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Atributos de Deus e mitos sobre Espíritos puros

Enviado por on 01/09/2011 – 17:30
D. Sharon Pruitt/CC

— Atributos de Deus são as qualidades que Deus possui;

— Para estar em contato direto com sua infinita criação, Deus tem que ser imanente, ou seja, estar em contato com os mínimos detalhes desta;

— Sendo sua criação infinita, para que Deus exerça um total controle sobre ela, ele também tem que transcendê-la, ou seja, ter uma capacidade de percepção além do infinito;

— Esse raciocínio é perfeitamente possível sob o ponto de vista matemático;

— Logo os poderes de Deus estão muito além do que podemos imaginar; vamos detalhar um pouco três deles.

 

SABEDORIA, ONISCIÊNCIA E ONIPOTÊNCIA

— Em sua sabedoria suprema (mais que perfeita), Deus planeja e faz tudo com suprema perfeição: tudo perfeitamente certo e perfeitamente bem feito;

— Portanto ele não pode nem errar e nem se enganar. Caso contrário ele não seria supremo e, portanto, não seria Deus;

— No exato momento em que cria qualquer coisa, desde um Espírito, até um Universo, o Pai sabe tudo o que acontecerá e quais as consequências da tais criações, nos mínimos detalhes: eis a onisciência;

— Então, no momento da criação, sabe, por sua suprema sabedoria, quais as melhores soluções para todos os problemas;

— E como é onipotente, pode criar tais soluções, bem antes que os problemas aconteçam;

— Então, de acordo com seus atributos, Deus jamais mudará qualquer um de seus atos —por isso Deus ser imutável, como bem definiram os Espíritos a Kardec;

— Isso porque, com a transcendência de seus atributos, tudo o que ele faz ultrapassa a nossa noção de perfeição.

 

ESPÍRITOS PUROS

— Ao atingirmos o estágio de Espíritos puros ou perfeitos, adquirimos duas capacidades fundamentais, além de muitas outras:

  1. Nunca mais erraremos, como Deus nunca errou
  2. Adquirimos a capacidade de conhecer o pensamento de Deus, de forma direta, sem intermediários

— Como nos informa André Luiz em “Evolução em Dois Mundos”, na perfeição os Espíritos adquirem também, como gênios siderais, o poder de materializar o pensamento de Deus;

— Assim, mesmo que o impossível acontecesse (ou seja, que um espírito perfeito ficasse em dúvida), bastaria consultar diretamente a Deus para fazer o certo;

— Pois em sua suprema perfeição Deus saberia o certo, a não ser que admitamos que Deus possa ficar em dúvida;

— Se Deus pudesse ficar em dúvida ele não seria Deus, pois lhe faltaria a suprema perfeição nos três atributos que analisamos, não sendo em consequência supremo. Vejamos:

  1. Não teria a suprema sabedoria, pois teve que refazer algo que criou, ao permitir um plano B para corrigir o que tinha feito;
  2. A mesma coisa ocorreria com sua onisciência, pois não conseguiu prever o engano, necessitando de um plano B;
  3. Sua onipotência então desapareceu, pois não conseguiu evitar que espíritos das trevas conseguissem boicotar seus planos;

— Isso para não falar de sua suprema ascendência moral;

— Não fica parecendo que os “espíritos das trevas” são iguais aos “diabos” das religiões?

— Espíritos tão poderosos quanto Deus, pois conseguem boicotar seus planos?

— Ao pensar assim não estamos trazendo de volta o Deus antropomórfico da Mitologia, com defeitos que são, na verdade, dos homens?

— Da mesma forma que nada disso pode acontecer com Deus, não pode também acontecer com os Espíritos puros, pois eles também não podem errar em nada que fazem ou planejam;

— Como você vê, pelos atributos de Deus, e sabendo um pouco do que são capaz os Espíritos puros, pensar que Deus pode mudar de planos ou que um Espírito puro pode ficar em dúvida não têm nenhum sentido;

— Como admitir que “Espíritos das trevas”, que são os de menor condição vibratória em nosso planeta, sejam capaz de boicotar Jesus, a ponto dele ter que mudar a época de sua encarnação?

— Não teve o Divino Mestre condições de conhecer previamente e o poder de superar problemas que espíritos em tão difíceis condições causariam?

— Toda a Codificação e as obras de André Luiz não conseguem nos mostrar o quão limitado é o acesso de nossos irmãos das trevas aos planos superiores?

— Até quando vamos continuar tratando-os como “demônios”, atitude tão pouco caridosa de nossa parte para aqueles a quem Jesus sempre estendeu as mãos (e nos incita a fazer o mesmo)?

 

O ESPÍRITO DA VERDADE

— Já vimos em nossos diálogos que, para ser o Consolador prometido, o Espírito da Verdade tem que ser perfeito, dada a importância de sua missão para o nosso planeta;

— Da mesma forma que com Deus e Jesus, portanto, o Espírito da Verdade jamais poderia ser boicotado por Espíritos trevosos;

— Caso ele pretendesse enganar os trevosos, precisaria de uma mentira para isso, o que é uma demonstração de incapacidade para quem é perfeito;

— E se o Espírito da Verdade precisasse mentir, estaria provocando toda essa confusão, algo mais impróprio ainda para um Espírito puro;

— Logo só há uma explicação razoável: a confusão é de quem se recusa a aceitar a verdade, e nunca do Espírito da Verdade. E claro, confusão não por deslealdade, mas para fixar posição.

— Por mais difícil que possa ser, é sempre indispensável analisar, pela Fé Racional, o conteúdo das afirmações, independente de quem as faz;

—Kardec não só fez isso, como tornou obrigatória tal atitude, legando-nos o perfeito roteiro dos Atributos de Deus e da Fé Racional.

 

O MITO DE CHICO XAVIER

— Fazer de alguém um mito, é a pior coisa que podemos fazer para tal pessoa;

— Mitificar alguém (tornar esse alguém um mito) é tornar esse alguém perfeito sem que ele o seja;

— Isso nos leva a aceitar tudo o que escrevem ou dizem como algo infalível, mesmo que errado;

— Estaremos colocando em seus ombros a carga insuportável do mito;

— Veja a carga mítica que colocamos na figura de Chico Xavier;

— Mesmo depois de morto, basta dizer que “o Chico disse”, para que qualquer coisa seja levada a conta de verdade indiscutível, mesmo que seja o maior absurdo;

— Imagine então se tanto Chico Xavier como os que o cercavam soubessem que ele havia sido Allan Kardec;

— Estátuas teriam sido erguidas em sua homenagem, e não duvide: haveria os que acendessem velas aos pés de tais estátuas;

— Com isso todo o sublime e gigantesco trabalho dele não seria possível;

— Como vê, é indispensável que acabemos com os mitos com urgência;

— Muito embora os que discordem dessas informações devam ser respeitados, basta ler e entender a Codificação para ver que seus principais argumentos, como a diferença de personalidade entre Allan Kardec e Chico Xavier, não têm nenhum fundamento;

— Se continuarmos achando que Allan Kardec ainda não reencarnou como Chico Xavier e que o Espírito da Verdade errou, ficaremos como os ortodoxos judeus, que por não aceitarem a verdade de Jesus continuam, até hoje, esperando o Messias.

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