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Homossexualismo e o Deus Consolador

Enviado por on 26/08/2011 – 17:25 3 Comentários
Essygie/CC

Vamos neste artigo falar sobre a visão Espírita do homossexualismo e, diante do processo evolutivo, buscar entender se ele é ou não natural.

Sugerimos a leitura de nosso artigo Evolução da Sexualidade e Espiritismo, onde explicamos dentro da verdadeira realidade, que é a espiritual, como a mônada evoluiu até a sexualidade humana.

Por isso esse artigo tem a única finalidade de explicar o que é e o que não é natural na prática sexual humana.

É preciso ficar muito bem esclarecido, que em momento algum estamos fazendo qualquer tipo de julgamento, ou fazendo de nossos exemplos casos reais. Serão sempre exemplos fictícios, que nunca terão a ver com fatos reais e menos ainda pessoais.

Esclarecer ainda, com muita ênfase, que jamais alguém poderá ser vítima de preconceitos, discriminação, violência, ou qualquer outro tipo de agressão, seja física ou moral, por ser homossexual.

Apesar de não ser uma prática natural, como já demonstrado, e que será neste artigo reforçado, nunca o comportamento homossexual poderá ser levado à conta de transgressão social, mesmo porque, sendo natural ou não, como veremos será sempre uma situação de sublimação da sexualidade, pelos efeitos que provoca.

Sublimar qualquer comportamento é deixar de fazer o incorreto e fazer o correto.

Pedimos apenas que seja evitado o risco do preconceito reverso, dando-nos a liberdade de discordarmos, respeitosamente, da prática homossexual.

Tudo o que descreveremos a seguir foram explicações a nós dadas pelo Espírito da Verdade, em uma de nossas reuniões semanais.

 

ORIGEM DA DUALIDADE SEXUAL

— Ao contrário do que diz a questão 540 de “O Livro dos Espíritos”, a mônada não começa a evoluir no reino mineral do plano físico, mas no plano mental;

— É o início do aprendizado da manifestação do amor, pelo processo de atração, que nos foi demonstrado pela Física com a descoberta das forças fundamentais da natureza;

— É a evolução do princípio espiritual no micromundo, que é a base de toda a estruturação de nosso universo físico;

— Eis Deus e a natureza nos mostrando que, nesta fase de nossa evolução, nosso amor necessita da dualidade positivo-negativo para interagir;

— E é esta manifestação que gera o universo físico.

 

MÔNADA E REINO VEGETAL

— Após imensas eras de evolução no micromundo, passamos a evoluir, ainda como mônada, no reino vegetal, para definirmos de vez o nosso aprendizado no macromundo;

— É a fixação definitiva da necessidade da dualidade, para desenvolvermos mais as interações de nosso amor;

— Novamente Deus, através da natureza, nos mostra a dualidade na manifestação de nosso amor.

 

PRINCÍPIO ESPIRITUAL E REINO ANIMAL

— Neste reino, desde os pequenos animais, até os superiores, inicia-se o aprendizado dos instintos, com todos os seus efeitos já conhecidos;

— E com a necessidade do uso dos instintos para a procriação e a sobrevivência, começa a se desenvolver a inteligência;

— Até então era apenas o desenvolvimento do amor em seu lado emocional (atração);

— Agora começa o desenvolvimento do amor, também, em seu lado intelectual (compreensão da individualidade e o porquê dela);

— Fixa-se então em definitivo, no reino animal, a dualidade macho-fêmea;

— Não só no processo de procriação, mas dando início ao aprendizado da estruturação social;

— E da defesa e manutenção da própria vida e da prole, com o princípio da renúncia, até da própria vida;

— A defesa da prole nos ensinando a máxima atitude de amor, que é a renúncia da própria vida em defesa de outra vida;

Seria impossível exigir mais demonstrações de Deus e da natureza, sobre a necessidade da dualidade da interação do amor na sexualidade entre dois seres;

Não só para a interação do amor, mas também para a defesa e manutenção da vida;

É assim que Deus criou e que a Natureza faz, sendo, portanto, o correto.

