Home » Boa Nova, Estudos

Boa Nova: Zebedeu e a compreensão do Reino de Deus

Enviado por on 21/11/2012 – 08:00
Reprodução

Continuamos o estudo do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito), psicografado por Chico Xavier.

O capítulo 4 traz interessante relato sobre os primeiros contatos de Jesus com os apóstolos João e Tiago, filhos de Zebedeu e Salomé. Humberto de Campos (Espírito) aqui traça uma distinção clara entre as esperanças da Terra e as esperanças dos céus, representadas pela visão de cada um dos pais dos dois discípulos. Ao mesmo tempo, revela como as palavras de Jesus vieram ao mundo para mudar a concepção de Deus, que não deve ser temido por seu poder, mas sim amado por sua bondade.

  1. Para Salomé, mãe de João e Tiago, o convite do Mestre aos seus filhos representava uma forma de ascensão social.
  2. a) Este comportamento mostra, como era natural, a total incompreensão do que era aquele reino pregado por Jesus —o Reino dos Céus;

    b) Vemos pelo texto que Salomé o entendia como um reino da Terra, assim como o reino de Israel, onde ela vivia;

    c) Foi isso que a levou a pensar em conseguir para seus filhos os melhores postos nesse reino;

    d) Encontrando Jesus, ela pede para que seus filhos sentem um à sua direita, outro à sua esquerda em seu trono;

    e) Mas Jesus, dando a primeira ideia sobre o que é de verdade o reino de Deus, responde: “Antes de tudo, é preciso saber se eles quererão beber do meu cálice”.

     

  3. É muito importante entender o que Jesus quis dizer com “Antes de tudo, é preciso saber se eles quererão beber do meu cálice”:
  4. a) Em primeiro lugar, estamos saindo da condição de Planeta de Expiação e Provas;

    b) Isso quer dizer que estamos um planeta hospital-prisão —ou seja, a quase totalidade de nós ainda é portadora de graves doenças morais;

    c) E as doenças morais são sempre causadas por maldades que fazemos;

    d) Quanto mais maldades fazemos, mais doentes ficamos, até chegar a um ponto que teremos que ir para o hospital, pois o mal pode se tornar uma doença contagiosa;

    e) É preciso nosso isolamento, para não contagiarmos aqueles que ainda não tomaram a vacina do bem, para se imunizarem do mal;

    f) No nosso caso, somos isolados em um planeta hospital-prisão, pois a justiça divina não pode permitir que continuemos a espalhar doenças, pela nossa insistência no mal, em lugares sadios;

    g) Porém, só depende de nós mesmos a nossa cura moral, que nos dará a chance de continuar nossa evolução espiritual;

    h) Isso porque quem está no hospital recebe sempre os correspondentes remédios, para que se cure;

    i) Segundo a Lei de Causa e Efeito (o “a cada um segundo suas obras” de Jesus), tudo o que fizermos de bom refletirá sobre nós como felicidade e equilíbrio;

    j) E tudo o que fizermos de mal, refletirá sobre nós como desequilíbrio e infelicidade, causados pelas nossas doenças morais;

    k) Ao questionar se os discípulos estavam querendo beber do seu cálice, Jesus estava explicando que o Evangelho viria nos ensinar como era seu cálice, e para quê ele nos serviria.

     

  5. E qual é o cálice de Jesus?
  6. a) Jesus só poderia nos trazer coisas boas, por ser um Espírito perfeito;

    b) Portanto, o cálice de Jesus deveria ser repleto de remédios para nossas doenças morais;

    c) Mas além dos remédios, o cálice de Jesus contém também a grande vacina, que nos imuniza da prática de todo o mal, mesmo sendo imperfeitos:

    d) A CARIDADE.

     

  7. O que é preciso para sorver os remédios e a vacina do cálice de Jesus?
  8. a) Antes de tudo, entender bem que o amor de Deus sempre nos levará para um final feliz;

    b) Entender que, em seu supremo amor, jamais Deus nos castiga ou pune;

    c) Compreender que aquilo que muitas vezes vemos como grandes dificuldades ou sofrimento nada mais são que as oportunidades de adquirirmos a confiança, a paciência e a força para aprendermos a corrigir-nos pela prática do bem;

    d) Entender com Jesus que nossa evolução é trabalho pessoal e intransferível;

    e) E que, portanto, o esforço para isso é nosso;

    f) O esforço e o trabalho de superar a dificuldade podem ser difíceis, mas nunca trarão sofrimento;

    g) O sofrimento é apenas o aviso de que estamos ficando (ou já estamos) moralmente doentes;

    h) Pois só podemos curar nossas doenças morais pela prática do bem;

    i) Aproveitemos, pois, toda situação de dor, dificuldade e sofrimento, para tomar a vacina da Caridade do cálice de Jesus;

    j) Aprendendo assim a amar o próximo como a nós mesmos;

    k) E não só nos curaremos, como também nos imunizaremos contra todas as doenças morais.

     

  9. É aí então que chegaremos ao Reino dos Céus?

a) Hoje sabemos que a criação de Deus é infinita;

b) Então o Reino dos Céus é toda essa infinita criação;

c) Todos, independentemente do grau evolutivo, já estamos imersos no infinito Oceano de Amor de Deus;

d) E ao evoluirmos até a perfeição, descobriremos cada vez mais como viver e sentir o Reino dos Céus dentro do próprio coração;

e) O caminho para isso Jesus nos ensinou —a prática da Caridade e as Bem-Aventuranças;

f) Ou seja, o Reino dos Céus são todas as moradas da casa do Pai;

g) E nas moradas como a Terra, são, também, aplicadas as vacinas da Caridade[1];

h) É claro que quando chegarmos à perfeição viveremos eternamente a plenitude do Reino dos Céus;

i) É assim, que o cálice de Jesus nos levará ao Reino dos Céus;

j) Necessário se faz também esclarecer que, nos dias atuais, ninguém precisará se sacrificar como Jesus e os primeiros Cristãos;

k) NÃO SOMOS NÓS QUE TEMOS QUE NOS SACRIFICAR. É O NOSSO ORGULHO E O NOSSO EGOÍSMO QUE TÊM DE SER SACRIFICADOS.

[1] Também esse Reino dos Céus está em nosso plano físico, como em um imenso hospital, onde aprendemos a tomar a vacina da Caridade. É preciso lembrar que, se o mundo é feito de átomos, os átomos com que Deus constrói o Reino dos Céus são nossos corações cheios de amor.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: