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Kardec confundiu Jesus e o Espírito da Verdade, diz Herculano Pires (Espírito)

Enviado por on 02/04/2015 – 00:07 17 Comentários

Em conversa espiritual enriquecedora com o médium Rosino Caporice, nosso querido José Herculano Pires, que marcou a divulgação e o estudo da Doutrina Espírita no século 20, esclareceu um equívoco que Kardec e ele mesmo cometeram ao não admitir que Jesus de Nazaré pode, sim, comunicar-se conosco.

“O Espírito da Verdade não é uma entidade definida, uma criatura humana ou espiritual, mas simplesmente a essência do ensino de Jesus (…)”

Herculano Pires, no livro Revisão do Cristianismo, página 11

Rosino Caporice: Querido amigo, o que você tem hoje a dizer, como desencarnado, sobre esta sua colocação?

Herculano Pires: Que ela está completamente equivocada. Fica difícil explicar, como deixei passar um erro tão evidente, levando em consideração as colocações feitas por Allan Kardec a esse respeito.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, da Editora Lake, que traduzi, coloco como prefácio uma mensagem do Espírito da Verdade, assinada por ele.

É preciso notar que no segundo parágrafo da mensagem diz ele: “Eu vos digo em verdade (…)”.

Só esta colocação já deixa claro ser ele alguém, pois caso contrário não teria dito “eu vos digo”.

Em “O Livro dos Espíritos”, também da Lake, que traduzi, após o capítulo Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, vêm os Prolegômenos, com o símbolo da parreira, que é uma belíssima mensagem. Lá temos a assinatura do ESPÍRITO DA VERDADE, juntamente com outras assinaturas.

Faço a mim mesmo a pergunta: se as outras assinaturas pertencem a suas respectivas individualidades espirituais, por que a do Espírito da Verdade não representaria, igualmente, uma individualidade?

Ele, o Espírito da Verdade, é sim um Espírito de altíssima elevação, perfeito, encarregado de comandar, junto com Jesus, a renovação completa de nosso planeta.

Até aqui evito colocar os conhecimentos que adquiri como desencarnado, para deixar bem colocado o quanto errei nesse e em outros assuntos.

Com isso faço o “mea culpa” perante os espíritas, pedindo a todos que sejam muito cuidadosos, não engessando a Revelação Espírita, querendo atribuir a ela uma perfeição que não existe.

Para que tudo fique muito bem esclarecido quanto ao Espírito da Verdade, vamos analisar outras informações deixadas pelo próprio Kardec.

Em seu livro “A Gênese”, também da Lake, tradução de Victor Tollendal Pacheco, com notas minhas, no capítulo XVII, item 33, Advento de Elias, Kardec faz a seguinte colocação:

“Então seus discípulos lhe perguntaram: Por que então os escribas dizem que antes é preciso que venha o Elias? Jesus lhes respondeu: É certo que o Elias deve vir, e que ele restabelecerá todas as coisas. Mas eu vos declaro que o Elias já veio e eles não o conheceram; antes o trataram como lhes aprouve. É assim que farão morrer o Filho do Homem.

Então, seus discípulos entenderam que era de João Batista que lhes falara”. (Mt: XVII-10 a 13).

Vale lembrar que antes de Jesus, o profeta Malaquias, no último capítulo de seu livro (Cap. 4:1,2,5 e 6), faz a respeito de Elias a mesma previsão. Vejamos:

“Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha” (…)

“Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação” (…)

“Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor”;

“E converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição”.

RC: Esta passagem meu caro Herculano, é confirmada por Jesus, não deixando qualquer dúvida que o Espírito da Verdade foi realmente o profeta Elias.

HP: Certo Rosino.

Existe, ainda, nesta passagem de Jesus, uma explicação de vital importância, quando ele afirma que Elias virá restabelecer todas as coisas: a volta de Elias como João Batista e, agora, como o Espírito da Verdade.

Sendo Jesus quem afirma, não há como negar que o Mestre também está prevendo a volta de Elias em nosso tempo.

Tais afirmações são cabais ensinos do Mestre sobre a reencarnação [Elias como ele mesmo, depois como João Batista e agora como o Espírito da Verdade], e não foram desvirtuados por aqueles que vivem mudando a “palavra de Deus” a seu bel prazer e interesses.

Ao dizer: “Orarei a meu Pai e ele vos enviará um OUTRO CONSOLADOR”, Jesus indica claramente que não se trata dele mesmo, senão teria dito: “Voltarei para completar o que vos tenho ensinado”.

