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A lição da vigilância de Jesus a Pedro

Enviado por on 22/07/2013 – 23:01
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Continuamos estudando o livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito). No capítulo 21, Jesus nos deixa importantes alertas sobre a necessidade da vigilância de nossos comportamentos e pensamentos. Ficam explicitas noções de reencarnação e também a consciência que tinha o Mestre sobre as distorções que seus ensinos sofreriam.

 

  1. Jesus pergunta a seus discípulos o que pensavam dele. João responde que alguns achavam que era Elias; Simão o Zelote, que era João Batista ressuscitado; Tiago, que era Jeremias.
  2. a)   Por essas afirmações, podemos claramente entender que o que hoje chamamos de reencarnação, que na época de Jesus chamavam ressurreição;

    b)   Pois o nascimento e a infância de Jesus eram fatos provados;

    c)    Logo ressuscitar era nascer em um novo corpo.

     

  3. Para eliminar qualquer dúvida a seu respeito, o Mestre pergunta aos discípulos quem era ele, no que Simão Pedro responde: “Tu és o Cristo, o salvador…” Entre outras coisas, Jesus confirma a inspiração de Pedro, dizendo: “Bendito sejas, pois começas a edificar no Espírito a fonte da fé viva. E sobre essa fé, edificarei a minha doutrina de paz e esperança, porque contra ela jamais prevalecerão os enganos desastrosos do mundo.”
  4. a)   Jesus nunca falou nada sobre uma pedra sobre a qual edificaria sua igreja;

    b)   Jesus não fundou religião nenhuma, e muito menos fez de Pedro o primeiro Papa;

    c)    O Papa e a Igreja só surgiram séculos após Jesus, como criação do Império Romano;

    d)   Ao dizer estar edificando sua doutrina de paz e esperança, o Divino Amigo estava instituindo o Evangelho para todos, como perfeita norma de conduta que traria a paz e a fraternidade ao mundo;

    e)    Fato que só estará completamente estabelecido após a transição final deste início de ciclo, o Ciclo de Regeneração, com o estabelecimento da completa vivência do Reino de Jesus no plano físico;

    f)     Ao contrário do que às vezes se afirma, o nosso plano físico também faz parte do Reino de Jesus e do Reino de Deus, bem como o Umbral e as Trevas;

    g)   Tudo o que existe está inserido na infinita Criação Divina, bem como em seu Oceano de Amor;

    h)   O que ocorre é que, no processo de Expiação e Provas, e ainda nesse tempo de transição final para o Mundo de Regeneração, ainda não haverá a plena vivência do Reino de Jesus; coisa que acontecerá após o processo de transição;

    i)     Mas, como diz Jesus, como ovelhas desgarradas do aprisco, ele, nosso Pastor, está sempre muito próximo de nós, para nos ajudar a voltarmos ao bem.

     

  5. Em seguida Jesus esclarece que o que aconteceria com ele no Calvário era uma necessidade de testemunho.
  6. a)   Só com o exemplo do Mestre ele poderia mostrar e pedir a seus seguidores que fizessem o mesmo por sua doutrina, além de confirmar as profecias;

    b)   Com isso ele ensinou que a dor e o sofrimento são os remédios que Deus nos concede para a cura de nossos males morais;

    c)    Diz Jesus: “Vim ao mundo para o bom trabalho e não posso ter outra vontade, senão a que corresponda aos sábios desígnios daquele que me enviou”;

    d)   Portanto as dores não são males, mas remédios necessários à nossa cura moral, pois estão nos sábios desígnios de Deus;

    e)    E mesmo sem precisar de remédio algum, por profundo amor, o Messias se imolou no Calvário para nos mostrar como respeitar os sábios desígnios do Pai.

     

  7. Maria Madalena e Paulo de Tarso, dois grandes ícones do cristianismo nascente, mudaram de vida exatamente pelo exemplo de Jesus.

a)   “Além de tudo, minha ação se dirige aos que estão escravizados no cativeiro do sofrimento, do pecado e da expiação”, disse o Mestre;

b)   Ou seja, ao nos deixarmos levar pelos prazeres do mundo, escravizamo-nos a eles;

c)    E estes escravos automatizam os prazeres do mundo em suas mentes de tal forma que só a dor os fará sentir suas consequências;

d)   Por isso a necessidade da dor e das dificuldades, pois só com elas quebraremos o automatismo de nossas mentes, revertendo-o para a prática do bem;

e)    O exemplo de Maria Madalena nos mostra que podemos fazer isso pela prática do amor, livrando-nos em uma única encarnação de tudo isso;

f)     Por isso, repetimos, não há castigos, mas remédios que nos curarão de nossas doenças morais, sempre com o mínimo de sofrimento, por mais difícil que possa parecer;

g)   Era isso que Jesus queria que seus discípulos entendessem, e nós também;

h)   Daí ter chamado a atenção de Pedro com respeito à necessidade de vigilância;

i)     Mostrou também Jesus porque seu reino não podia ainda ser plenamente vivenciado neste mundo, ou seja, no plano físico;

j)     É que a Terra é um planeta-hospital (expiação), onde somos internados para nos curarmos e ao mesmo tempo não contagiarmos a outros com nosso desequilíbrio;

k)   Imitemos Paulo de Tarso e Maria Madalena, para nos tornarmos saudáveis e vivenciarmos plenamente o Reino de Jesus;

l)     Se não conseguimos fazer tudo em uma encarnação, comecemos já, para que as coisas fiquem mais fáceis nas próximas.

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