 

SEXUALIDADE E DUALIDADE SEXUAL

— Por tudo o que vimos, a dualidade sexual é a base de nosso desenvolvimento como mônadas;

— Isso define de forma clara e incontestável como deve ser praticada nossa sexualidade, ou seja, como deve ser a comunhão sexual entre nós humanos;

— Aos que contestam que é exatamente por sermos humanos que temos o direito de escolher a prática de nossa sexualidade, dizemos que Deus, através da Lei do Livre Arbítrio, garante sim isso;

Mas é também por isso que temos o direito de tanto acertar, quanto errar em nossa escolha;

E não pode haver roteiro melhor do que olhar para a natureza, para ver como ela faz;

Pois é através da Natureza, que Deus se manifesta para nós de maneira mais evidente;

— Nós só podemos procriar o corpo físico, pois o Espírito não procria (entender que procriar é diferente de criar);

E no reino humano, como no animal, a natureza define de forma clara a única maneira disto acontecer: a união da dualidade masculino-feminino;

— Como veremos mais a frente, isso tem grande importância sob o ponto de vista fluídico e espiritual;

— Aqui já ficou demonstrado como deve ser a comunhão sexual entre dois seres, de acordo com a natureza;

— Mas existem outras informações importantes que o Espírito da Verdade nos deu, e que iremos também colocar.

 

EGO E PROCRIAÇÃO

— Definimos o Ego como o “espírito propriamente dito” de Allan Kardec, para evitar confusões com o Espírito, mesmo desencarnado, mas ainda com um corpo espiritual;

— E o Ego não tem sexo. Como vimos, também não procria;

— Só os corpos, sejam em que dimensão for, podem ser procriados, sempre para efeito de aprendizado e evolução;

— O que nós Egos temos é o poder de, através de nosso pensamento, criarmos; o que é diferente de procriarmos;

Criar é algo individual. Procriar é dual;

— E com isso gerarmos as forças criativas, com as quais nos manifestaremos nos variados planos de existência;

— Assim estaremos aprendendo a ser deuses, como afirmou Jesus ao dizer: “vós sois deuses”;

— Assim evoluímos cada vez mais e nos tornando semelhantes a Deus;

— Como Deus é dotado da suprema perfeição, só seremos semelhantes a ele se fizermos tudo de forma correta, para na perfeição podermos ser co-criadores com ele;

— Não tem jeito: temos que aprender a fazer o correto, pois a força criativa não é usada só para procriar;

— A força criativa é usada muito mais para criar; e na perfeição até o infinito;

— A procriação ocupa um espaço muito pequeno em nossa existência como Ego, que é infinita;

— Mas a troca de amor precisará se sublimar até o ponto de perfeição no Ego, pois na perfeição não haverá comunhão sexual;

— Na perfeição, os Egos se manifestam em sua plenitude, abandonando a dualidade;

— Porém, mesmo ainda imperfeitos, podemos fazer algo parecido desde já quando nos assexuamos;

— Como veremos adiante, quando nos assexuamos e decidimos não praticar sexo, podemos usar nossa força criativa apenas para criar;

— Já que eles (os espíritos perfeitos) não têm sexo, não há mais dualidade em suas forças criativas, a única coisa que há entre eles, é a troca do amor sublimado;

— Mas você poderá dizer: “não sou perfeito, estou longe da perfeição, e vivo em um mundo onde existe a comunhão sexual”;

— Corretíssimo. Mas nós dizemos: “Quem não gosta de ser feliz? Quem em seu juízo sadio gosta de sofrer?”

— Se a Lei do Livre Arbítrio me dá o direito de escolha, Deus em sua justiça tem que criar um jeito de me orientar em meu comportamento;

— E para isso ele criou nossa consciência e a Lei de Causa e Efeito, para aprendermos a ser bons, fazermos tudo de forma correta e chegarmos à perfeição;

— Caso contrário, em função do Livre Arbítrio, poderíamos nos perpetuar no erro, e ficarmos para sempre imperfeitos, já que o Ego é imortal;

— Deus teria, então, criado o inferno, que sabemos que não existe;

— É através de nossa consciência e da Lei de Causa e Efeito que Deus nos mostra quando estamos agindo de forma correta ou incorreta;

— Analisando nossos atos pela Lei de Causa e Efeito, nossa consciência nos diz:

— Que estamos corretos quando nos sentimos bem e felizes;

— Ou estamos incorretos, quando nos sentimos mal e infelizes;

— É impossível nos enganarmos.

