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Em Espírito, Kardec fala sobre seu trabalho atual

Enviado por on 16/08/2011 – 17:11 4 Comentários
Reprodução

Prezados amigos,

Sentimo-nos na obrigação de esclarecer o porquê de nossa demonstração sobre a grafia de nosso nome no original em francês do livro “Obras Póstumas”.

Todos sabemos que este livro foi escrito em 1890, ou aproximadamente vinte e um anos após meu desencarne.

Como todos também sabemos, este é o único livro de toda a Codificação que contém minha biografia, com meu nome de batismo, e que não foi por mim escrito.

Pouco tempo após o meu desencarne como Allan Kardec, fui esclarecido pelo Espírito da Verdade sobre como Jesus havia transplantado seu Evangelho da Europa para o Brasil.

Comecei a compreender então a razão de minha encarnação como o padre José de Anchieta.

Explicou-me ainda que, por tudo isso, a Doutrina Espírita iria realmente se desenvolver em solo brasileiro. Disse-me também que, para completar o trabalho que me cabia na Doutrina Espírita, teria que reencarnar no Brasil.

Era preciso atualizar-me com a cultura brasileira em geral, uma vez que aqui reencarnaria para completar o trabalho iniciado em França, conforme havia anunciado.

Agora, o Espírito da Verdade nos alertou sobre a diferença de grafia de meu nome de batismo no original francês de “Obras Póstumas” e da tradução brasileira, fato este que era desconhecido dos brasileiros, mas que persistia, como pude pessoalmente confirmar.

Foi quando atinamos que um fato como esse certamente convenceria boa parte das pessoas sobre minha volta nas lides espirituais como Kardec, alguns anos pós meu desencarne como Chico Xavier.

Tudo ainda porque havia também meu orientador alertado para a descrença que ocorreria.

Embora tenhamos plena consciência de que jamais convenceremos a todos —pois se nem Jesus, com sua sublime condição o fez, o que dizer de nós— jamais tivemos ou teremos qualquer desejo de tanto criar, quanto nos envolver em polêmicas.

Respeitamos inteiramente as opiniões.

Manda-nos, porém, a Caridade, que façamos tudo ao nosso alcance para esclarecer o maior número possível de irmãos.

Felizmente, temos um solo espiritualmente fértil em nosso Brasil, que nos incentiva muito a trabalharmos pela nossa Doutrina. Ainda mais se levarmos em conta os muitos e profundos motivos de gratidão para com Jesus e o Espírito da Verdade.

Queremos deixar muito claro que jamais tivemos qualquer pensamento de menosprezo com os que de nós discordam.

Temos a certeza de que, em sua maioria, possuem as melhores intenções em zelar pela nossa Doutrina, o que muito nos alegra, pois temos total consciência de nossas imperfeições.

Veremos em todos nossos leais fiscais, agradecendo pelos alertas que fizerem.

E continuaremos a agradecer a Jesus e ao Espírito da Verdade, que com indispensável ajuda nos possibilitam, mesmo em nossa pequenez, levar algum esclarecimento e consolo.

Peço ainda licença para explicar porque adotei em definitivo o nome Allan Kardec, não permitindo nenhum envolvimento de meu nome de batismo com a Codificação Espírita.

Pedimos que atentem para o fato de que não colocamos nosso nome de batismo em nenhuma das obras que pessoalmente elaboramos. O primeiro motivo para mudar de nome, como é de conhecimento, foi não causar nenhum transtorno nas obras sobre educação que publicamos.

Mas o mais importante foi quando atentamos para o fato de que os primeiros Cristãos mudavam seus nomes como princípio de renovação de vida.

Isto, aliado à lei da Reencarnação, permitiu-nos deduzir que poderíamos “reencarnar na mesma encarnação”.

Deixamos no passado nossa história, e “reencarnamos” como Allan Kardec, pois nossa Doutrina era o recomeço das verdades evangélicas, exatamente como Jesus nos legou em sua passagem entre nós.

Tentamos, então, imitá-los.

Dada a celeuma que provocaram nossas mensagens anteriores, mais uma vez, veio em nosso socorro o Espírito da Verdade.

