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Boa Nova: o que significa ser fiel a Deus?

Enviado por on 10/12/2012 – 22:12
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Nesta lição do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito), Jesus esclarece aos discípulos o que significa ser fiel a Deus, aceitando sua vontade, e como devemos nos portar para fazê-lo —mesmo em meio a grandes dificuldades.

 

  1. Por que eu deveria ser fiel a Deus?
  2. a) Vamos lembrar aqui que fidelidade a Deus é aceitar, livremente, a sua vontade;

    b) Ser fiel a Deus é procurar cumprir com a vontade do Pai da melhor maneira, dentro de nosso alcance evolutivo;

    c) Para isso, por tudo o que vimos até agora, precisamos entender que a vontade de Deus será sempre a melhor para nós.

     

  3. Mas como a vontade de Deus pode ser a melhor para mim, mesmo quando passo por situações difíceis ou de dor?
  4. a) Deus, que não pode ser injusto, não deixaria algo de “ruim” acontecer conosco por acaso;

    b) Nosso Paizão, que é onisciente, enxerga nosso caminho evolutivo completo, e não só esta encarnação;

    c) Por isso, por mais que eu seja justo e correto nesta vida, posso sim passar por dificuldades ou situações de dor para quitar débitos que tenho com minha consciência, que é espiritual;

    d) Quando aceito a vontade de Deus e encaro as situações da vida com confiança, passo pelas dores sem sofrer porque compreendo que elas são a cura de minhas doenças morais;

    e) Portanto, ser fiel ao cumprimento da vontade de Deus será sempre o melhor para nós.

     

  5. Depois de escutar as confidências simples e sinceras dos discípulos, após suas primeiras prédicas, diz Jesus: “Na causa de Deus, a fidelidade deve ser uma das primeiras virtudes. Onde o filho e o pai que não desejam estabelecer, como ideal de união, a confiança integral e recíproca?”.
  6. a) Independente do que estejamos fazendo, Deus sempre confia em nós;

    b) Sendo ele onisciente, ao nos criar já sabe tudo o que iremos fazer;

    c) Sabe também que, como nos dá o livre-arbítrio, poderemos errar;

    d) Mas pela Lei de Causa e Efeito —e sem nunca tolher nosso livre arbítrio— o Pai sempre nos ensinará aquilo que temos esquecido em nossos dias: só existe liberdade quando há responsabilidade;

    e) Assim, pelos seus poderes supremos, Deus sempre confia em nós, pois sabe que sempre chegará o momento em que entenderemos ser sua vontade a melhor para nós;

    f) E procuraremos livremente cumpri-la.

     

  7. Dizendo que não podemos duvidar da fidelidade de nosso Pai para conosco, Jesus diz: “Ainda não o conhecíamos e ele já nos amava”. Jesus fala dos ateus, ou de quando éramos crianças?
  8. a) Neste trecho, Jesus fala de todos nós —Espíritos imortais, criados simples e ignorantes;

    b) Nossa evolução espiritual começa pelo menos no átomo, como diz a questão 540 de “O Livro dos Espíritos”;

    c) Durante a fase evolutiva nos reinos mineral, vegetal e animal, portanto, não teríamos como conhecer Deus;

    d) Mesmo como humanos, em nosso estado primitivo, só podemos ter uma noção muito primária de sua existência;

    e) Isso mostra o quanto Jesus sabia das coisas e como, de forma velada, ele já nos falava da evolução espiritual.

     

  9. Jesus questiona: “Não seria repudiarmos o título de filhos amorosos o fato de nos deixarmos absorver no afastamento, favorecendo a negação?”
  10. a) Deus jamais exige de nós que o amemos, e muito menos que lhe sejamos fiéis;

    b) O animal desconhece Deus e é sempre fiel à sua vontade, sendo fiel ao seu instinto;

    c) Quanto a nós, há uma maneira bem simples de saber quando estamos fazendo a vontade de Deus ou não: sempre que estivermos sendo felizes de verdade, estaremos sendo fiéis a Deus;

    d) Vale ressaltar que a felicidade verdadeira nada tem a ver com o prazer;

    e) Você conquista felicidade real quando semeia o bem ao seu redor pela prática da Caridade;

    f) O prazer, pelo contrário, você conquista quando busca o bem só para si, satisfazendo seu próprio egoísmo;

    g) A felicidade é serena e perdura; o prazer, em excesso, acaba e vicia.