 

FELICIDADE E PRAZER

— Uma das coisas que mais nos confunde é acharmos que prazer é felicidade;

— É claro que, em si, o prazer não é ruim;

— Pelo contrário, no reino animal ele nos leva a começar a entender o que é felicidade. Entre nós humanos, também;

— Quando estamos com fome, sentimos grande prazer em comer, principalmente uma comida saborosa;

— No entanto, quando exageramos e comemos demais, o prazer passa a ser mal-estar;

— Se nos enganamos e comemos algo estragado, o mal estar será maior ainda;

— Veneno, nem pensar;

— Então o prazer, somente, nunca é felicidade;

— Mas ele pode nos indicar o começo do caminho para ela;

— A felicidade é sempre um estado em que nunca nos sentimos mal;

— Mas só a sentimos quando estamos fazendo o correto;

— Podemos exagerar em querê-la, desde que somente fazendo o correto, e sempre nos sentiremos bem;

— Como, pela nossa consciência, só nos sentiremos bem quando estamos fazendo a coisa certa, fica fácil saber como ser feliz;

— Vamos ver com um exemplo:  o que nos leva a trair nosso companheiro ou companheira é o prazer da relação, e nunca a felicidade;

— Pois nunca se pode ser feliz tendo prazer e esse tipo de preocupação ao mesmo tempo;

— Se você se dá bem com seu parceiro ou parceira, seguramente você sentirá prazer e felicidade;

— A felicidade é calma, constante e que nos tranquiliza, sem nunca nos sobrecarregar;

— Simplesmente porque ela só vem quando estamos agindo de forma correta, de acordo com a vontade de Deus;

— E como vimos, é pela natureza que Deus melhor se mostra para nós;

— Basta, portanto, sermos sinceros para analisarmos nossa condição de felicidade ou apenas prazer;

— E isso em tudo na vida, não apenas na sexualidade.

 

PERISPÍRITO E SEXUALIDADE

— Será que, especificamente na comunhão sexual, existe algum tipo de interação com o corpo espiritual?

— Existe e muita. Tudo o que fazemos com nosso corpo físico, interage com o espiritual;

— Durante a relação sexual, os corpos trocam hormônios;

— Essa troca mantém os níveis hormonais do homem e da mulher em equilíbrio, além de mexer de forma positiva nos cérebros de ambos, através dos neurotransmissores que causam a sensação de felicidade, criando um ciclo virtuoso;

— Para que isso ocorra, é preciso hormônios de homem e de mulher. Coisa impossível de acontecer na relação homossexual, pois os hormônios são iguais;

— Porém o mais importante é o aspecto fluídico, que envolve a ação da força criativa;

— Segundo Áulus, o instrutor de André Luiz, em “Nos Domínios da Mediunidade” é o perispírito que transforma o seu fluido vital em energia vital, através de um micro-centro de força no núcleo da célula, para vitalizá-la;

— Ora, como o ato sexual existe ou para satisfazer os companheiros ou para procriar, ele vai movimentar com muita intensidade nossa força criativa, produzindo no perispírito um intenso fluxo de fluidos;

— Da mesma forma que a união de um elétron com um próton produz um nêutron, com carga neutra, os fluidos perispirituais masculinos e femininos do casal irão se unir, formando um fluido neutro, que irá se dividir proporcionalmente entre o homem e a mulher, revigorando o perispírito dos dois;

— Como é o perispírito que vitaliza o corpo físico, ele passa então a ter melhor condição de fazê-lo, ajudando na manutenção da saúde do corpo, além de oferecer um tranquilizante bem-estar;

— Na atividade homossexual, porém, os fluidos são iguais;

— Não têm como se neutralizar e, portanto, como se dividir;

— Os fluidos então ficam acumulados em cada um dos parceiros, causando forte sobrecarga em cada um;

— Esse acúmulo de fluidos promove ainda grande materialização astral do perispírito (o corpo astral é matéria-sutil, mas ainda é matéria), desequilibrando este e desfigurando-o, o que mais cedo ou mais tarde trará problema de saúde no corpo físico;

— Isso é o que a relação homossexual causa no corpo espiritual;

— Porém é válido dizer que todo abuso do sexo provoca coisa semelhante, principalmente quando se troca constantemente de parceiros.

