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Razões humanas e espirituais para dizer “não” ao aborto

Enviado por on 17/11/2013 – 22:07
CC/Inf-Lite Teacher

Antes de tudo, vamos especificar bem que a visão espiritual de mundo nos leva a entender as consequências do aborto de forma completa, e nunca parcial, como a visão somente material. Sob esse aspecto, a única situação em que o aborto pode ser aceito é quando a vida da mãe corre perigo.

Parte 1: o lado humano

 

  1. Por que não abortar se não creio em Deus, nos Espíritos, na vida após a morte e na reencarnação?
  2. a)   Antes vamos entender que, só por decreto, jamais evitaremos o desrespeito à vida;

    b)   Não somos também daqueles que achamos que o simples esclarecimento também o fará;

    c)    Dizer que, se fizermos isso, iremos para o inferno, menos ainda;

    d)   A única coisa que nos fará respeitar a vida é aquele sentimento íntimo, envolvendo o nosso coração, de que cada vida merece o mesmo respeito que queremos para a nossa;

    e)    Sabermos que cada vida merece a oportunidade de se expressar, buscando a felicidade, e por isso ser plenamente respeitada;

    f)     Crer ou não em Deus é uma questão pessoal.

  3. Mas se para mim a vida é uma expressão única da matéria, por que não abortá-la em seu início?
  4. a)   Amigo, este pensamento é tão inconsistente que tal colocação mostra a total desvalorização da preservação da vida;

    b)   E se não é importante preservar a vida desde seu início, o que justificará sua preservação em qualquer outro momento?

    c)    Como impedir que uma criança que ameaça nossa vida seja exterminada?

    d)   De que forma dizer não a um pai que quer matar o traficante que acabou com a vida de seu filho?

    e)    Independente de quais os motivos que levam ao aborto, tal atitude será sempre uma fuga ao dever;

    f)     Lembremos que salvar a vida de uma mãe é sempre uma obrigação, mas somente em situação clara de risco de morte.

  5. Como fica então?
  6. a)   Apesar das conquistas de nossa civilização, é fato que insistimos em permanecer bárbaros;

    b)   Queremos uma vida de paz e tranquilidade e insistimos em valorizar a própria vida, em detrimento de outras;

    c)    Cultivamos o ferrenho egoísmo em não querermos preocupações;

    d)   Nossas preocupações que sejam aniquiladas, mesmo que seja uma vida em seu início;

    e)    Pergunto: se você fosse paraplégico, gostaria que lhe aplicassem, calmamente, uma injeção letal?

    f)     E ainda: se quem fizesse isso fosse sua mãe, por estar preocupada com todo o trabalho que você iria dar a ela?

    g)   Perceba que mesmo numa cadeira de rodas você teria como se defender;

    h)   Um embrião, nem essa possibilidade teria;

    i)     Qual barbárie seria maior?

  7. Mas como afirmar que o embrião é uma vida humana?
  8. a)   Independente de todas as tentativas de distorcer a realidade, um fato prova isso de forma contundente: jamais um embrião humano gerou um chimpanzé ou qualquer outra forma de vida diferente da humana;

    b)   Além disso, a ciência material também já comprovou que o início da vida humana tem início de 12h a 24h após o encontro do espermatozoide e do óvulo, tempo necessário para que aconteça a fertilização.

  9. Mas apesar de tudo isso, e se a mulher (ou o casal) decidir pelo aborto?
  10. a)   Livre-arbítrio para isso eles têm;

    b)   Da mesma forma que você tem para concordar;

    c)    Porém, você perde o direito de reclamar do comportamento bárbaro de outras pessoas e das suas consequências em sua vida;

    d)   O direito à vida é o maior de todos os direitos;

    e)    E se você concorda que tal direito seja desrespeitado, como exigir que os seus sejam respeitados?

    f)     Se você considerar a humanidade como um grande organismo, constituído de vários órgãos, tais órgãos sociais só serão saudáveis quando tiverem seus direitos sociais respeitados, todos eles;

    g)   Mas se o maior dos direitos, que é o direito à vida, não é respeitado, como manter os órgãos sociais saudáveis?

    h)   Se você não respeita o bem mais precioso, que é a vida, o que você respeitará?

    i)     É claro que o aborto não é a causa de tudo, mas sem dúvida o aborto e o estupro são os maiores desrespeitos pela vida humana.