Permitam-me colocar ainda deste capítulo, itens 44 e 45, quando Kardec diz a respeito da segunda volta de Jesus:

“Então o sumo-sacerdote, levantando-se no meio da assembleia, interrogou a Jesus e lhe disse: Vós não respondeis nada aos que depõem contra vós? Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. O sumo-sacerdote ainda o interrogou e lhe disse: Sois vós o Cristo, o filho de Deus abençoado para sempre?  Jesus lhe respondeu: Eu o sou, e vereis um dia o Filho do Homem sentado à direita da majestade de Deus, vindo sobre as nuvens do céu.

“Jesus anuncia seu segundo advento, mas não diz que virá sobre a Terra em corpo carnal, NEM que o Consolador será personificado nele”.

Para aqueles que acham que o Espírito da Verdade é Jesus, esta afirmação de Kardec tira qualquer dúvida: o Espírito da Verdade, segundo Jesus e Kardec, é o profeta Elias, que foi em outra encarnação, segundo ainda Jesus, João Batista.

RC: Permita-me lembrar, Herculano, que no capítulo V, item 86, Manifestações Físicas Espontâneas de “O Livro dos Médiuns”, tradução sua, você faz um comentário ao pé da página explicando ser o Espírito da Verdade o protetor de Kardec, dizendo ainda que foi ele o orientador de toda a Codificação.

HP: Grato Rosino. É verdade. E isso resolve de vez o problema de quem é o Espírito da Verdade.

 

RC: Caro amigo, seria possível explicar-nos onde é que começou esta confusão?

HP: Em parte, eu tenho certa responsabilidade nisso, quando, assim como Kardec, recusei aceitar as comunicações de Jesus na Codificação, dizendo que eram comunicações do Espírito da Verdade.

 

RC: Isso me leva a perguntar: se o Espírito da Verdade já era, na época de Kardec, um Espírito perfeito, e aceitou-se suas comunicações, por que não aceitar as de Jesus? Pela condição de criador e construtor de nosso planeta, ele não tem ainda mais condições de se comunicar com quem quiser, como quiser e quando quiser?

HP: Veja meu amigo, se Jesus não puder se comunicar mediunicamente, por maior razão não poderia ter encarnado, e os teósofos estariam certos, ou até mesmo Roustaing.

Aprendi aqui, desencarnado, que Jesus tem tanto poder, que estando onde estiver, ele mantém plena consciência do que acontece com todos os seres vivos de nossa Terra, desde os micróbios, até o mais elevado Espírito que aqui vivem.

Isso sem contar que ele controla todos os processos dos fenômenos dos não vitalizados, porque vivos todos são, pois para existirem é necessário que sejam estruturados por Mônadas. Ou seja, vitalizados (orgânicos) quando têm vida biológica, e não-vitalizados quando não têm (inorgânicos).

E nosso Mestre consegue contatar a todos ao mesmo tempo, sem sofrer qualquer reação negativa.

Um número gigantesco, que só mesmo Jesus consegue saber, aqui na Terra.

Com toda essa capacidade, Jesus está em constante contato com todos e tudo na Terra.

O que o impediria de se comunicar com quem quisesse?

Sendo a Revelação Espírita o passo inicial da renovação completa de nosso mundo, como não aceitar que o Mestre viesse “pessoalmente” confirmar tudo, que ele mesmo previra quando aqui esteve?

Achar que Jesus estivesse afastado de nós por ser tão poderoso como é seria inverter toda a verdade, que é exatamente o contrário.

Mais do que ninguém, Jesus é quem maior condição tem de se comunicar, seja como for.

Mas é necessário alertar: realmente o Mestre tem que respeitar os trabalhos de todos. Assim é preciso que o motivo das comunicações dele seja importante, como foi com Kardec. Todo cuidado para evitar mistificação será sempre pouco.

É preciso avaliar tudo com o máximo de critério e jamais imaginar ser alguém especial, nunca esquecendo a condição daqueles que Jesus escolheu como seus apóstolos quando aqui esteve encarnado.

RC: Herculano, poderíamos avaliar as causas de toda essa confusão?

HP: Uma única causa explica tudo isso: a maneira mítica e mística com que Kardec olhava Jesus, e também a minha quando encarnado.

Ele não aceitou três comunicações de Jesus, dadas em Paris. E eu concordei com tudo.

Ao colocar uma mensagem dada por Jesus na Sociedade Espírita de Paris, no capítulo XXXI de “O Livro dos Médiuns”, item IX, Kardec se coloca em uma posição de dúvida, muito embora ache tal mensagem digna de Jesus.