 

ASSEXUALIDADE E EVOLUÇÃO

— Sabemos que o termo assexualidade causa certa estranheza por não ser comum;

— Vamos então entender o que é isso;

— Durante todo nosso processo evolutivo aprendemos a usar nossa força criativa sempre de duas maneiras:

• Positivo e negativo até o reino vegetal;

• Macho e fêmea no reino animal;

• Masculino e feminino no reino humano;

— É a forma dual do amor que se completa pela união dos opostos, ensinando-nos a sair de nosso egocentrismo e a amar a outrem;

— No início, pelo prazer tranquilo que esse amor nos traz, e depois pelo altruísmo que iremos desenvolvendo.

 

Mas será que nós humanos nascemos somente com a força masculina ou somente com a feminina?

— Não. Em todo o processo evolutivo, temos que nascer nos dois sexos para aprender a manifestar a força criativa das duas maneiras.

 

Será que a criança já nasce com a capacidade total de manifestar seu lado masculino ou feminino de sua força criativa?

— Se atentarmos para a semelhança que existe entre as crianças até o começo da puberdade, veremos que não;

— O formato do corpo, a voz, as atitudes confirmam uma razoável semelhança entre elas;

— E essa semelhança, durante a infância, só não é mais forte pela influência cultural: a menina só pode agir como menina; o menino, só como menino;

— A condição genética é que estabelece o sexo masculino ou feminino do corpo físico;

— No estágio da infância, o psiquismo ainda está se atualizando à sexualidade que a genética do novo corpo formou;

— Portanto, nesta fase, a assexualidade ainda tem certa força;

— E isto é muito bom, como veremos mais à frente.

 

Mas e a assexualidade?

— A força criativa é única;

— Não existem duas forças criativas. O que existe são formas diferentes dela se manifestar;

— Falando de nosso planeta, em termos de sexualidade, no reino humano ela se manifesta como masculina ou feminina;

— Durante nosso processo evolutivo, reencarnamos como homem e como mulher, aprendendo a usá-la da forma passiva ou ativa;

— Nascer ora como homem, ora como mulher fixa em nossos Egos o aprendizado de como usar a força criativa nas duas formas, de acordo com a genética do corpo daquela reencarnação;

— Mas no Ego, a força criativa continua una: o que varia é a forma de usá-la;

— É por isso que tanto o novo corpo astral, como o novo físico precisam do tempo da infância para se adaptarem à nova condição genética.

A assexualidade existe na fase adulta quando, por alguma necessidade reencarnatória, temos que usar tanto o aspecto feminino quanto o masculino de nossa força criativa, em igualdade de condições;

Ou seja, nosso psiquismo age como se fosse neutro;

No caso da assexualidade, nosso psiquismo se manifesta tanto como homem, quanto como mulher, com a mesma intensidade;

E isso sempre nos dará uma razoável vantagem em nosso processo de criatividade e inteligência, e portanto em nossa capacidade de criar coisas e resolver problemas;

Pelos preconceitos sociais, há quem confunda pessoas assexuadas com homossexuais, dados os seus comportamentos às vezes masculinos, às vezes femininos, de acordo com a situação;

O Espírito da Verdade explicou também que as pessoas que programam reencarnações como assexuados podem ou não ter vontade de praticar o sexo;

Existem muitos assexuados com atividades sexuais normais, que constituem famílias, sem saberem de sua condição;

Disse-nos ainda o Espírito da Verdade que, com a evolução, podemos manter nossa preferência por determinado sexo;

Mas que em certas encarnações precisaremos da força contrária à que estamos acostumados;