  11. Mas e se o aborto for consequência de estupro?
  12. a)   Como falamos, o estupro também é um dos os maiores desrespeitos à vida;

    b)   Negar o enorme sofrimento que causa, tanto para a mulher quanto para a família, seria algo inominável;

    c)    Dizer que a mulher deva aceitar isso seria um enorme desrespeito;

    d)   Porém, existe uma situação de difícil explicação: deveria o estuprador sofrer a pena de morte?

    e)    Por maior que seja a tentação em dizer “sim”, não seria retirar uma vida —e assim tornarmo-nos tão bárbaros quanto o estuprador?

    f)     E, ao pensar assim, abortar não é também retirar uma vida?

    g)   Ou seja, duas vidas retiradas, caso houvesse a pena de morte para o estuprador e a legalização do aborto;

    h)   Retirar uma vida é algo tão grave quanto cometer um estupro;

    i)     O fato de sermos vítimas de barbáries não nos dá o direito de nos tornarmos bárbaros;

    j)     Logo, nem assim o aborto, em caso de estupro, deve ser aceito.

  13. E o que fazer, então, com a gravidez em caso de estupro?
  14. a)   Jamais poderíamos dizer que a mulher é obrigada a aceitar este filho;

    b)   Mas gestá-lo não significa aceitá-lo;

    c)    Geste-se a criança e que seja dada em adoção.

  15. Esta solução não é muito simples?
  16. a)   Não, amigo. Ela é muito difícil;

    b)   Mas, dentro do respeito à vida, ela é única.

  17. E quanto aos anencéfalos?
  18. Aqui a solução é simples: se não quisermos concordar com a barbárie e respeitar o direito à vida, deve-se levar a gestação até o fim.

  19. E quanto ao sofrimento dos pais?
  20. a)   Pais que têm um filho com grave paralisia cerebral não sofrem?

    b)   E mais que no caso da anencefalia?

    c)    Devemos concordar que seja aplicada nesse filho uma injeção letal, por causa do sofrimento dos pais?

    d)   Ou o correto é deixar essa vida se manter?

    e)   Relembremos o período da Inquisição Católica, em que se impunham preceitos sem nenhum respeito às leis sociais e à própria vida;

    f)   Estamos fazendo exatamente o mesmo quando desejamos que os Estados aprovem leis que autorizem o extermínio de vidas em sua fase mais precoce;

    g)   Perguntamos: como criticar os outros tipos de extermínio da vida com tal pretensão? Não será sempre exterminar uma vida humana?

    h)   Como condenar a Inquisição, se como ela, estamos querendo fazer prevalecer nosso arbítrio individual, bastante objetável, desprezando por completo a mais importante de todos os direitos, que é o da vida?

    i)   Como condenar os radicais de todos os tipos, que fazem exatamente o mesmo, quando tentam fazer prevalecer seus modos de pensar sem qualquer respeito pela vida, até pela própria?

    j)   Sem dúvida, a legalização do aborto é uma atitude ainda mais bárbara que a Inquisição, se levarmos em conta as conquistas sociais adquiridas desde então;

    k)   Como estranhar a violência que avassala o mundo?

    l)   Jamais o barbarismo dos outros nos dá o direito de sermos bárbaros, mas somente a obrigação de vermos o quanto isso é imoral, desumano e gerador de infindáveis conflitos de grande monta.

    Parte 2: A visão espiritual

     

  21. E quando adiciono a visão espiritual aos argumentos contra o aborto? Existe diferença?
  22. a)   O que foi visto até aqui seria o suficiente para mostrar o grave erro do aborto, em relação ao direito à vida;

    b)   Mas a realidade da vida é muito maior do que a vida física;

    c)    O corpo físico se assemelha a uma roupa – uma roupa muito importante, mas apenas uma roupa;

    d)   Que sentido teria nós desprezarmos nosso corpo e dizermos que a única coisa que existe é nossa roupa?

    e)    Assim se comportam os que negam a existência, imortalidade e evolução do Espírito.

  23. E o que isso tem a ver com o aborto?
  24. a)   Se olharmos para a vida física como a única, com a morte acabariam também as consequências de nossos atos;

    b)   Porém, como o Espírito continua vivo, ele leva para o plano espiritual todas as consequências de seus atos, incluindo o aborto.

  25. E quais as consequências do aborto no plano espiritual?
  26. a)   São muito variáveis;

    b)   Dependem se o abortado perdoou ou não;

    c)    Para simplificar a compreensão, daremos alguns exemplos de casos que tratamos em nosso grupo de trabalho.