Disse-nos com isso mostrar qual a causa fundamental do separativismo existente entre os diversos órgãos espíritas. Mostrou-nos que fatos como esse sobre meu nome, que nenhuma importância teriam no contexto doutrinário, viram polêmicas, desviando a atenção do essencial.

Criam-se longos proselitismos, e cada um fica com sua ideia, gerando Espiritismos particulares.

Lembrou-nos que, no início da Codificação, quando não havia ainda o “mito dos Espíritos”, ele conseguiu se comunicar através das meninas Baudin e por outros médiuns desconhecidos.

Agora, o mito tem tal influência no meio espírita que nem mesmo eu posso me comunicar, relembrando que pela análise do conteúdo podemos conhecer a fonte.

Incentiva-nos sempre o Espírito da Verdade a continuar nosso trabalho com afinco, confiança e amor. Ainda esclarece que as dificuldades iniciais serão os adubos que transformarão nossa Doutrina na frondosa árvore que proteger-nos-á de tudo o que está por vir. Demonstrou-nos vários erros existentes na Codificação, que afrontam os atributos divinos, sendo o trabalho de correção dos mesmos a nova tarefa que começamos junto a este grupo, que nos aceitou e apoiou desde o início do Ciclo de Regeneração, em abril de 2010, de forma mais direta.

Trouxe-nos também a Boa Nova da Boa Nova, ao nos mostrar que em abril de 2010 estávamos iniciando a definitiva fase da Revelação, a Consoladora, retirando dela, a Revelação, os resquícios mitológicos que não puderam ser evitados em minha época.

Alertou-nos ainda o Espírito da Verdade que tal trabalho, que de seus planos supervisiona, através do efeito consolador que causará, trará finalmente a tão desejada união.

Permitam-me, por favor, dizer que podemos e devemos buscar servir a Jesus e ao Espírito da Verdade, lembrando-nos que, se sempre devemos nos amar, é preciso ter sempre em mente que “fora da Caridade não há salvação”.

E que se é tão importante instruir-nos em busca da verdade, temos à nossa disposição a Fé Racional e os Atributos de Deus.

Com a Caridade e a Verdade, tornaremo-nos humildes e aprenderemos com a tolerância recíproca a nos unir em nossas diferenças.

Aprenderemos finalmente que, com Jesus, o bem de todos estará sempre acima de nosso bem pessoal.

Com Deus, Cristo e Caridade,

Allan Kardec

Mensagem psicografada pelo médium Rosino Caporice em 28/07/2011 em São Paulo.

4 Comentários »

  • Cristiano Moura disse:

    Kardec, diga-nos então, o que pensar desse “disse e me disse o Chico”? 2019 e 2057 são realmente anos importantes para a espiritualidade?

    • Caro Cristiano

      Aproveito a oportunidade para pessoalmente responder a você, deixando antes de tudo um grande abraço.

      Quanto a tudo o que foi falado sobre 2019, nada é correto. Eu, na personalidade de Chico Xavier, jamais disse tais coisas. Poderíamos indicar meios de você verificar, mas preferimos que ganhe seu tempo com coisas realmente úteis.

      Quanto a 2057, agora que estou do lado de cá, fica mais claro explicar. Toda profecia deve ser feita exatamente para evitar que fatos tão desastrosos aconteçam. Assim, tudo o que está previsto sobre o que acontecerá pode ser evitado, caso os seres humanos entendam e mudem de comportamento. Lembro a você que o Emmanuel disse por volta de 2057, não fixando data exata.

      Contudo meu amigo, com o que temos visto no plano espiritual, as coisas deverão, de uma maneira ou de outra, ainda neste século, mudar bastante em nosso planeta. Então, o Ciclo do Deus Amor se implantará em definitivo no nosso mundo, pelo amor ou por grandes tribulações.

      Fique sempre à vontade, e dentro de nossas possibilidades nos esforçaremos para responder suas dúvidas.

      Allan Kardec
      (médium Rosino Caporice)

  • Cristiano Moura disse:

    Primeiramente gostaria de dizer que para mim é motivo de grande emoção ter meu questionamento respondido por grandiosa entidade.