     

  11. E qual é a vontade de Deus?
  12. a) A suprema vontade de Deus é que você e todos os seus irmãos, também filhos dele, sejam felizes;

    b) Mas é também livremente que devemos conquistar tal felicidade, como nos diz a Lei do Livre-Arbítrio;

    c) “Pois quem ama de verdade não impõe; ensina como fazer”;

    d) E por ser o amor supremo, Deus jamais seria um tirano;

    e) Entendendo isso, fica claro o quanto é o melhor para nós sermos fiéis a Deus;

    f) É muito importante entender que Deus quer que todos seus filhos sejam felizes;

    g) E mais ainda entender que ser fiel a ele é, além de trabalharmos pela nossa felicidade, trabalharmos pela felicidade de todos, dentro de nossos limites;

    h) Mas só fazendo isso é que poderemos entender a verdadeira felicidade;

    i) Mais uma vez, a vacina da Caridade;

    j) Quando não fazemos isso estamos negando a fidelidade a Deus; daí “favorecer a negação”, ou nos negarmos a ser filhos que cooperem com o amor do Pai.

     

  13. Continuando a reflexão sobre fidelidade a Deus, aceitando sua vontade, diz Jesus: “Tudo na vida tem o preço que lhe corresponde”.
  14. a) Para não ser um ditador, Deus tem que deixar para nós o trabalho de nossa evolução;

    b) Esse trabalho, até chegarmos à perfeição, é o preço que pagamos para conquistar nossa individualidade e termos vontade própria;

    c) Vale ressaltar, que o preço que pagamos é o do nosso esforço pela nossa evolução e não o sofrimento, que só acontece se insistirmos no mal.

     

  15. Ora, mas Jesus mesmo não falou que o mundo oferece a porta larga, em que eu posso caminhar com facilidade, e a porta dele era a porta estreita (da dificuldade)?
  16. a) Diz Jesus aos discípulos: “Se vacilais receosos ante as bênçãos do sacrifício e as alegrias do trabalho, meditai nos tributos que a fidelidade ao mundo exige”;

    b) Correr atrás das coisas do mundo não traz também preocupação e dificuldade?

    c) É preciso lembrar que Jesus falou que seu fardo era leve —com isso já queria dizer que, auxiliando o próximo na medida de nossas capacidades, temos plena condição de vivermos com leveza;

    d) Quando consideramos as dificuldades de nossos trabalhos um sacrifício, é um forte sinal de que estamos sendo infiéis a Deus;

    e) Seja em um trabalho espiritual, em que estejamos fortemente apegados à vaidade;

    f) Seja em trabalhos para as coisas do mundo, que cobra um preço muito caro, sem nos trazer felicidade de fato;

    g) Por isso as dificuldades, que são as bênçãos a nos ensinar o aprendizado das virtudes, pelo “sacrifício” de nosso orgulho e egoísmo.

     

  17. Em alerta a Tiago, disse Jesus: “Nem todos podem compreender a verdade de uma só vez. Devemos considerar que o mundo está cheio de crentes que não entendem a proteção do céu, senão nos dias de tranquilidade e de triunfo. Nós, porém, que conhecemos a Vontade Suprema, temos que lhe seguir o roteiro”.
  18. a) Primeiro Jesus nos mostra que devemos respeitar a velocidade de compreensão das verdades divinas, que é diferente para cada um;

    b) Daí o respeito que temos que ter por todos os ensinamentos que tentam sinceramente nos levar a Deus;

    c) Entender a proteção do céu no triunfo e tranquilidade, no início de nossa evolução, nos faz começar a crer na proteção de Deus;

    d) Só que agora está na hora de entender o que ele realmente quer para nós —ou seja, qual deve ser o nosso comportamento perante a sua criação;

    e) É hora de entender que pela prática da Caridade todos teremos tranquilidade, todos seremos felizes e triunfaremos,

    f) Só pela Caridade trazemos o reino de Deus ao nosso plano físico;

    g) Só este é um triunfo de verdade. Tudo o mais é engano;

    h) Só é real o que é eterno. O triunfo material não é real, pois não é eterno;

    i) Então só os triunfos morais, que são espirituais e eternos, são reais.

