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A verdade sobre Jesus e Maria Madalena

Enviado por em 15/07/2013 – 23:42 861 já leram | Comente | Imprima

Vamos continuar o estudo do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito)? O capítulo 20 fala de Maria de Magdala, mais conhecida como Maria Madalena, uma das principais figuras do cristianismo nascente.

Exemplo maravilhoso de superação, ela conseguiu, em uma só encarnação, purificar-se de todos seus erros, que não eram poucos.

Espírito muito sensível, entendeu e vivenciou o significado dos ensinos de Jesus como poucos.

Com apenas algumas pregações que ouviu do Mestre, procurou-o e transformou por completo sua vida, deixando os prazeres mundanos e dedicando-se à total renovação de seus comportamentos pela prática do amor ao próximo.

A sensibilidade de sua força criativa feminina permitiu que sentisse a profundidade do amor que Jesus pregava, antes mesmo de compreendê-lo.

Com Paulo de Tarso, Maria de Magdala formou a grande dupla do cristianismo que começava.

Este capítulo da obra psicografada por Chico Xavier descreve muito bem sua história ―que nada tem a ver com algumas afirmações que se faz, dizendo que ela teria sido esposa de Jesus e constituído família com ele.

Demonstrou seu verdadeiro amor por Jesus, quando ungiu seus pés com caros perfumes no banquete de Naim, tornando-se a partir daí, sua fiel servidora.

Antes disso, porém, procurou o Mestre na casa de Pedro.

Senhor, ouvi vossa palavra consoladora e venho ao vosso encontro. Tendes a clarividência do céu e podes adivinhar como tenho vivido! Sou filha do pecado e todos me condenam. Entretanto, Mestre, observai como tenho sede do verdadeiro amor! Minha existência, como todos os prazeres, tem sido estéril e amargurada. (…) Ouvi vosso amoroso convite ao Evangelho! Desejava ser das vossas ovelhas; mas será que Deus me aceitaria?”

Jesus, entendendo a profundidade dos pensamentos de Madalena, respondeu:

Maria, levanta os olhos para o céu e regozija-te no caminho, porque escutastes a Boa Nova do Reino e Deus te abençoa as alegrias! Acaso, poderias pensar que alguém no mundo estaria condenado ao pecado eterno? Onde, então, o amor de nosso Pai? Nunca viste a primavera dar flores sobre uma casa em ruínas? As ruínas são as criaturas humanas; porém, as flores são as esperanças de Deus. Sobre todas as falências e desventuras próprias do homem, as bênçãos paternais de Deus descem e chamam. Sentes hoje esse novo sol a iluminar-te o destino! Caminha agora sob a sua luz, porque o amor cobre a multidão dos pecados.”

Notem a maravilha que é o Deus Amor, que nosso Mestre deixou tão bem expresso.

No entanto, senhor, tenho amado e tenho sede de amor!”

“Sim, tua sede é real. O mundo viciou todas as fontes de redenção e é imprescindível compreenda que em suas sendas a virtude tem de marchar por uma porta muito estreita. Geralmente, um homem deseja ser bom como os outros, ou honesto como os demais, olvidando que o caminho onde todos passam é de fácil acesso e de marcha sem edificações. A virtude no mundo foi transformada em porta larga da conveniência própria. Há os que amam os que lhe pertencem ao círculo pessoal, os que são sinceros com os seus amigos, os que defendem seus familiares, os que adoram os deuses do favor. O que verdadeiramente ama, porém, conhece a renúncia suprema a todos os bens do mundo e vive feliz, na sua senda de trabalho para o difícil acesso às luzes da redenção. O amor sincero não exige satisfações passageiras, que se extinguem no mundo com a primeira ilusão; trabalha sempre, sem amargura e sem ambição, com os júbilos do sacrifício. Só o amor que renuncia sabe caminhar para a vida suprema!”

“Só o amor pelo sacrifício poderá saciar a sede do coração?”

Prevendo o que exemplificaria no Calvário, responde Jesus:

“Somente o sacrifício contém o divino mistério da vida. Viver bem é saber imolar-se…”

 

  1. E ainda hoje é preciso imolar-se para viver bem? É preciso morrer como Jesus?
  2. a)   Eis algo que Madalena compreendeu muito bem, e que devemos também compreender;

    b)   No início do cristianismo, imolar-se significava dar a própria vida;

    c)    Hoje, significa imolar nosso orgulho e nosso egoísmo, buscando a Humildade e a Caridade;

    d)   Significa também imolar o “sucesso pessoal”, hoje cultuado como um deus, que nos orienta apenas para a prática o egoísmo e para o orgulho;

    e)    Imolar nossa auto-adoração, deixando de viver como se fôssemos os únicos a ter direitos no mundo;

    f)     Entendendo que somos todos rigorosamente iguais, e temos todos os mesmos direitos;

    g)   Percebermos, enfim, que só seremos realmente felizes quando colocarmos a felicidade de nosso próximo acima da nossa, pela prática da Caridade.

     

    Continua Jesus: “Muitas vezes, o campo de flores se cobre de lama e sangue; entretanto, na sua tarefa silenciosa, os corações maternais não desesperam e reedificam o jardim da vida, imitando a Previdência Divina, que espalha sobre um cemitério os lírios perfumados de seu amor.”

     

  3. Ao dizer que não poderia ser mãe, Madalena ouve do Mestre um claro apelo à Caridade: “E qual das mães será maior aos olhos de Deus? A que se devotou somente aos filhos de sua carne, ou a que se consagrou, pelo espírito, aos filhos das outras mães? (…) Vai Maria! Sacrifica-te e ama sempre. Longo é o caminho e difícil a jornada, estreita a porta; mas, a fé remove os obstáculos. Nada tema: é preciso crer somente.”

a)   Com seu profundo amor e carinho, o Divino Mestre mostrou a Maria Madalena o caminho para todos os que desejam sinceramente levantar-se do pó de suas ruínas morais;

b)   E Madalena foi um exemplo do sacrifício dos prazeres pessoais, em prol da construção da felicidade do semelhante;

c)    Ela entendeu isso como poucos, e passou o resto de sua vida dedicando-se aos que iam para o vale dos leprosos em Jerusalém;

d)   Não foi sem razão que foi para ela que Jesus primeiro apareceu, após sua volta redivivo em Espírito, a dizer para o mundo a real importância do sentimento de amor no trato com a vida;

e)    Tendo seu pedido de acompanhar os apóstolos recusado, pelo preconceito que ainda guardavam, sozinha começou a trilhar o caminho que Jesus lhe ensinara, até seguir com um grupo de leprosos, para o vale de Jerusalém;

f)     No final da vida, já leprosa, desejou rever Nossa Senhora, que estava em Éfeso com João Evangelista;

g)   Superando todas as dificuldades, lá chegou para rever a mãe de Jesus, onde desencarnou.

h)   No momento de seu desencarne, viu Jesus em toda sua grandeza espiritual, que a recebeu dizendo: “Maria, já passaste a porta estreita!… Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui!”

Eis a verdadeira história desta mulher fantástica, que soube com rara maestria entender, sentir, praticar e exemplificar o Evangelho do Mestre.

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