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Como ser feliz com tanta coisa errada no mundo?

Enviado por on 18/12/2012 – 20:50
CC/Evil_Erin

O capítulo 8 do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito), narra a transformação da atitude mental de Bartolomeu, discípulo de Jesus que vivia triste, mas compreendeu a verdadeira essência dos ensinamentos do Mestre e aderiu, para sempre, à alegria suave e constante que traz o Evangelho.

 

  1. Tentando explicar o motivo de suas contínuas tristezas a Jesus e demonstrando ao Mestre seu pessimismo com as situações da vida, diz Bartolomeu: “Por toda parte é a vitória do crime, o jogo das ambições, a colheita dos desenganos…”
  2. a) “A nossa doutrina, entretanto, é a do Evangelho ou Boa Nova e já viste, Bartolomeu, uma boa notícia não produzir alegria?”, pergunta Jesus;

    b) Que notícia melhor podemos receber que a da existência de um Deus Consolador, totalmente diferente daquele Deus humano com que estávamos acostumados?

    c) Que alegria maior existe do que ter a certeza de que Nosso Pai e todos os Espíritos superiores que nos acompanham trabalham intensamente por nossa felicidade?

    d) Quando abandonamos a visão mitológica de Deus trazida pelas igrejas, é impossível não deixar a tristeza e o desânimo para trás;

    e) Se Deus trabalha sem descanso por nossa felicidade, tudo o que nos acontece na vida é para nos conduzir à felicidade eterna do Espírito;

    f) Assim, compreendemos que não existe o “mal”, mas a correção dos erros de nosso passado, que a porta da reencarnação nos impede de enxergar para nosso próprio bem;

    g) Não precisamos perder tempo com medos, ciúmes ou aversões —aqueles que nos fazem o “mal” nos ajudam a conquistar essa cura espiritual, e devemos a eles nossa gratidão e auxílio;

    h) O Evangelho sem distorções vem abrir o campo infinito de nossa evolução espiritual e o futuro da eterna e plena felicidade;

    i) Quer algo melhor que isso?

     

  3. Em resposta às colocações amargurosas de Bartolomeu sobre a vida na Terra, diz Jesus: “…mas não quero senão acender o bom ânimo no Espírito dos meus discípulos…”
  4. a) Nossa perfeição é trabalho nosso;

    b) E só a conquistaremos ajudando nosso próximo também a conquistá-la;

    c) Portanto, diante dos problemas e das dificuldades, temos que ter sempre o bom ânimo que nos traz a alegria de trabalharmos por resolvê-los, ajudando sempre nosso próximo, pelo exemplo e pelo esclarecimento, a também fazê-lo.

     

  5. Jesus explica que, se o seu reino ainda não é deste mundo, ele não desprezou a oportunidade de começar a criá-lo, na certeza de que um dia ele o será. E diz: “Achas, então, que eu teria vindo a este mundo sem essa certeza confortadora? O Evangelho terá primeiro que florescer na alma das criaturas, antes de frutificar para o espírito dos povos”.
  6. a) Eis algo que é profundamente atual em nossos dias;

    b) O tempo para que o Evangelho floresça na alma das criaturas já está bem próximo do fim;

    c) Temos apenas esse tempo de transição, de mais algumas décadas, que nos levarão à completa instalação do Mundo de Regeneração;

    d) Mas como na casa de nosso Pai há muitas moradas, não é preciso esperar que o Reino de Deus esteja no coração de todos para alcançar melhores moradas;

    e) Pois ou aqui na Terra, nos planos espirituais superiores, ou em outros mundos, isto já acontece há muito tempo;

    f) Trabalhar para nos evangelizarmos, portanto, vale sempre a pena.

     

  7. Continuando suas considerações afetuosas, diz Jesus a Bartolomeu: “A vida terrestre é uma estrada pedregosa, que nos conduz aos braços amorosos de nosso Pai”.
  8. a) Se as dificuldades e problemas da vida (estrada pedregosa) nos conduzem aos braços de Deus, e ele sempre quer o melhor para nós, então:

    b) Tais situações são os ensinamentos que Deus nos manda, para nos lapidarmos de nossas imperfeições, e evoluirmos para ele;

    c) Portanto devemos sempre ter o bom ânimo ao enfrentá-las para resolvê-las, e nunca nos revoltarmos contra elas;

    d) Se me revolto contra o remédio que vai me curar, perco a dose —e só atraso minha cura.

     

  9. Sobre os diversos momentos em que Deus nos dá a oportunidade para que semeemos suas bênçãos, diz Jesus: “Em geral, os homens abusam desse ensejo precioso para anteporem a sua vontade imperfeita aos desígnios superiores, perturbando a própria marcha. Daí resultam as mais ásperas jornadas obrigatórias para retificação das faltas cometidas e muitas vezes infrutíferos labores”.
  10. a) Importante ensino de Jesus sobre as causas de nossa infelicidade;

    b) Se não somos obrigados a respeitar a vontade de Deus, já que ele nos dá o livre-arbítrio, não podemos nunca fugir às responsabilidades de nossos atos;

    c) Tudo o que fizermos que venha a causar infelicidade a alguém, teremos que consertar, desfazendo o mal;

    d) Daí Jesus dizer “infrutíferos labores” —pois só consertamos nossos males fazendo o bem;

    e) Sofrer as consequências de nossos males só serve de alerta;

    f) Porém, é preciso consertar, fazendo o bem;

    g) E sempre que nos recusamos a fazê-lo, continuaremos a sofrer.

