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O que recomenda Jesus a quem deseja segui-lo?

Enviado por on 04/12/2012 – 11:30
CC/Nathan Russel

No capítulo 5 do livro “Boa Nova”, Humberto de Campos (Espírito) conta como eram os discípulos de Jesus e como o Mestre Amigo começou efetivamente a trabalhar com eles.

  1. Após breve descrição sobre os apóstolos, temos as recomendações iniciais de Jesus para eles. O Mestre diz: “(…) não tomareis o caminho largo por onde anda toda gente, levada pelos interesses fáceis e inferiores (…)”.
  2. a) Jesus sempre se refere ao “caminho largo, ou à porta larga” como as facilidades enganosas que, para facilitar a nossa vida, buscamos no mundo;

    b) O problema é que buscamos as portas largas sem nos preocupar com as consequências que isso trará para os outros;

    c) Quando quero furar a fila no banco ou no supermercado; quando jogo papéis ou plásticos na rua; quando desperdiço toda e qualquer coisa —pode parecer uma pequena facilidade para mim;

    d) Mas a soma de pequenas facilidades egoístas causam grandes problemas coletivos;

    e) Não é necessário comentar os enormes problemas sociais que todos os tipos de corrupção e atos de desonestidade provocam em nossa sociedade;

    f) Um exemplo: quando você compra artigos piratas ou roubados, você tem uma vantagem momentânea que com certeza lhe trará grandes problemas no futuro;

    g) Você está ajudando a tirar milhões de empregos honestos que poderiam tirar muitas famílias da dificuldade;

    h) Você está ajudando o crescimento do crime e da corrupção generalizada;

    i) Sem ter quem compre, o atravessador não comprará do criminoso que contrabandeou ou roubou as cargas;

    j) É melhor consumir menos, mas honestamente;

    k) E não vale dizer que os comerciantes e os altos impostos abusam —o erro deles nunca justificará o nosso;

    l) A sua evolução é trabalho seu, e nunca dos outros;

    m) Cada um sempre responderá pelos seus atos;

    n) Como podemos ver, este ensino de Jesus é mais atual que nunca.

     

  3. Mas a minha atitude, entre muitos que agem errado, faz mesmo diferença?
  4. a) Se cada um é responsável pela sua evolução, nós podemos sim começar a melhorar o mundo —não fazendo tudo aquilo de errado que desaprovamos nos outros;

    b) Com que moral podemos desaprovar qualquer tipo de ato de desonestidade, se praticamos os pequenos atos de desonestidade como se fosse normal?

    c) Da mesma forma que a somatória dos pequenos males criou o caos em que vivemos, a somatória dos pequenos bens corrigirá tudo;

    d) Se Deus cria o Reino dos Céus somando os átomos de nossos corações cheios de amor, nós vivenciaremos o Reino do Céu em nosso plano físico enchendo de amor o nosso coração;

    e) E só faremos isso parando de querer levar vantagem em tudo, ou seja, optando pela porta estreita do esforço próprio e da honestidade.

     

  5. Continuando as recomendações iniciais sobre as normas de ação que os discípulos deviam seguir, Jesus diz: “(…) buscareis a estrada escabrosa e estreita dos sacrifícios pelo bem de todos.”
  6. a) Aqui é preciso entender bem a época em que o Mestre falava;

    b) Ele estava prevenindo os apóstolos sobre tudo o que iriam passar;

    c) Nós já vimos que, hoje, as únicas coisas que temos que sacrificar pelo bem de todos (e também pelo nosso) são nosso orgulho e nosso egoísmo;

    d) Tomando a vacina da Caridade;

    e) Ao invés de criticar, ensinaremos da melhor maneira: dando o bom exemplo;

    f) Mostrando como agir, para nos transformarmos em átomos de coração cheio de amor e ensinar como se vivencia o Reino dos Céus em nosso plano físico.

     

  7. Recomendando aos discípulos que não percam tempo em discussões estéreis, Jesus diz : “Ide antes em busca das ovelhas perdidas da casa de nosso Pai que se encontram em aflição e voluntariamente desterradas de seu divino amor. Reuni convosco todos os que se encontram de coração angustiado e dizei-lhes, de minha parte, que é chegado o Reino de Deus.”
  8. a) Somos ovelhas perdidas porque nos desviamos, por orgulho e egoísmo, da prática do amor ao próximo, recusando a vacina da Caridade;

    b) A passagem “voluntariamente desterradas de seu divino amor” é muito significativa;

    c) Em primeiro lugar, significa que Deus nunca nos deixa de dar o seu amor;

    d) Nós, pelo nosso comportamento errado, é que ficamos sem condições de senti-lo;

    e) Daí o voluntariamente;

    f) Mas também pela prática de Caridade, vivenciaremos o Reino de Deus, ensinando como fazer pelo exemplo, trazendo este reino também para nosso plano físico;

    g) Basta que voluntariamente queiramos deixar nosso desterro, amando nosso próximo.