E a assexualidade é a maneira natural que Deus criou, para evitarmos mudar de sexo, quando já aprendemos o necessário com os dois sexos, nas encarnações anteriores;

— Deu-nos o Espírito da Verdade, ainda, outra interessante explicação sobre a assexualidade:

— Imaginemos uma mulher que organizou, em vida anterior, uma casa de prostituição

— Desencaminhou, assim, várias moças que deve agora reencaminhar;

— Receberá algumas como filhas e outras como netas, e terá a responsabilidade de ajudar em sua criação;

— É orientada pelo departamento de reencarnação a se tornar assexuada, pois precisará também da força criativa em seu modo masculino para ter melhor condição não só de enfrentar as dificuldades que surgirão, como ter maior força para poder disciplinar suas filhas e netas;

— Assim podemos dizer que a criança é ainda um tanto assexuada;

— Sua sexualidade só estará completa quando a menina começar a menstruar e o menino, a ejacular. (Vide capítulo 2 de “Os Missionários de Luz” de André Luiz);

 

NÃO HÁ HOMOSSEXUALIDADE, MAS TENDÊNCIA

— Como pudemos ver, ninguém nasce homossexual, mas com tendência, que pode ser anulada com o bom uso da assexualidade;

 

Mas e se a pessoa já é homossexual?

— Aí dependerá da pessoa;

— Deixar de sê-lo é difícil, mas não impossível;

— Seria importante, pois seria trocar o caminho da dor, pelo do amor.

 

E se eu não quiser deixar de ser homossexual?

— Será sempre uma decisão a ser respeitada.

 

Mas esse “respeito” não tem uma certa conotação de preconceito?

— O que é preconceituoso é o desrespeito;

— A discordância com respeito nada tem de preconceito;

— Pensar que a discordância é preconceito é criar o preconceito reverso;

— A Caridade nos diz que, havendo condições, devemos alertar, mostrando como trocar o caminho da dor pelo do amor;

— O que não se faz é desprezar qualquer pessoa por não nos ouvir.

 

Esclareceu-nos ainda o Espírito da Verdade o seguinte:

— Um grande preconceito é a somatória de pequenos preconceitos;

— Isso cria a necessidade de uma reação extremada, para mudar a situação, o que dificulta o esclarecimento;

— Passa-se então de uma descabida repressão total, para uma liberalização total, gerando ainda mais dificuldade em esclarecer;

— A situação de liberalidade total criará situações de maior sofrimento, tanto no plano físico, quanto no espiritual;

— Para surpresa nossa, disse que tal fato irá acelerar, através do sofrimento mais agudo no plano espiritual, a sublimação da sexualidade;

— Este sofrimento agudo promoverá uma forte intuição de como agir corretamente, que libertará definitivamente o Ego da atitude homossexual. Isso veremos mais à frente;

— A sexualidade tanto no corpo físico, quanto astral, é questão de personalidade e não de individualidade;

— Essa é a causa da reversão corpo-mente no homossexualismo.

 

E se a pessoa for feliz, mesmo sendo homossexual?

— Toda essa análise tem como base as Leis da Reencarnação e a da Evolução Espiritual;

— É impossível explicar tudo o que acontece com o ser humano sem elas;

— É preciso explicar por que pode ou não;

— E também que existe uma diferença entre aprender e evoluir;

— Aprender é o meio caminho da evolução;

— Mas ela só se completa com a aquisição da sabedoria, que é usar sempre bem o conhecimento que se tem;

— O atributo do amor divino nos faz pensar que Deus nos ama de maneira igual, mesmo com nossas diferenças;

— Existe ainda uma diferença entre amar e se amar:

— Quando amo apenas a mim mesmo, penso só em mim e me torno egoísta;

— Assim amar de verdade quer dizer amar aos outros;

— Quando amo meu próximo deixo de ser egoísta e pratico a Caridade;

— Mas o egoísmo é uma coisa ruim, um grande defeito;

— A Caridade é uma grande virtude, portanto uma coisa muito boa;

— Existe outro atributo de Deus que diz que ele é a suprema perfeição;

— Portanto ele não pode ter defeitos ou fazer algo errado;

