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Doutrina Espírita confirma Jesus como criador do planeta Terra

Enviado por on 17/08/2014 – 20:43 5 Comentários
Reprodução

Decidimos trazer referências rápidas, porém importantes, sobre o fato de ser Jesus Cristo o criador de nosso planeta por sugestão de nosso leitor Rodrigo, que enviou sua dúvida após a leitura do artigo “Espiritismo vs. Teosofia: os mitos que nos afastam de Deus“.

A Codificação de Allan Kardec, base da Doutrina Espírita, traz importantes informações sobre o tema. É importante, porém, ir além de “O Livro dos Espíritos” ou de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, obras que acabam sendo mais estudadas pela maioria dos adeptos e simpatizantes da Doutrina.

Para comprovar que Jesus foi, sem dúvida, o Espírito perfeito encarregado por Deus pela construção do orbe terrestre, vamos começar recorrendo a “A Gênese”, capítulo 15, item 1, em que Kardec analisa a natureza do Cristo:

“Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. (…). Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. (…) Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.”

Como “médium de Deus”, Cristo é alguém que tem contato direto com o Criador, e cuja missão, portanto, é auxiliar o Pai na concretização de seus planos para a Terra e todos os que nela habitam. Fica claro, portanto, que Jesus é o Cristo, e não médium do Cristo.

Em seguida, fala-nos Emmanuel, no livro “A Caminho da Luz”, que Jesus faz parte da comunidade de Espíritos perfeitos que coordenam a evolução de todos os orbes do Sistema Solar. Lê-se no capítulo 1:

“Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos do nosso sistema existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos. A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.”

Em seguida, Emmanuel discorre sobre os primeiros tempos de nosso planeta, contando sobre a formação da nebulosa terrestre, em que a matéria terrestre, ainda incandescente, formava uma espécie de laboratório para a edificação da futura escola hoje habitada por nós, Espíritos encarnados. E fala sobre a criação da Lua:

“Nessa computação de valores cósmicos em que laboram os operários da espiritualidade sob a orientação misericordiosa do Cristo, delibera-se a formação do satélite terrestre. O programa de trabalhos a realizar-se no mundo requeria o concurso da Lua, nos seus mais íntimos detalhes.”

Aqui Emmanuel deixa claro que todo o trabalho de criação da Terra esteve sob a supervisão de Jesus. Mas quando fala da solidificação da matéria é que o autor espiritual, pelas mãos de Chico Xavier, deixa claro que Jesus, com certeza, colocou “a mão na massa”:

“Formam-se os primitivos oceanos, onde a água tépida sofre pressão difícil de descrever-se. A atmosfera está carregada de vapores aquosos e as grandes tempestades varrem, em todas as direções, a superfície do planeta, mas sobre a Terra o caos fica dominado como por encanto. As paisagens aclaram-se, fixando a luz solar que se projeta nesse novo teatro de evolução e vida. As mãos de Jesus haviam descansado, após o longo período de confusão dos elementos físicos da organização planetária.

Sim, Ele havia vencido todos os pavores das energias desencadeadas; com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a Sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. Operou a escultura geológica do orbe terreno, talhando a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu coração haveria de expandir-se em amor, claridade e justiça. Com os seus exércitos de trabalhadores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra, organizando-lhes o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectroscópios terrenos puderam identificar por toda a parte no universo galáctico.

Organizou o cenário da vida, criando, sob as vistas de Deus, o indispensável à existência dos seres do porvir. (…) Definiu todas as linhas de progresso da humanidade futura, engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias.”

Os grifos são nossos, para destacar os trechos de Emmanuel que confirmam ser Jesus o “divino escultor”. E o autor espiritual continua, no capítulo 2, falando sobre o papel de Jesus na construção do planeta: “Sob a orientação misericordiosa e sábia do Cristo, laboravam na Terra numerosas assembleias de operários espirituais.” E assim por diante.

Acreditamos que, tanto quanto a Codificação de Allan Kardec, a obra de Chico Xavier constitui a continuidade da Revelação Espírita, e possui grande credibilidade para que possamos afirmar, sem sombra de dúvidas, Jesus é o Espírito puro responsável, perante o Pai, pela construção e evolução do orbe terrestre.

O próprio Cristo conta isso a João, de maneira velada, no livro do Apocalipse (22:13): “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.” A compreensão da evolução dos orbes que a Ciência e a Doutrina Espírita nos trazem facilita muito a compreensão das palavras de Jesus. Ele é o primeiro, aquele que iniciou todo o processo de criação da Terra junto da Comunidade de Espíritos Perfeitos que rege o Sistema Solar. Ele deu início à jornada do planeta na Criação, e por ser o último é o responsável por toda a evolução do orbe, auxiliando a criar as condições para a evolução de todos aqueles que aqui habitam.

A visão mitológica que as religiões criaram sobre Deus e Jesus faz com que os enxerguemos distantes de nós, praticamente inatingíveis. Porém, a nova fase da Revelação Espírita vai restabelecer, com o Mundo de Regeneração, a verdadeira proximidade entre o Criador e suas criaturas.

Vamos deixar de ver os Espíritos perfeitos como seres intocáveis —exatamente por sua condição evolutiva, eles são os que mais perto de nós estão, inspirando bons pensamentos, criando condições de aprendizado e trabalho no bem. Assim não fosse, Jesus nem sequer teria encarnado. E estando aqui, teria evitado as pessoas que tinham problemas: sendo que ele fez o contrário, e era inclusive criticado pelos fariseus por se aproximar de “pessoas impuras”. Como dizia Jesus, “os sãos não precisam de médico”. Ousamos emendar sobre a afirmação do querido Mestre, dizendo que “os sãos também não precisam de médium”. 😉

Este é o verdadeiro Jesus. Depois de Deus, nosso melhor amigo. O Espírito que ajudou a criar o planeta em que vivemos, mas encarnou para ombrear conosco e nos inspirar a resolver nossas dificuldades. Alguém que nunca nos criticaria, nem julgaria (lembre-se: ele também não atirou pedras à mulher adúltera; antes disso pacificou a situação, confortou-a e indicou o caminho certo). Para ele podemos contar todos os nossos problemas e dificuldades, e com ele podemos contar, sempre, como confidente e parceiro. Alfa e ômega, estará conosco para sempre, mesmo depois que, por nosso esforço, tenhamos descoberto novos planos evolutivos —afinal, a imensa gratidão que sempre teremos por ele nos ligará eternamente, pelos laços do Amor.

5 Comentários »

  • Entendo o “por a mão na massa” como sendo um magnífico magnetizador soltando raios luminosos e literalmente moldando nosso planeta. Assim como quando veio ao Planeta em forma corpórea e mencionou: Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19)

  • Flavio Carlos Niewiski Villela disse:

    Quem disse que Jesus era o médium de Deus???????? Quem disse que Jesus é um espirito puro?????? Quem disse que \jesus construiu a terra??? Gente vamos estudar e parar de ser misticos catolicos. Doutrina espirita é outra coisa.

    • Caro Flávio,

      Se você leu o artigo, notou as referências das informações, e numa delas o próprio Allan Kardec analisa na Obra “A Gênese” (Obra da codificação) sobre Jesus apontando-o como MÉDIUM de Deus.

      Na revista espírita de 1868 – Os Messias do Espiritismo, esclarece sobre as condições elementares que um espírito como Jesus deve ter.

      Mas, se você entende que Jesus é um espírito que não atingiu a perfeição e portanto pode errar, nada podemos acrescentar a não ser respeitar o seu entendimento.

      Um abraço
      Equipe do Blog

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