Mas há um tipo de pessoa que não vai conseguir ficar na Terra: quem não souber perdoar.

— Mesmo que seja caridoso e ajude muitas pessoas, se você ainda não tiver em si o embrião do perdão, você não terá condições de aprender no contexto da Regeneração.

— Como as relações sociais serão baseadas na Caridade no Ciclo de Regeneração, se você não souber perdoar, você estará destoando.

— O perdão é uma forma essencial de Caridade. É impossível pensar em uma sociedade perfeita sem o perdão.

— Deus é justo e nos trata de forma igual em nossas diferenças, e não exige que sejamos todos iguais. Ele nos cria para sermos felizes.

— Mas se Deus quer que você seja feliz, quer que a pessoa que está aí do seu lado seja feliz também.

— Portanto, se seu próximo lhe faz algo de errado e você não o perdoa, você não está desejando que ele seja feliz também.

— O outro é diferente de mim, tem uma maneira diferente de se comportar —devo então tentar abrir minha mente para compreender que esta forma diferente pode não ser ruim.

— Deus não criou duas pessoas iguais. Se não aprendemos a compreender as diferenças e a respeitar os “erros”, que podem ser erros em relação ao nosso ponto de vista, não vamos conseguir evoluir.

Então não há certo e errado?

— Você poderia perguntar se não há então a verdade. Claro que há. Matar alguém, por exemplo, é um erro em qualquer sociedade. Uma guerra, por exemplo, é um crime enorme perante Deus.

— Mas como vamos acabar com as guerras sem o perdão e a compreensão das diferenças?

— No Planeta de Regeneração não poderá haver guerras. A lei da Caridade será capaz de criar uma sociedade justa, que trate a todos com igualdade.

— Nesta sociedade, não adiantará sair às ruas dizendo que você tem “direitos” a isto ou aquilo. Porque a primeira coisa que será questionada é: “você sabe quais são seus deveres?”.

— Mas veja: em uma sociedade em que se pratique a Caridade, todos estarão cientes de seus deveres.

—Se só penso nos meus direitos, esqueço que tenho que pensar nos direitos do próximo. Ele também tem seus direitos. Onde todos têm direitos, em verdade ninguém tem. Torno-me egoísta.

Caridade e Causa e Efeito

— Como Deus nos leva à perfeição? Aplica as leis de Caridade e de Causa e Efeito.

— A Caridade me diz como acertar. Portanto, ao seguir a lei de Caridade não erro, nem cometo maldades. Tampouco julgo meu irmão.

— O perdão é fundamental para que nos reestruturemos para a lei da Caridade. Por isso é que Jesus insistiu tanto nisso.

— Só quando perdoo é que posso dizer a Deus: “Quero que meu irmão seja feliz, porque você, Deus, também quer que ele seja”. Caberá a Deus, então, a resolver o problema de nosso irmão.

— Perceba o quanto somos vaidosos quando deixamos de perdoar: ao pensar assim, acreditamos que nossa justiça é melhor que a de Deus.

— Porém, nada de ruim nos acontece sem que presisemos daquilo para nos educar moralmente. Se você foi vítima de algo que considera injustiça, pode ter certeza de que isso é um aprendizado necessário. Até para você saber como não deve agir. Perdoe, e siga em frente.

— Saibamos que a Justiça de Deus é perfeita. Esqueçamos nossos erros, portanto, e pensemos em fazer o certo, ajudando sempre a nossos irmãos. Isso é que condicionará nossa presença aqui na Terra.

Palestra conferida por André Luiz (Espírito) em São Paulo no dia 17/02/2010 durante comentário do capítulo 10 (O Perdão) do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos.

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