     

  9. Pede Jesus aos discípulos: “Reuni convosco os que se encontram de coração angustiado (…)”.
  10. a) Vale lembrar que o rico também fica de coração angustiado;

    b) Um exemplo é a passagem evangélica de Zaqueu, que era rico;

    c) Creia: a angústia do rico é muito maior que a do pobre (pobreza, não miséria);

    d) Por que ele vive perdendo o sono, com medo de perder dinheiro em suas aplicações?

    e) É uma forma difícil de se afastar do amor de Deus —trocá-lo pelo deus sucesso;

    f) Jesus diz para que se procure os angustiados, porque sabe que nesta situação ficamos mais acessíveis a Deus e aos seus ensinamentos;

    g) Isso porque ninguém gosta de sofrer. A partir do momento em que encontramos uma solução, vamos nos dedicar com afinco a ela.

     

  11. Jesus pede aos discípulos que levem um recado aos angustiados: “E dizei-lhes de minha parte, que é chegado o Reino de Deus”.
  12. a) A chegada do Reino de Deus significa a chegada da solução das aflições;

    b) A solução das aflições é a vacina da Caridade, que não só evita que você caia em aflição, mas também cura as que você já tem, pela prática do amor ao próximo;

    c) Com isso você deixará de se afastar do amor de Deus, voltando a colocá-lo em seu coração;

    d) Tornando-se um átomo que comporá esse infinito Reino de Amor.

     

  13. Recomenda Jesus aos discípulos que trabalhem para “(…) ressuscitar os que estão mortos nas sombras do crime ou das desilusões ingratas do mundo (…)”.
  14. a) Afastar-nos do amor de Deus, por deixarmos de amar nosso próximo, é literalmente morrer, momentaneamente, para a felicidade;

    b) Felizmente somos Espíritos imortais, e em seu amor Deus jamais permitirá que sejamos infelizes para sempre;

    c) Portanto, teremos que ressuscitar a felicidade em nós;

    d) E novamente, a perfeita receita de Jesus é a vacina da Caridade.

     

  15. Seguem as recomendações de Jesus aos discípulos: “Não exibais ouro ou prata em vossa vestimenta, porque o Reino dos Céus reserva os mais belos tesouros para os simples.”
  16. a) Aqui pode parecer que Jesus condena a riqueza, pois o Reino dos Céus reserva os mais belos tesouros para os simples;

    b) Porém, Jesus não condena a riqueza —mas a ostentação de riqueza;

    c) Afinal o pobre também pode ostentar riqueza;

    d) Se não fosse assim, os produtos piratas não venderiam tanto;

    e) Quando você ouve dizer que alguém pagou cinco milhões de dólares por um vestido usado por uma atriz famosa, o que pensar?

    f) Quanto benefício se poderia fazer com esse dinheiro?

    g) Pagar cem milhões por um quadro então…

    h) O que nosso Mestre condena é o mau uso da riqueza, quando ela é usada para ostentar poder;

    i) Que diferença faz você vestir um jeans de mil reais ou de cem reais? Eles não vestem do mesmo jeito?

    j) Hoje mais que nunca vemos como Jesus estava certo;

    k) A ostentação ficou tão intensa que deixamos de valorizar o que somos para valorizar apenas o que temos;

    l) A roupa deixou de ser uma vestimenta, o carro passou a fazer parte integrante de nosso corpo, o prato caro passou a alimentar mais que o alimento saudável etc;

    m) A companhia da família perdeu lugar para os ambientes de ostentação;

    n) E veja que nem rico precisa ser: basta querer ser rico.

     

  17. Recomenda Jesus aos discípulos, por onde passem: “(…) buscai saber quem deseje aí os bens do céu, com sinceridade e devotamento a Deus, e reparti as bênçãos do Evangelho com os que sejam dignos, (…)”.
  18. a) Aqui Jesus deixa claro que nunca devemos forçar a evangelização de ninguém;

    b) Todos temos o nosso tempo de aprendizado;

    c) E Deus mostra isso, ao respeitar plenamente nosso tempo pela Lei do Livre-Arbítrio;

    d) Mas como Deus também sabe que, por teimosia, poderíamos continuar escolhendo o caminho errado, e ele não quer que soframos para sempre, ele criou a Lei de Causa e Efeito;

    e) Assim, podemos compreender quando erramos e buscar novamente o caminho certo;

    f) E o Divino Mestre sabia disso melhor do que ninguém.