     

  19. Esclarecendo a atitude de Deus perante seus filhos, explica Jesus: “Não devemos pensar no Deus que concede, mas no Pai que educa, não no Deus que recompensa, sim no Pai que aperfeiçoa”.
  20. a) Porque Jesus chamou a Deus de Pai quando falou naquele que educa e aperfeiçoa?

    b) O Divino Mestre deixa clara a diferença entre o conceito mitológico de Deus, e o conceito de Deus como o Pai que nos trouxe;

    c) Para nós, o Ser Supremo é aquele que nos protege e orienta com o seu amor;

    d) Daí não mais o Deus que concede, mas o Pai que educa;

    e) Educar não é fazer por nós, mas nos ensinar a fazer;

    f) E Deus sempre nos ensinará como fazer, mas nunca fará por nós;

    g) As provas e as dificuldades da vida são os meios que ele usa para fazer isso;

    h) Não adianta você ir ao Centro de Umbanda, pedir ao Preto Velho ou ao Caboclo para fazer por você aquilo que você deve fazer;

    i) E o mesmo vale no Centro Espírita ou na Igreja —não adianta pedir aos Espíritos superiores, ao mentor do trabalho, ao guia espiritual, ao santo de sua devoção;

    j) O único milagre que existe é o seu esforço pessoal;

    k) Lembre-se de pensar “não no Deus que recompensa, mas no Pai que aperfeiçoa”;

    l) Nunca peça recompensa pelo bem que você faz, pois ela está na felicidade que sempre sentimos quando fazemos o bem —ela é automática e não depende dos outros;

    m) E Jesus aqui afirma claramente que nem Deus nos recompensa;

    n) O Pai, através dos problemas e dificuldades, nos aperfeiçoa, levando-nos a aprender a corrigir nossos erros;

    o) Aperfeiçoar é aprender a fazer o certo, corrigindo os nossos erros atuais e do passado;

    p) O Mestre deixa claro aqui que todo o material e ferramentas que precisarmos para construir nossa evolução, devemos sim a Deus;

    q) Porém a construção dessa evolução, devemos a nós mesmos;

    r) E o trabalho de “construirmos” esse novo conceito de Deus, aquele com quem temos sempre uma parceria na construção de sua criação, é de todos nós.

     

  21. Em resposta à pergunta dos discípulos sobre como viver nesse mundo como homem e como discípulo do Reino de Deus, disse Jesus: “Em verdade, ninguém pode servir, simultaneamente, a dois senhores”.
  22. a) Aqui fica muito claro: ou caminhamos em direção ao reino de Deus pela prática da Caridade, ou nos mantemos indefinidamente em meio aos problemas da Terra;

    b) Devemos aprender a plantar uma flor onde haja um espinho, como diz Jesus;

    c) Mas o reino dos prazeres humanos só produz espinhos;

    d) Jesus também diz que é natural que sintamos medo;

    e) Mas ele mostra também que ter coragem não é não ter medo, mas saber enfrentá-lo;

    f) Quanto a fugir dos problemas para viver em contemplação, fica claro que a evolução só se fará exatamente por causa dos problemas. Tanto a individual, quanto a coletiva.

     

  23. Quando questionado sobre a primeira qualidade a cultivar no coração, Jesus responde: “Acima de todas as coisas, é preciso ser fiel a Deus”.

a) Já explicamos que ninguém é obrigado a ser fiel a Deus, pois ele não é um tirano;

b) Só somos realmente fiéis a Deus quando entendemos que sua vontade é o melhor para nós e a aceitamos livremente;

c) A partir deste momento faremos sempre o melhor, dentro de nossas possibilidades, começando a trilhar um caminho que nos trará cada vez mais possibilidades e, também, felicidade.

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