  27. Explique então primeiro o caso em que o abortado perdoou.
  28. a)   Uma jovenzinha que conhecemos ficou grávida aos 16 anos e abortou;

    b)   Tomou essa decisão porque o namorado não assumiu e ela ficou com muito medo do pai;

    c)    Sob orientação espiritual, explicamos que o Espírito abortado tinha muita afeição por ela;

    d)   Ainda sob tal orientação, dissemos que ele havia perdoado, mas que insistia em reencarnar;

    e)    Dissemos ainda que ela não precisaria ter medo do pai, que iria ter grande amor pelo neto;

    f)     Ela engravidou novamente e teve um lindo menino;

    g)   Essa menina teve uma recuperação emocional muito grande pela confiança que aprendeu a ter no próprio pai;

    h)   Que “vivia de amores” pelo neto.

  29. E o caso em que o abortado não perdoou?
  30. a)   O nome de uma jovenzinha nos foi trazido ao trabalho, pois estava muito mal, na UTI, em função de um aborto;

    b)   Consultamos nossos orientadores sobre a possibilidade de trazermos o abortado para ser socorrido;

    c)    Assim que começamos, ele se comunicou por um dos médiuns do trabalho;

    d)   Não iremos descrever aqui seu estado, mas era lastimável;

    e)    Os trabalhadores desencarnados o adormeceram para colocar em ordem seu perispírito;

    f)     Pedimos ainda que, dentro do possível, socorressem a jovenzinha;

    g)   O orientador nos disse que seria necessário consultar os planos superiores, pois se ela fosse salva teria de engravidar novamente, em função de processos cármicos;

    h)   E neste caso ela pensaria em novo aborto, o que poderia complicar muito tal processo;

    i)     Disse ainda que o plano superior só autorizaria a salvação da jovem caso fosse avaliado que, pelo desenvolvimento de seu livre-arbítrio, ela não abortaria novamente;

    j)     E felizmente foi o que aconteceu;

    k)   Durante a madrugada, os médicos pediram para que os familiares, em Minas Gerais, fossem avisados, porque ela não teria mais dois dias de vida;

    l)     No dia seguinte, lá pela hora do almoço, a jovem teve uma recuperação repentina, que os médicos foram incapazes de explicar;

    m) Depois de algum tempo, ela engravidou e novamente falou em aborto;

    n)   Fomos avisados e, com ajuda espiritual, falamos com ela, que decidiu então ter o bebê;

    o)   Na última vez que soubemos, ela havia se casado e tornara-se mãe de três filhos.

  31. Você não explicou por que ela ficou mal…
  32. a)   Porque o Espírito abortado se imantou ao perispírito dela, sugando sua energia vital;

    b)   E isso com tanta intensidade que se esta energia não fosse reposta espiritualmente ela não conseguiria fazê-lo sozinha e teria desencarnado.

  33. Quer dizer que pais muito preconceituosos podem causar mais mal do que pensam?
  34. Não tenha dúvida. E as meninas que abortam nesta condição têm menos responsabilidade espiritual que tais tipos de pais.

  35. E existe algum outro caso que você se lembre?
  36. a)   Este foi um dos casos mais dolorosos que assistimos;

    b)   Um Espírito se manifestou, em situação deplorável, em nosso grupo de trabalho;

    c)    Ele dizia através da médium: “Onde está meu corpo? Onde estão meus braços? E minhas pernas?”

    d)   O orientador nos explicou que o aborto havia sido feito pelo método de sucção: daí o corpo despedaçado;

    e)    Disse-nos ainda o orientador que seria recomendável recriar as partes do corpo no trabalho;

    f)     Isso porque ele estava muito assustado, mas sem nenhum rancor da mãe;

    g)   Demorou um pouco, mas com a ajuda fluídica dos médiuns o perispírito foi recomposto, e o abortado, mais tranquilo, foi levado adormecido pelos trabalhadores espirituais.

  37. E a mãe?
  38. a)   Em seguida, a mãe se comunicou em um estado de aflição que não conseguimos traduzir;

    b)   Por mais que tentássemos, ela não se acalmou;

    c)    Para não cansar a médium em excesso, eles a levaram sem nos dar detalhes.

  39. E os médicos ou parteiras que fazem o aborto?
  40. a)   Quando um aborto é feito com ordem judicial, as consequências são menos graves;

    b)   Mas não são nem um pouco agradáveis;

    c)    Já os que praticam o aborto, ficamos até com receito de dizer o estado em que ficam;

    d)   São estados muito dolorosos, e com certeza levarão várias encarnações para reparar tudo;

    e)    Na maioria dos casos que pudemos observar, tinham vários ovoides imantados em seu perispírito.

