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Clonagem Terapêutica? O Espiritismo diz “sim”

Enviado por on 20/01/2014 – 23:03

Muito embora este artigo contrarie opiniões de pessoas e organizações espíritas, analisando a clonagem terapêutica dentro dos conceitos da ciência e da filosofia espíritas, baseando-nos principalmente em Kardec e nos livros de André Luiz, chegamos à conclusão —e não à opinião— de que esta prática está plenamente de acordo com a Justiça Divina.

Ninguém fica contra o uso da energia nuclear quando precisa dessa irradiação para curar alguma doença. Pelo contrário: se crê em Deus, irá agradecê-lo.

E, no entanto, ela ameaçou e ameaça destruir o mundo.

Se olharmos o Apocalipse, existe uma passagem que profetiza uma guerra nuclear ainda neste século.

Jesus mesmo já previu, há dois mil anos, um grande cataclismo que desencarnaria grande parte da humanidade. O Mestre previu também que a destruição da Terra seria evitada.

Ora, como Deus é dotado do Supremo Amor e da Suprema Justiça, ele nos dá o livre-arbítrio para desenvolvermos nossa vontade, e se escolhemos o caminho errado fornece os meios mais eficazes, para que nossa dor seja sempre a mínima necessária à nossa reeducação.

Voltarmos ao plano espiritual, pela desencarnação, através de um cataclismo natural que reequilibrará nosso planeta será sempre mais desejável que uma guerra nuclear, que destruirá de forma irreversível a possibilidade de existência do plano físico.

Logo, Jesus planejou sim, com perfeição, toda a existência da Terra.

Então, se olhássemos para a energia nuclear com uma compreensão de curto prazo, ela seria um grave erro de planejamento. Mas não foi.

Por esse exemplo entendemos que temos que ter uma visão de longo prazo sobre tudo o que Jesus permite que nos chegue ao conhecimento no plano físico.

Imagine agora que a clonagem terapêutica evoluiu o bastante para produzir órgãos completos como o coração e o cordão neurológico da coluna, entre outros. Que eu posso ter um novo coração para colocar no lugar do estragado, sem qualquer problema de rejeição. Teremos:

1)  O alívio completo de grandes sofrimentos;

2)  Uma nova oportunidade de me reeducar pelo amor, dado ao alívio e felicidade que a cura me causará;

3)  Que isso me ensinará a dar um grande valor à vida;

4)  A certeza de se que Deus permitiu isso, é que foi o melhor para mim;

5)  O mesmo se pode dizer de todos os casos similares;

6)  Como duvidar que Jesus nos mandou todos esses conhecimentos sobre genética para deixá-los sem uso?

7)  Não seria uma atitude obscurantista ficar contra tudo isso?

 

  1. Mas como fica quando Espíritos incautos se ligam a esses embriões, como dizem que foi constatado em trabalhos de ajuda a Espíritos em sofrimento?
  2. a)  Temos mais de um motivo para afirmar que isto não pode acontecer;

    b)  O primeiro é que um Espírito só pode se unir a um embrião quando, neste caso, estiver implantado no útero materno;

    c)   Isto por que nunca haverá condições fluídicas para um Espírito se ligar a um embrião fora do útero;

    d)  Por si só, fora do útero, um embrião só tem a energia vital suficiente para mantê-lo vivo, e suas células se multiplicarem por um curto período de tempo;

    e)   Mesmo quando colocado em um ambiente que o alimente, como o de um laboratório, e ele possa ir se multiplicando, ele só o fará com as células físicas, pois não há fornecimento de fluidos etéricos e astrais;

    f)   Sem estar no útero, o Espírito não conseguiria formar de um novo perispírito, que toma como matéria-prima os fluidos etéricos e astrais;

    g)   Todo e qualquer embrião fecundado em laboratório não tem fluido etérico e astral que possa imantar o desencarnado a tal embrião;

    h)  Só o útero de uma mãe pode fornecer estes fluidos que imantam o Espírito ao feto;

    i)    A mãe, assim, fornece tanto os fluidos que vivificam o novo períspirito, quanto os fluidos que fornecem o material necessário à formação das células perispirituais.

    j)    É por isto também que só conseguiremos gestar bebês em laboratórios quando soubermos como captar o fluido etérico e os astrais para fornecê-los ao embrião e, depois, ao feto.

     

  3. Você está dizendo que um embrião pode se desenvolver sem o Espírito?
  4. a)  Tanto o embrião, quanto o feto completo, já como um bebê;

    b)  E os Espíritos já tinham explicado isso a Kardec em “O Livro dos Espíritos”:

    136-a) Pode um corpo existir sem a alma?