— Logo, Deus não pode ser egoísta, mas somente Caridoso;

— Deus com certeza ama a todos seus filhos, e de maneira igual;

— Então ele não quer só a minha felicidade, e sim a de todos nós;

— Se nós temos que ser semelhantes a Deus para nos tornarmos perfeitos (e todos teremos que atingir a perfeição algum dia, pela evolução espiritual), então não adianta: temos que aprender a amar o próximo pela prática da Lei da Caridade;

— Mas amar ao próximo é fazer somente o bem para ele, como Deus faz para nós;

— Porém, para satisfazer sua sexualidade, o homossexual precisa de alguém do mesmo sexo, levando o parceiro ou a parceira a sentir a mesma inadaptação que ele sente;

— Levando-o a sofrer muito como já visto;

Mas, como vimos com os atributos de Deus, ninguém pode ser feliz causando a infelicidade alheia;

— Além é claro de todos os problemas que já vimos;

— Concluímos que construir a felicidade ou procurar a dor é decisão de cada um e que, repetimos, deve se respeitada.

 

Alertou-nos ainda o Espírito da Verdade, para algo que reputamos de grande importância:

— Existe uma mania atualmente entre os espíritas de quererem ser politicamente corretos;

— Ou seja: “se está na moda, não vamos ficar contra, mesmo que para isso, deixemos de falar o que é necessário”;

— Mas Jesus disse que ninguém acende uma luz para colocá-la sob o alqueire;

— E nesse aspecto, o espírita sabe muito bem o que fazer. Portanto tem a obrigação de colocar a verdade;

— Ser ouvido ou não, isso não deve fazer parte de nossas preocupações.

 

FUTURO DA ASSEXUALIDADE

— Na perfeição, não precisaremos do desdobramento de nossa força criativa para nossas criações;

— Por já termos aprendido o modo perfeito de amar, como Espíritos perfeitos não precisaremos dos contrastes para manifestar o amor;

— Aí nossa semelhança com Deus será completa;

— E esse é o caminho de nosso aprendizado no reino humano e no angelical;

— Aprendermos a manifestar nosso amor, usando nossa força criativa, como ela é;

— Assim, a partir deste novo Ciclo de Regeneração, estaremos aprendendo cada vez mais a usar a força criativa de maneira mais unificada;

— Homens e mulheres serão cada vez mais parecidos em seus comportamentos, sem, contudo, terem suas sexualidades afetadas;

— No Ciclo de Regeneração, homens e mulheres terão a sexualidade cada vez mais equilibrada, o que inclusive evitará conflitos tão comuns entre homens e mulheres;

— Homem e mulher vão sublimar não só a sexualidade, mas também outros comportamentos;

— Não seria esta uma das interpretações possíveis para quando Jesus disse que quem não se tornasse como as crianças não entraria no Reino dos Céus?

 

CAUSAS QUE PODEM LEVAR AO HOMOSSEXUALISMO

— Das várias, podemos citar as duas principais:

1) Reencarnarmos assexuados para a execução de trabalhos especiais, missões ou sublimação da sexualidade;

2) A mudança brusca de sexo para resgates cármicos;

— No primeiro caso, tornar-se homossexual é mais difícil, mas não impossível;

— No segundo caso, a incidência é mais comum;

— A nós não cabe comentar casos específicos, pois poderíamos confundir as pessoas, confundindo as causas;

— Porém pela experiência com irmãos desencarnados nos trabalhos espirituais, podemos avaliar o tamanho do sofrimento por que passam;

— A inadaptação do corpo em relação ao psiquismo é o mesmo que estar em uma prisão perpétua;

— E o mais grave: o sofrimento perdura após o desencarne, pelo medo de ter que reencarnar novamente na mesma prisão;

— Acredite, é um sofrimento muito grande.

— Como evitar isso tudo?

— Ou ter uma vida sexual dentro da normalidade, ou seja, com o sexo oposto, sempre de forma monogâmica;

— Ou usar a sua assexualidade, usando sua força criativa fora do sexo;

— Isso proporcionará um aumento de inteligência e uma grande melhora nos sentimentos, trazendo uma verdadeira condição de felicidade.