    Quando dirigi minha pergunta a Kardec foi quase que por impulso do momento, com tudo é fato que tomei um susto quando vi de quem partia a resposta. É realmente emocionante.

    Voltando a questão; esse assunto é motivo de grande confusão, pois temos a pessoa de Geraldo Neto, titulado pessoa próxima de Chico, dizendo estas coisas e multiplicando essas ideias por todos os lados. É no mínimo tenso, pois ficamos nós espíritas, dilacerados de duvidas – digo nós, pois imagino que existam outros como eu nesse sentimento.

    Desculpe se estiver sendo inconveniente ou indelicado ao perguntar: Existe alguma possibilidade dessas coisas serem realmente um dia esclarecidas de forma a não se restar duvidas?

    Gostaria de ressaltar que fico triste, pois não imaginava que existe ser humano próximo de Chico capaz desse tipo de atitude.

    • Caro Cristiano,

      Sua atitude de dúvida é bastante compreensível, dado o que ocorre com o comportamento dos Espíritas, que deixam de lado o importante conselho de Kardec, para que analisemos tudo dentro do bom senso e da lógica. Crer que nosso Chico possa ter dito que os gênios siderais que dirigem nosso sistema Solar tenham ficado em dúvida quanto ao que pudesse ocorrer com a nossa Terra é algo inadmissível. Vamos ver:

      1- A Astrofísica nos diz que o sistema Solar tem cerca de 4,5 bilhões de anos.
      2- Então, todos os gênios siderais de nosso sistema tinham, nessa época (4,5 bilhões de anos atrás), total conhecimento de tudo o que ocorreria com todo o sistema solar, em um futuro de 4,5 bilhões de anos. Veja, os gênios siderais, dentre eles Jesus, tinham que não só desenvolver todo o plano criativo da criação e evolução do nosso sistema, como saber exatamente tudo o que aconteceria com todos os planetas, satélites, o Sol, cometas, etc. não só nos 4,5 bilhões de anos do começo até hoje, como tudo o que ainda acontecerá nos próximos bilhões de anos futuros de nosso sistema. Isso sem falar de inúmeros fenômenos galáticos que podem atuar sobre nosso sistema.
      3- Tendo todos os gênios siderais que ter tal capacidade de conhecimento e avaliação do futuro (repetimos: incluindo Jesus, para que tudo acontecesse dentro dos planos de Deus), pergunto: qual deve ser a capacidade desses gênios?
      4- Como admitir que Jesus, que é o nosso gênio sideral, criador e construtor da Terra, não tivesse a capacidade necessária e desconhecesse um futuro de 50 anos de nossa casa planetária?
      5- Como admitir que Jesus pudesse perder o controle sobre os acontecimentos no planeta?
      6- Que gênio sideral seria ele, a ponto de ter que levar um puxão de orelha dos outros gênios do sistema, que também não tinham a mínima ideia do que aconteceria?
      7- E Deus, como fica, olhando tudo acontecer sem tomar nenhuma atitude, se tudo isso pudesse ser verdade?

      Cristiano, coisas como estas só poderão ser definitivamente esclarecidas, quando não mais existirem aqueles que ingenuamente acreditem em tudo isso. Portanto com um mínimo de bom senso podemos entender que nosso Chico jamais poderia ter dito tais coisas. Nem precisaria nosso Kardec ter nos esclarecido.

      Mesmo que os “espíritas ilustres” (que não existem) tenham aceitado tais coisas, isso só nos mostra a “bagunça” em que eles estão conseguindo colocar a Doutrina Espírita. Assim, cabe a nós termos bom senso e discernimento para não nos deixar levar por tão absurdas afirmações.

      Os fatos mostram que existem sim, pessoas que foram ligadas ao nosso Chico, e mais que uma, capaz de tais atitudes. Mas não fique triste com isso. São seres humanos, como nós, ainda imperfeitos.

      Esperamos que, com a publicação de nosso trabalho, você tenha material suficiente para voltar a estudar a Doutrina, mas com uma visão mais atualizada e condizente com a Fé Racional.

      Um grande abraço e continue conosco!

      Rosino Caporice e Equipe do Blog dos Espíritos

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