     

  11. O Mestre explica que, na nossa teimosia em usar mal o nosso livre arbítrio, podemos nos ferir com as pedras que nós mesmos colocamos em nosso caminho —e que poderíamos remover com bom ânimo. E só nos ferimos porque, com tal atitude, deixamos de ver todas as benesses que Deus coloca como bálsamo em nosso caminho.
  12. a) Para entender isso, é preciso entender bem o que é a verdadeira liberdade;

    b) Em nossos dias, virou moda confundirmos liberdade com anarquia;

    c) Se Deus criou a Lei do Livre-Arbítrio, para que possamos livremente desenvolver nossa vontade, ele também criou a Lei de Causa e Efeito, para entendermos os efeitos de nossos atos;

    d) A Lei de Causa e Efeito não existe para nos castigar, mas para nos corrigir;

    e) Pois existe uma coisa que nós sempre esquecemos chamada Justiça Divina, que nos iguala a todos perante ele;

    f) É preciso deixar de pensar que Deus deseja apenas a nossa felicidade;

    g) Ele deseja a felicidade de todos os seus filhos;

    h) E não nos corrigir seria deixar imperar a anarquia —e isso geraria o caos, com o consequente sofrimento de todos;

    i) Com a anarquia nunca seríamos felizes, como é a vontade de Deus;

    j) Portanto, a anarquia é o oposto da liberdade, por só gerar a infelicidade;

    k) E não existe maior prova disso do que o caos em que vivemos.

     

  13. Poderiam perguntar então: qual é o conceito de liberdade?
  14. a) Só há liberdade quando, para cada direito que nos concedemos, exigirmos de nós mesmos o respectivo dever;

    b) E sempre exigirmos de nós mesmos o respeito por todos os direitos de nosso próximo, como queremos os nossos respeitados;

    c) E jamais usarmos nossa condição de destaque ou poder como motivo para termos mais direitos que qualquer outra pessoa, seja qual for a sua situação;

    d) Ainda mais, entendermos que nossa condição de destaque ou poder apenas nos traz mais responsabilidades para com a sociedade;

    e) E que qualquer situação que nos leve a negar isso seria um privilégio —se somos todos filhos de um mesmo Pai, não existem privilégios no Universo.

     

  15. Ufa! Como implantar, na prática, esse conceito de liberdade individual, que respeita a liberdade dos outros?
  16. a) Jesus nos deixou as receitas: a Caridade e a Humildade, virtudes que anulam nossos mais terríveis inimigos, o egoísmo e o orgulho;

    b) A Caridade e a Humildade serão conquistadas pela prática das bem-aventuranças.

     

  17. Em nossas andanças, sempre ouvimos: Como é difícil fazer isso! Praticar a Caridade e a Humildade!
  18. a) Veja que engano nós cometemos: somos felizes sem a Caridade e a Humildade?

    b) Com certeza não, por mais que queiramos nos enganar;

    c) Portanto, difícil é não fazer a Caridade;

    d) Vendo o que acontece com os que não fazem, quando desencarnam, é que vamos saber o quanto é difícil não praticar a Caridade e a Humildade;

    e) Isso sem contar o que enfrentaremos, até aprender que é muito mais fácil ser caridoso e humilde;

    f) Simplificar ou complicar é escolha nossa, ou seja, entender livremente que a vontade de Deus será sempre a melhor para nós;

    g) Ou ficar patinando no sofrimento, até entendermos os danos que nossa teimosia nos causa.

     

  19. Questionado por Bartolomeu se o Evangelho exige de nós a fortaleza permanente, responde o Mestre: “A verdade não exige, transforma”.
  20. a) Se já entendemos que Deus nunca nos castiga, mas nos ama e conduz ao bem, mesmo em nossos momentos de erro ou revolta;

    b) Se conhecemos a verdade da vida espiritual, em sua eternidade de felicidade;

    c) Se sabemos da transitoriedade da vida física;

    d) Se nada levamos para a verdadeira vida, que é a espiritual, que não sejam virtudes e defeitos;

    e) Por que insistirmos em nos apegarmos a uma vida que sabemos que logo vai acabar, quando temos ao nosso dispor a eternidade da vida espiritual?

    f) O que significam alguns anos de trabalhos e dificuldades, diante da eternidade gloriosa que nos espera?

    g) Não há dúvida, que quando tomamos posse dessas verdades, não há como não nos transformamos;

    h) Mesmo que por interesse em sermos felizes, pois se há um interesse que devemos ter é de sermos verdadeiramente felizes!

     

  21. Entendendo a razão das dificuldades presentes na vida terrena, Bartolomeu começou a ter bom ânimo:

a) Não mais discutindo com seus pais e seus irmãos;

b) Na impossibilidade do diálogo, ele aprendeu a guardar silêncio;

c) Aprendeu a mansidão, não discutindo com seus clientes;

d) Passou a tratar com carinho seus companheiros de trabalho;

e) Entendeu que qualquer atitude de competição será sempre um ato de vaidade;

f) Assim, Bartolomeu conseguiu colocar para sempre em seu coração o Reino dos Céus.

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