     

  19. Mas Jesus ao dizer que não devemos forçar a evangelização de ninguém e ao recomendar que os discípulos buscam só os “dignos”, Jesus não se contradiz? Ele não frequentava a casa de homens comuns ou até mundanos?
  20. a) Cabe aqui uma explicação importante: “ser digno” pode dar a ideia de que somos premiados ou recompensados por nossas boas ações;

    b) Mas a Caridade, como o próprio Jesus ensinou com o óbulo da viúva, é sempre desinteressada (ver também a epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo 13);

    c) E da mesma forma que não somos castigados, também não somos premiados;

    d) Assim o que Jesus certamente quis dizer com “ser digno” é possuir a necessária boa vontade para receber as bênçãos do Evangelho;

    e) É preciso entender a influência exercida pela cultura de época sobre o médium e também sobre o próprio Espírito comunicante —influência que chamaremos de animismo cultural;

    f) Ainda, “ser digno” pode parecer depreciativo, pois o Mestre sempre procurou aqueles que sofriam e poderiam parecer indignos aos olhos da sociedade preconceituosa;

    g) Porém ser digno, como vimos, neste contexto, significa estar já preparado para ser esclarecido;

    h) E há pessoas dignas de esclarecimento entre pobres e ricos, ignorantes e sábios;

    i) Portanto, nada seria forçado, e viria sempre no tempo correto de cada um.

     

  21. Continuando as primeiras instruções aos discípulos, disse Jesus: “Em verdade vos digo que dia virá em que menos rigor haverá para os grandes pecadores, do que quantos procuram a Deus com os lábios da falsa crença, sem a sinceridade do coração”.
  22. Aqui Jesus explica duas coisas:

    a) Primeiro, que ensinar a quem não está preparado é o mesmo que lhe dar uma arma que ele não saberá manipular. Imagine o que ele poderá fazer para os outros e para si;

    b) Basta ver o que fazem os terroristas que usam suas religiões;

    c) Segundo, que é grave usar as coisas de Deus para a conquista de bens terrenos;

    d) Eis o porquê do freio do medo em certa fase de nossa evolução.

     

  23. Jesus informa que os discípulos serão entregues aos tribunais dos homens e açoitados “nos seus templos suntuosos, onde está exilada a ideia de Deus”.
  24. a) Aqui Jesus mostra de novo o quanto a ostentação é inútil e perigosa;

    b) Ostentar é querer ser ou parecer melhor que os outros;

    c) É ao mesmo tempo uma atitude de orgulho e egoísmo;

    d) Se o orgulho vai contra a Humildade, o egoísmo impede a ação da vacina da Caridade;

    e) E isto é contrariar o amor ao próximo, pois só conseguiremos amá-lo pela prática da Caridade;

    f) Não vamos nunca nos esquecer de quando Jesus lavou o pé dos apóstolos, deixou claro que o maior em seu reino seria aquele que se fizesse o menor;

    g) É impossível amar de verdade sem Humildade;

    h) E sem amor no coração, não podemos ser o átomo do Reino dos Céus;

    i) Toda ostentação, desde a menor, até a maior, sempre vai causar grandes problemas não só de ordem social, mas também do próprio equilíbrio do planeta;

    j) É ela que cria a busca do supérfluo, que é sempre antinatural, gerando todos os abusos;

    k) Nossa realidade atual mostra isso de forma contundente;

    l) Mais uma vez a prova de que os ensinos de Jesus são sempre atuais.

     

  25. Após prevenir os discípulos sobre as dificuldades de seus testemunhos futuros, diz Jesus: “Todavia, sabeis que acima de tudo está o nosso Pai e que, portanto, é preciso não temer, pois um dia toda a verdade será revelada e todo o bem triunfará”.
  26. a) Só o bem é eterno. O “mal” é sempre passageiro, e acaba sempre;

    b) A supremacia dos atributos de Deus nos garante que tudo sempre acabará bem;

    c) Portanto, é necessário confiar em todos os momentos.

     

  27. Falando das pregações que os discípulos fariam futuramente, diz o Mestre: “Trabalhai pelo reino de Deus e não temais os que matam o corpo, mas não podem aniquilar a alma”.
  28. a) Aqui Jesus confirma mais uma vez a existência do Espírito;

    b) Além disso, deixa claro que só a alma é imortal, e que devemos portanto colocar a vida do Espírito acima de tudo;

    c) É melhor sacrificar o corpo de carne, que é passageiro, do que manchar a alma imortal;

    d) No Calvário ele nos mostrou isso de forma muito clara.