    Resposta: Sim (…) A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica.

    136-b) O que seria o nosso corpo se não tivesse alma?

    Resposta: Uma massa de carne sem inteligência; tudo o que quiserdes, menos um homem.

    c)   Então veja: um Espírito não pode se imantar a um embrião fora do útero, como visto;

    d)  Porém um embrião pode existir sem um Espírito ligado a ele;

    e)   Logo, na clonagem terapêutico, antes de ser implantado ao útero materno o embrião não possui Espírito ligado a ele;

    f)   Nesta fase o embrião tem apenas uma vida orgânica, que ainda não é nada;

    g)   É “uma massa de carne”, tudo, menos um ser humano, como responderam os Espíritos a Kardec;

    h)  Se corretamente usado, este embrião poderá salvar muitas vidas e aliviar grandes sofrimentos;

    i)    Gerando com isso uma certeza da imensa importância da vida, não só para o doente curado, como para todos os que o amam;

    j)    Como se opor a tamanha oportunidade de fazer o bem?

     

  5. Mas imagine se um Espírito errante consiga se imantar ao embrião. Como ficaria?
  6. a)  Caso fosse implantado no útero e sobrevivesse, este Espírito seria um intruso se apossando de uma mãe e de um pai que não planejaram recebê-lo;

    b)  Só que isso seria contrário a Lei Divina, a não ser em casos de desequilíbrio na área da sexualidade, por encarnações automáticas;

    c)   Caso o embrião fosse congelado, este Espírito seria imediatamente retirado para que não passasse por tão atroz sofrimento;

    d)  Mas tecnicamente isso não pode acontecer como já demonstramos (o embrião pode existir sem Espírito ligado a ele);

    e)   Assim, tanto a fecundação in vitro quanto a clonagem terapêutica são atitudes perfeitamente de acordo com o Deus Amor.

     

  7. O que você quer dizer com isso?

a)  Não só as outras doutrinas religiosas olham para Deus como alguém que julga e nos castiga —a Doutrina Espírita também faz isso;

b)  A diferença é que o Espiritismo aliviou um pouco as coisas: tirou o inferno eterno e criou o umbral, uma espécie de inferno “light” e com prazo de validade;

c)   Porém isso mantém a mesma fixação mental do sofrimento e do castigo;

d)  É claro que umbral e trevas existem;

e)   Só que já estamos no Ciclo de Regeneração, onde vamos aprender quem é verdadeiramente nosso Pai, e umbral e trevas deixarão de existir;

f)   Deus é dotado do mais puro e intenso amor que existe, fazendo por nós sempre o melhor;

g)   Só precisa julgar quem não sabe das coisas, o que não é o caso de Deus, já que ele é Onisciente e Onipotente;

h)  Logo, sabendo de tudo, Deus não precisa julgar;

i)    Castigar, então, é o máximo da distorção do que Deus é, já que castigo é sempre um ato de orgulho e vingança;

j)    Mas estes são sentimentos humanos, e não divinos;

k)  Fazendo de Deus um homem parecidíssimo com a gente —e não o Pai amoroso que ele é.

 

Agora pergunto: como aceitar um Deus assim tão mesquinho e pequeno, que às vezes —e muitas— sabe menos que nós?

Mas em sua genialidade, Kardec nos deixou o roteiro perfeito para descobrirmos o que o Pai realmente é: os Atributos (Virtudes) de Deus.

Deixou-nos ainda, sabiamente, as fases que a Revelação Espírita deveria passar para se completar. As três primeiras na França, com a curiosidade, a ciência e a luta por se estabelecer; a quarta no Brasil, com Chico Xavier e a aproximação das doutrinas católicas e africanas para se expandir; e agora a Quinta Fase, que retira de vez essa ideia mitológica de Deus de nossas vidas, trazendo-nos o verdadeiro Deus, que é o Deus Amor.

Um Pai amoroso, que deveria mais ser chamado de mãe, se não fôssemos ainda uma sociedade tão machista. Pai justo e bom, que só trabalha por nossa felicidade, e que aos poucos nos manda, por Jesus e seus trabalhadores do bem, tão importantes conhecimentos.

Mostra-nos, com isso, o quanto quer a nossa felicidade —e nós olhando para ele como se ainda fosse o Zeus da mitologia, com o raio preparado para nos fulminar caso não façamos o que ele quer.

Usando nossos preconceitos e vaidades, queremos que as coisas sejam apenas como queremos, sem nos preocuparmos com o sofrimento que tais atitudes possam causar.

Busquemos ser os guardiões da Caridade com Jesus, dando a Deus somente o que é de Deus, deixando com César o que é de César.

Paz a todos,

Rosino Caporice  

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