 

E O DEUS CONSOLADOR?

— Eis uma pergunta que devemos sempre fazer;

— Se Deus tem o supremo amor, ele deve ter uma boa solução para tudo isto. E é claro que tem;

— Na reunião com o Espírito da Verdade e nossos irmãos desencarnados que foram homossexuais, o Deus Consolador apareceu;

— No meio de uma situação de desespero, ansiedade e medo, a solução do amor se fez presente;

— O Espírito da Verdade explicou que a quase totalidade dos presentes desencarnados, pelo agudo sofrimento por que tinham passado, já haviam desenvolvido a quantidade de amor necessária para se reequilibrarem;

— Reencarnariam com o sexo do psiquismo de sua preferência, e não mais no contrário;

— Pela quantidade de amor que já conseguiam doar poderiam programar até famílias numerosas, pois teriam grandes chances de sucesso;

— Sugeriu até que, dentro das possibilidades, procurassem formar casais entre eles, pois dados os grandes sofrimentos por que passaram, estavam aptos a doarem grandes doses de amor, tanto entre si, como para os filhos;

— É impossível descrever o alívio e a felicidade que tomou a todos.

 

A EDUCAÇÃO CORRETA DA CRIANÇA INIBE A TENDÊNCIA HOMOSSEXUAL

Outra importante explicação do Espírito da Verdade:

— A primeira e a segunda infância são os tempos ideais para inibir qualquer tendência ao homossexualismo;

— Dado aos problemas cármicos, essa tendência sempre aparece com certa intensidade já na infância;

— O homem violento, que nunca respeitou as mulheres, poderá ter que reencarnar como mulher;

— Apesar de toda força do esquecimento reencarnatório, tal Ego tem sua mente automatizada no “machismo” com uma força tal que poderá superar o esquecimento provocado pela reencarnação;

— Isso, claro, não com relação a vidas passadas, mas com a fixação “machista” de seu comportamento;

— Isso o fará sentir-se totalmente deslocado dentro de seu novo corpo feminino, pela fixação que traz em relação às mulheres;

— A infância é o mecanismo natural para superar esta situação;

— Neste caso, tal menina mostrará desde cedo tendências para gostar mais da companhia de meninos, de brincadeiras de meninos, pela ação de seu psiquismo masculinizado;

— Mas esse psiquismo masculinizado desta menina poderá ser revertido se os pais não só deixarem, como até incentivarem as companhias e brincadeiras com os meninos;

— O que será melhor ainda, se o pai, quando puder, também brincar com a filha, pois de forma gradual e tranquila, a criança aprenderá a gostar do sexo oposto ao seu, que são os meninos;

— Este desenvolvimento tranquilo transformará seu psiquismo em feminino naturalmente, sem qualquer trauma ou sofrimento;

— Por outro lado, forçar esta menina a conviver com outras meninas poderá realçar seu gosto pelas meninas (lembre-se: ela era um homem);

— Isso pode reforçar a masculinidade de seu psiquismo, reforçando suas tendências;

— No caso dos meninos vale o mesmo. Imagine uma mulher que, devido a compromissos cármicos, precisou reencarnar como homem;

— Na infância, o menino então terá seu psiquismo ainda com influência feminina;

— Isso pode levá-lo a buscar a companhia de meninas e também brincadeiras de menina;

— Se os pais estiverem próximos a este menino e a mãe acompanhá-lo nas brincadeiras, poderá fazer com que naturalmente ele aprenda a gostar do sexo oposto ao seu;

— Da mesma forma, forçar o menino à convivência somente com meninos não permitirá que a infância faça seu papel de adaptação do psiquismo;

— Estamos aqui falando de casos reais da tendência homossexual de fundo cármico, e não por assexualidade;

— Não devemos confundir estes casos com desvirtuamento da sexualidade, pederastia ou ainda o bissexualismo.

 

Poderiam nos perguntar, se de certa forma, o Espírito da Verdade não estaria incentivando a prática homossexual, mostrando o que acontecerá após o desencarne, para a maioria?

