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Boa Nova: As primeiras pregações de Jesus

Enviado por on 12/11/2012 – 23:27
Dave Cito/CC
  1. O capítulo 3 do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito), começa fazendo um importante esclarecimento:
  2. a)   O que Jesus foi realmente fazer no deserto ao lado de João Batista foi preparar o início de suas pregações;

    b)   Como não existem demônios, coisa que o Espiritismo já comprovou, nunca existiu essa história de “ser tentado” no deserto: isso não aconteceu com Jesus;

    c)    Deus, em seu supremo amor, jamais poderia permitir a existência de seres eternamente voltados para o mal;

    d)   Todos um dia seremos perfeitos e eternamente felizes;

    e)    A lei da reencarnação fatalmente nos levará a isso, cumprindo outra lei: a da evolução espiritual.

     

  3. Ainda quando Jesus estava próximo do templo, tendo sido interrogado pelo sacerdote Hanã, o Mestre nos dá a primeira importante lição:
  4. a)   Jamais devemos faltar com a verdade;

    b)   Quando disse “passo por Jerusalém buscando a fundação do reino de Deus” a um sacerdote, ele correu o risco de ser apedrejado por blasfêmia;

    c)    Em seguida, quando diz: “Esse reino é a obra divina no coração dos homens”, ele correu risco maior ainda, por blasfêmia;

    d)   Mas o esclarecimento mais importante foi Jesus dizer que só em nossos corações podemos ter a companhia de Deus, ou seja, só nos ligamos a Deus pelo amor;

    e)    Como confirmou depois, o Mestre nos mostra que o único templo em que Deus pode morar é o templo do nosso coração, quando tomado pelo amor.

     

  5. Ao tentar debochar de Jesus quanto aos seus seguidores, que constituiriam o Reino de Deus, Hanã ouve a seguinte resposta: “Sacerdote, nenhum mármore existe mais puro e mais formoso do que o do sentimento, e nenhum cinzel é superior ao da boa vontade”.
  6. a)   Jesus mostra que devemos trabalhar nosso sentimento através da boa vontade, fazendo-o crescer em amor;

    b)   Com isso estaremos fazendo um altar para Deus em nossos corações, e nos tornado um pequeno componente de seu infinito reino de amor;

    c)    O Reino de Deus é constituído pela soma da capacidade de amar de todos os seus filhos;

    d)   Ele deve ser construído como nos ensinou Jesus mais de uma vez: pela Lei da Caridade;

    e)   Sempre nos envolvendo em seu supremo amor, Deus nos faz construtores de seu Reino.

     

  7. Em seguida Hanã pergunta: “Conheces Roma ou Atenas?” Jesus responde: “Conheço o amor e a verdade”.
  8. a)   De que nos vale conhecer as capitais sociais do mundo?

    b)   De que nos vale usufruir do status que o mundo oferece, se tudo isso é passageiro e ilusório?

    c)    Jesus, na sua condição de Espírito Crístico, conhece o amor, ou seja, as virtudes espirituais —tesouros que juntamos nos céus e que ficarão conosco para sempre;

    d)   Conhece a verdade, ou seja, como conquistar essas virtudes, sem nenhum risco de enganos;

    e)    Com isso Jesus mostra que todos podem evoluir sem sofrimentos;

    f)     Basta para isso que, pela prática da Caridade, saibamos respeitar todos os direitos de nosso próximo, como queremos os nossos respeitados;

    g)   A receita é simples e fácil, basta ficarmos sempre com a verdade e não nos deixar levar pelas ilusões do mundo.

     

  9. Quando Hanã pergunta se Jesus conhecia os códigos da Corte Provincial e das leis do Templo, o Mestre completa seu ensino de forma a não deixar nenhuma dúvida:
  10. a)   “Sei qual é a vontade de meu Pai que está nos céus”;

    b)   Nenhum filho de Deus pode desconhecer esta verdade —a vontade de Deus é sempre a melhor para nós;

    c)    Isso porque Deus é nosso Pai Supremo, que nos ama de forma tão desvelada que sempre vai querer o melhor para nós;

    d)   Deus tem sabedoria e poder para conduzir nossa evolução respeitando o nosso livre arbítrio;

    e)    Temos que entender também que nossas dores e sofrimentos são os remédios necessários para a cura de nossas doenças morais;

    f)     Porém que soubermos entender realmente qual é a vontade de Deus para nós, tudo ficará simples, e não precisaremos ser perfeitos para praticá-la integralmente;

    g)   Basta entender que a vontade de Deus é o que ele deseja e faz para nós: nossa total e perfeita felicidade;

    h)   Mas, também, a total felicidade de todos seus filhos, e não só de alguns;

    i)     E isso é plenamente possível quando praticamos a Lei da Caridade, como dissemos acima;

    j)     Por uma simples questão de justiça, Deus tem que me ensinar que eu nunca devo fazer meu próximo infeliz;

    k)   É por isso que às vezes eu sofro: para aprender que não devo fazer meu irmão sofrer;

    l)     Mas se eu quero evoluir sem sofrer, basta praticar a Lei da Caridade;

    m) Com ela estaremos fazendo com que a vontade de Deus, em fazer todos seus filhos felizes, se cumpra.

     

  11. Outro ensinamento importante desta lição é como Jesus sabia plenamente a quem procurar para seus primeiros discípulos, como não poderia deixar de ser. André e Simão (Pedro) sentiam o quanto eram próximos de Jesus, mesmo sem saber, e não hesitaram em dizer: “Senhor, seguiremos seus passos”. Depois com Levi (Mateus), acontece a mesma coisa: “Senhor, estou pronto”.

a)   Eis o que cada um deve estar disposto a fazer. Dizer a Jesus: “Mestre e Amigo, estou pronto”;

b)   Não é preciso ter nenhum medo de seguir Jesus, porque ele indica o caminho que realmente nos leva à verdade e a plenitude da vida espiritual;

c)    Seguir Jesus significa, antes de tudo, fazer nossa parte em cada pequena tarefa, como na parábola do óbulo da viúva;

d)   Com a certeza de que, como nosso Pai quer sempre nossa felicidade, enviará sempre situações por que posso passar, aprender e superar;

e)    E isso com o coração sincero e com pureza de intenções, para aderir às claridades de seu reino para sempre.

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