  41. O que são ovoides?
  42. a)   São Espíritos que, por intenso ódio, perdem a sua forma normal, ficando apenas com a forma ovoide do corpo mental;

    b)   Pelo ódio perseguem quem os abortou, imantando-se a seus perispíritos;

  43. Mas as coisas não parecem assim “tão feias”…
  44. a)   Nossa intenção com esse artigo não é aterrorizar, muito embora isso fosse possível;

    b)   Os processos de reequilíbrio cármico do aborto variam bastante;

    c)    Podem ser mais amenos ou muito dolorosos, mas sempre existirão;

    d)   As condições que podem levar ao aborto são muito diferentes, o que leva a maior ou menor desequilíbrio;

    e)    Desde a evolução no reino microscópico, o Ego (Espírito propriamente dito de Kardec), em sua fase mônada, começa a desenvolver, por processos de automatismo, os instintos de preservação e defesa da vida;

    f)     Isso ocorre por milhões e milhões de anos, sendo que tais instintos se completam no reino proto-humano;

    g)   Quando entramos no reino humano, temos, através dos instintos, uma gigantesca força a nos levar à nossa preservação e à preservação de nossa espécie;

    h)   Como você vê, Deus nada nos pede sem nos ter preparado antes;

    i)     Instintivamente, todos sabemos que o maior valor que existe é o da vida;

    j)     Assim, sempre que tiramos uma vida, estamos afrontando bilhões de anos de evolução;

    k)   O que gera em nós um trauma contrário à nossa natureza, que é evoluir;

    l)     Como isso não pode acontecer, pois nunca podemos retroceder no caminho evolutivo, será sempre preciso eliminar o trauma;

    m) E isso só acontecerá quando aprendermos a fazer o contrário do que fizemos: preservar a vida.

  45. E como isso é feito?
  46. a)   Quando humanos, nosso psiquismo já está bastante desenvolvido;

    b)   E é através dele que nossa mente, que é espiritual, elimina nossos traumas no corpo físico;

    c)    Isso, contudo, dependerá muito de como agimos na reencarnação;

    d)   Se aceitamos as dificuldades causadas pelos nossos traumas sem revolta, e com paciência buscamos superá-las, sempre com amor, virá o cansaço, mas nunca o sofrimento;

    e)    Deixando-nos levar pela revolta, complicamos nossa situação, não nos curaremos dos traumas e sofreremos;

    f)     Como tudo isso acontece, depende de cada um de nós.

  47. Não podemos fazer isso ainda durante a reencarnação?
  48. a)   Os dois primeiros casos que citamos como exemplo mostram que sim;

    b)   Mostram ainda o quanto somo auxiliados pelo plano espiritual, que, se necessário, salva até nossas vidas.

  49. Você falou em dificuldades cármicas causadas pelo aborto. Poderia citar algumas?
  50. Podemos sim, porém é preciso explicar que dificuldades semelhantes nem sempre têm como causa o aborto, podendo ter origem em outras causas:

    a)   Descontrole emocional;

    b)   Processos de depressão;

    c)    Processos de fobia;

    d)   Processos de insegurança e até síndrome do pânico;

    e)    Depressão pós-parto;

    f)     Descontrole hormonal;

    g)   Tensão pré e pós-menstrual;

    h)   Processos de obesidade mórbida;

    i)     Impossibilidade de engravidar para a mulher e infertilidade para o homem;

    j)     Certas dificuldades do sistema imunológico em combater infecções;

    k)   Aumento da probabilidade de câncer de útero, ovários e seios na mulher;

    l)     O mesmo em testículo e próstata para os homens;

    m) É óbvio que só algumas poucas destas dificuldades acontecerão, e jamais todas elas;

    n)   Reiteramos que tais tipos de desequilíbrios da saúde emocional e física podem ter várias outras causas;

    o)   E é importante esclarecer também que, com paciência, boa vontade e amor, podemos não só amenizar muito, mas evitar total todos estes processos;

    p)   De qualquer forma, o melhor será sempre seguir o instinto de preservação da espécie, não abortando. Prevenir será sempre melhor que consertar.

  51. Mas isso tudo não é a condenação de quem aborta?

a)   Nunca. Avaliar uma situação é muito diferente de condenar;

b)   Quando condenamos, estamos condenando uma pessoa;

c)    Mas para condenar, é preciso avaliar;

d)   Você não condena o ato do crime, mas quem o praticou;

e)    Porém, o ato do crime você avalia;

f)     É o que estamos fazendo aqui: avaliando se o ato de abortar é correto ou não, tendo como base o respeito à vida;

g)   Lembremos que nem Deus pode nos julgar;

h)   Somente nossa consciência pode fazê-lo;

i)     Ou a consciência social, na figura das leis;

j)     Então, se o maior direito é o direito à vida, como aprovar leis que permitam eliminar uma vida?

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