— Nosso amigo espiritual tem sempre nos mostrado o verdadeiro Deus: o Deus Consolador, o Deus Amor;

— Mas para consolar é preciso esclarecer;

— Não basta mostrar a inconveniência da situação: é preciso mostrar como fazer o correto, e por quê;

— E também mostrar a ação de Deus diante de nossas atitudes;

— Repetimos: optar pelo amor ou pela dor, é decisão de cada um, que devemos respeitar.

Sobre isso nos disse o Espírito da Verdade:

“Se o mau uso do conhecimento fosse motivo para Deus não mandá-lo, estaríamos ainda na Pré-história”.

3 Comentários »

  • Parabéns pelo trabalho de vocês!
    Estudos como esse são quais fachos de luz no caminho, muitas vezes cheio de equívocos, que insistimos em trilhar.

  • Mariana disse:

    Com todo respeito, o autor deste artigo deveria ler mais sobre o que é a homossexualiDADE, pois muitas vezes a confunde com transexualidade e acredito que não saiba a diferença entre expressão de gênero e orientação sexual. Sou espírita e me entristece ver em nosso meio tanta desinformação e preconceitos sob o véu da Doutrina, e nisto não nos diferenciamos daqueles que julgam, condenam e até matam em razão de seus dogmas religiosos. Abraço fraterno.

    • Cara Mariana,

      Normalmente nós do Blog não costumamos responder a colocações acusativas como a sua, pois não somos dados a manter situações que não acabem em lugar nenhum. Nisso seguimos estritamente as recomendações de Kardec (um de nossos orientadores).

      Porém o seu caso merece para todos nossos leitores, algum esclarecimento.

      Acho que quem pode estar confundindo homossexualidade com transsexualidade, com meu total respeito, é você. Certos de que nós do Blog sabemos perfeitamente tal diferença, pedimos que após receber esta resposta, explique-nos qual a ideia que você faz de tudo isso. Com relação à expressão de gênero e orientação sexual, também temos um entendimento de tudo. Repito o pedido anterior a você com relação a essas duas ideias.

      Porém, gostaria de explicar que atualmente a Ciência já comprovou um terceiro gênero, que é o gênero “Assexualidade”, que seguindo as palavras de Jesus, no Evangelho “Eunucos pela glória de Deus”, deixa claro a ideia de Jesus sobre tal gênero de sexualidade. Aliás com toda certeza o gênero de nosso querido Chico Xavier.

      Se você leu realmente todo o artigo, pois a nós parece que não, você verá que ele se baseou em quase tudo na assexualidade humana.

      A sua colocação ao nos acusar de preconceituosos é totalmente sem sentido, visto que nosso artigo defende a comunhão homossexual, quando explica o equilíbrio proporcionado ao perispírito pela diferença de psiquismos, apesar da igualdade nos corpos físicos.

      Quando tratamos desse assunto, nunca nos esquecemos de que os Egos não têm, em si, nenhuma conotação sexual, podendo tanto reencarnar como homem, quanto mulher.

      Da mesma forma que um casal hétero se compõe de dois Egos, um casal Homo, também.

      E pelo conceito de reencarnação é perfeitamente compreensível que tal amor mútuo, quando muito forte, se manifeste, mesmo quando os corpos físicos são iguais.

      Como promotores de um espaço que pretende divulgar a necessidade de nossa espiritualização, somos levados a ter muita responsabilidade com aquilo que divulgamos, que precisa estar sempre de acordo com a Humildade e a Caridade, além é claro com a racionalidade do conhecimento científico, tanto em seu lado material, quanto espiritual.

      E este artigo, é um dos que leva maior soma desses conceitos.

      Como fui eu, com a ajuda dos nossos orientadores desencarnados, que escrevi tal artigo, não achei nem um pouco educada a maneira como fui acusado de irresponsável, ignorante e preconceituoso, pois tenho um grande respeito por meus irmãos homossexuais, como concordo com suas escolhas, e até explico no artigo que a mesma necessidade de respeito social que os casais héteros têm que ter, os casais homo também têm. Se isso não é igualá-los, não sei o que é.

      Coloco-me à sua disposição.

      Rosino Caporice

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