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A parábola dos talentos e o bom uso da riqueza material

Enviado por on 26/08/2013 – 21:47
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Continuamos o estudo do livro “Boa Nova” com a história de Zaqueu, detalhada por Humberto de Campos (Espírito) no capítulo 23. Zaqueu foi o rico abençoado por Jesus devido ao bom uso dos recursos materiais que lhe foram confiados.

 

  1. Jesus queria ensinar aos discípulos que não era a riqueza que estava errada, mas seu mau uso.
  2. a)   Foi nessa ocasião que o Mestre contou a famosa Parábola dos Talentos;

    b)   Os discípulos haviam se radicalizado, tentando às vezes convencer aos assistentes das pregações de Jesus a doar tudo o que tinham aos necessitados;

    c)    Levi, no entanto, discordava, mostrando o exagero desta posição, dizendo: “A necessidade sincera deve ser objeto incessante de nosso interesse. Porém não devemos viciar o sentimento de piedade a ponto de prejudicarmos nossos irmãos no caminho da vida”;

    d)   Indo a Jericó, o Mestre se encontrou com Zaqueu, homem rico que desejava muito conhecê-lo;

    e)    Ao vê-lo, Zaqueu se sentiu profundamente atraído por Jesus;

    f)     Foi quando Jesus disse: “Zaqueu, desça dessa árvore, porque hoje necessito de tua hospitalidade e de tua companhia”.

  3. O Mestre deu o braço a Zaqueu, prestando toda atenção nele, o que causou grande escândalo na maioria dos discípulos ―como justificar a atitude do Mestre, se consideravam Zaqueu, homem rico, um pecador perante a lei?
  4. a)   Ao chegarem na casa de Zaqueu, Jesus passou a comentar seu Evangelho, e Zaqueu que tinha conhecimento da ideia do Mestre, sobre o mau uso das riquezas, falou:

    b)   “Senhor, é verdade que tenho sido observado como um homem de vida reprovável; mas desde muitos anos venho procurando empregar o dinheiro de modo que represente benefícios para todos os que me rodeiem na vida. Compreendendo que aqui em Jericó havia muitos pais de família sem trabalho, organizei múltiplos serviços de criação de animais e de cultivo permanente da terra. Até de Jerusalém, muitas famílias já vieram buscar, em meus trabalhos, o indispensável recurso à vida.”

    c)    “Abençoado seja seu esforço ―disse Jesus com bondade”

    d)   “Os servos de minha casa nunca me encontraram sem a sincera disposição de servi-los”

    e)    “Regozijo-me contigo, porque todos nós somos servos de nosso Pai”

    f)     O publicano, que tantas vezes fora injustiçado, experimentou grande satisfação, e exclamou com alegria:

    g)   “Senhor! Senhor! Tão profunda é minha alegria que repartirei hoje, com todos os necessitados, a metade dos meus bens, e, se nalguma coisa tenho prejudicado a alguém, indenizá-lo-ei quadruplicadamente”;

    h)   “Bem aventurado és tu Zaqueu, que agora contempla em tua casa a verdadeira salvação”, disse Jesus;

    i)     Aqui o Mestre nos ensina que sempre podemos (e devemos) corrigir nossos erros pelo amor.

     

  5. A maioria dos discípulos estranhava muito tudo isso. Como ficava a Humildade ensinada pelo Mestre e Amigo?
  6. a)   Os discípulos não entendiam ainda que a Humildade está no comportamento com o próximo, e nada tem a ver com a riqueza;

    b)   Não conseguiam enxergar que, se existem ricos egoístas e vaidosos, também existem pobres egoístas e vaidosos;

    c)    Percebendo tudo, assim que Zaqueu se afastou um pouco, ensinou Jesus:

    d)   “Amigos, acreditais, porventura, que o Evangelho tenha vindo ao mundo para transformar todos os homens em mendigos? Qual a Caridade maior: a que socorre as necessidades de um dia ou a que adota providências para uma vida toda? No mundo vivem os que entesouram na Terra e os que entesouram no céu. Os primeiros escondem suas possibilidades no cofre da ambição e do egoísmo, e por vezes, atiram moedas douradas ao faminto que passa, procurando livrar-se de sua presença; os segundos ligam suas existências a vidas numerosas, fazendo dos seus servos e dos auxiliares de esforços a continuação de sua própria família. Estes últimos sabem empregar o sagrado depósito de Deus e são seus mordomos fieis, à face do mundo.”

     

  7. Ao tentar se justificar, dizendo que se fixavam nas necessidades dos pobres, Felipe ouviu do Mestre:

a)   “Felipe, é necessário não nos perdermos em viciações do sentimento. Nunca ouviste falar em terra pobre, numa árvore pobre, em animais desamparados? E acima de tudo, nesses quadros da natureza a que Zaqueu procura atender, não vês o homem nosso irmão? Qual será o mais infeliz: o mendigo sem responsabilidade, a não ser de sua própria manutenção, ou um pai cheio de filhinhos a lhe pedirem o pão?”

b)   “Ditosos os que repartem os seus bens com os pobres; mas bem aventurados também os que consagrarem suas possibilidades aos movimentos da vida, cientes de que o mundo é um grande necessitado, e que sabem assim, servir a Deus com as riquezas que lhe foram confiadas.”

c)    Eis esclarecimentos muitos importantes sobre a riqueza;

d)   Bem usada, ela pode proporcionar grandes benefícios;

e)    Afinal, como produzir coisas sem ela?

f)     Como gerar grandes quantidades de emprego?

g)   Como produzir mais riquezas, sem ela?

h)   É preciso ter muito cuidado com a inveja e a maledicência;

i)     Nem o capital deve explorar o trabalho, e nem o trabalho deve fazer guerra ao capital;

j)     Ambos devem se unir, pois são as faces de uma mesma moeda.

k)   Por tudo isso selou Jesus sua visita a Zaqueu com as palavras: “Bem-aventurado sejas tu, servo bom e fiel.”

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