     

  29. Esclarecendo sobre o que realmente deve ser temido, diz Jesus: “temei antes os sentimentos malignos que mergulham o corpo e a alma no inferno da consciência”.
  30. a) Quando fala do inferno da consciência, Jesus quis criar uma imagem forte, que mostra a ação de nossa consciência sobre nossas ações no “mal”;

    b) É nossa consciência quem sempre nos alerta de nossas doenças morais, precisando da cura;

    c) Somente o nosso orgulho pode abafar a consciência e não nos deixar entender os efeitos de nossos erros;

    d) Sem ouvir esse alerta e buscar a correção, nossas doenças morais, gravadas em nossa mente, reagirão após nosso desencarne automaticamente, criando ao nosso redor os ambientes correspondentes aos nossos desequilíbrios;

    e) Essa atmosfera psíquica nos fará sentir exatamente aquilo que fizemos os outros sentirem;

    f) Até que possamos ter a chance de “mergulhar” no corpo de nossa próxima encarnação no “inferno” de nossos resgates;

    g) Vale entender, porém, que só será vivemos o “inferno” quando nos negamos a resgatar nossos erros pelo amor, insistindo nos sentimentos “malignos”;

    h) Porque poderemos resgatar pelo amor e transformar o “inferno” em motivo de muita felicidade;

    i) Sempre somos, portanto, os construtores de nosso paraíso ou de nosso “inferno”.

     

  31. Respondendo à consideração de Judas Iscariotes de que nada pode ser edificado sem a contribuição de algum dinheiro, diz Jesus: “Será que Deus precisou das riquezas precárias para construir as belezas do mundo? Em mãos que saibam dominá-lo, o dinheiro é um instrumento útil, mas nunca será tudo, porque, acima dos tesouros perecíveis, está o amor com seus infinitos recursos”.
  32. a) Jesus, que foi o construtor de nosso planeta, não possuiu nada quando esteve entre nós;

    b) No entanto, nem de longe alguém conseguiu fazer algo que se aproximasse do que ele fez;

    c) Jesus mostrou para nós com sua vida e seu exemplo como são realmente infinitos os recursos do amor;

    d) A riqueza material é sim necessária para a boa ordem do mundo;

    e) Mas o que fará com que ela seja uma infinita fonte de recursos será sempre o amor com que ela for aplicada;

    f) Sem amor, a riqueza material será sempre uma fonte de sofrimentos;

    g) Pois a riqueza material é sempre composta de coisas precárias e transitórias: só os bens do Espírito são eternos.

     

  33. Usamos sempre a palavra “mal” entre aspas porque, segundo orientação do Espírito da Verdade a nosso grupo de estudos:

a) O “mal” realmente não existe;

b) O que existe são formas dolorosas de aprendermos e evoluirmos;

c) Quando fazemos aquilo que chamamos de “mal”, também estamos evoluindo, pois estamos aprendendo “o que não fazer”;

d) Ao contrário, quando fazemos o bem fixamos o aprendizado mais rápido, pois aprendemos “o que fazer”;

e) Ao praticar o bem adquirimos sabedoria e também ensinamos pelo bom exemplo que deixamos;

f) É preciso entender também que ninguém nos faz o “mal” —se alguém pudesse fazer o mal a um inocente, Deus seria injusto, coisa que ele não pode ser;

g) Quando Jesus falou das bem-aventuranças, deixou claro que o “mal” por que passo é um resgate para mim e que, quando passo por ele com humildade, alcanço minha cura espiritual;

h) Ora, se os sofrimentos da vida ajudam e me curar, aquele que me fez sentir dor me ajudou a evoluir;

i) Quem me “prejudica”, portanto, é meu professor que, pela dor que me causa, me ajuda a evoluir, ajudando em meus resgates;

j) Assim jamais devemos ver nossos resgates como castigo, mas como oportunidades de aprendermos e, consertando nossos erros, evoluirmos;

k) Pensar desse jeito torna a vingança algo ilógico. Por que prejudicar quem nos ajudou? Devemos ser gratos a quem nos faça o mal, porque se complicaram evolutivamente para nos ajudar;

l) Assim desaparece até a necessidade do perdão: como pensar em “perdoar” alguém que nos ajuda?

m) Além do que, perdoar sempre traz a premissa de julgamento —e se nem Deus julga, o que nos faz achar que temos esse direito?

n) Devemos sempre esquecer o que nos fizeram e orar por aqueles que nos ajudaram a aprender pela dor;

o) Pois só Deus sabe quanto tempo e dores a mais seriam necessárias para o nosso aprendizado, caso não tivéssemos passado pelas dores que passamos.

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