E eu concordei com ele, dizendo ao pé da página que o nome havia sido trocado pelo do Espírito da Verdade na mesma mensagem colocada no capítulo VI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Vale aqui esclarecer que neste capítulo do Evangelho, das quatro mensagens ditas do Espírito da Verdade, apenas uma é dele. As outras três são de Jesus.

Para que não fique nenhuma dúvida, vamos colocar aqui apenas o início da mensagem de Jesus, colocada em “O Livro dos Médiuns”:

“Sou eu que venho, o teu salvador e o teu juiz. Venho como outrora entre os filhos transviados de Israel”.

Só por esta passagem, não há como negar ser Jesus falando. Depois o Mestre diz:

Revelei a divina doutrina”.

Outra frase que só pode ser de Jesus, pois naquela época Elias encarnou como João Batista e não era ainda perfeito. Só por esta frase fica impossível negar que seja de Jesus, uma vez que só ele poderia revelar a divina doutrina, ou seja, trazer para nós o pensamento de Deus, pois como disse Kardec, Jesus era entre nós o médium de Deus.

É incrível que tivéssemos deixado passar esses detalhes, negando-nos a aceitar a presença de Jesus, trocando-o pelo Espírito da Verdade.

RC: Mas Herculano, essa confusão levou alguns a pensarem que Jesus era o Espírito da Verdade, que como já vimos não era realidade.

HP: Sim meu amigo. Sem dúvida. A maneira com que as coisas foram colocadas primeiro por Kardec e depois por mim levou várias pessoas a concluírem isso.

Veja aonde o mito e o misticismo nos levam. E infelizmente hoje, tudo isso continua acontecendo no meio espírita. Criam-se os mitos, e aqui faço novamente o “mea culpa”, por ter feito parte disso tudo, como a infalibilidade de Kardec, a infalibilidade de Espíritos que não o são em absoluto, levando a aceitar erros, como o meu e do Kardec, como verdades intocáveis.

Felizmente apareceu gente corajosa, como as de seu grupo, não se preocupando com tais opiniões e intransigências estabelecidas, procurando analisar os fatos pelos Atributos de Deus e pela Fé Racional, estas sim perfeitas realidades que nos passou o Espírito da Verdade, pela genialidade de Kardec.

E o próprio Kardec, após desencarnar como Chico Xavier (outra verdade que me neguei a aceitar), juntamente com vocês agora fez a correção de “O Livro dos Espíritos”, mostrando que não só nele, mas também em toda a Codificação há erros que contrariam os Atributos de Deus.

Espero, meu caro, que tal livro seja o mais rápido possível colocado ao alcance de todos.

Minha profunda gratidão por não terem feito de mim um mito infalível, proporcionando-me a chance de escrever este artigo, que espero seja o primeiro de outros tantos.

J.Herculano Pires
Conversa psicografada pelo médium Rosino Caporice em São Paulo, no dia 20/03/2015.

17 Comentários »

  • rodrigo / sc disse:

    Muito interessante. Nao vejo a hora de ver outros artigos dele.

  • Atafon disse:

    Olá,

    Esse entrave de Allan Kardec ter sido Chico Xavier gera discussões sem limites entre os espíritas, eu acreditava agora já não sei mais, já li tantos argumentos que prefiro ficar em “off” quanto a esse assunto, quem sabe mais pra frente vamos amadurecendo e enxergando melhor sobre esse assunto, como diz um amigo meu ” muito luz cega”, vamos devagar.

    Abraço.

    • Conde disse:

      Minha amiga se lermos com atenção Kardec, seu modo de pensar e agir, fica tão claro a resposta: Não. E não preste atenção em sofismas como: Naquela vida ele veio para teorizar e nessa para viver a crença. O caráter e o modo de se expressar e agir são completamente díspares. Duas pessoas completamente diferentes.

    • Equipe do Blog disse:

      Nós, do Blog dos Espíritos, temos a maior prova possível de que Chico Xavier foi realmente Allan Kardec. Esta prova está na companhia que Kardec nos fez quando escrevemos o nosso livro: Kardec (em espírito) corrige o ‘Livro dos Espíritos’, pois tivemos toda sua orientação.

      Para nós, sua presença é absolutamente real, dada as várias maneiras pelas quais pudemos nos certificar, e o próprio Kardec quando apareceu em nosso trabalho pela primeira vez, mostrou-se como Chico, e não como Kardec.

      Após a segunda vez que ele compareceu ao nosso trabalho, uma semana depois, ele já se apresentava hora como Chico, hora como Kardec.

      Quanto a sua presença em termos de sabedoria e também vibracional, não há como negar seu espírito de muito boa evolução.

      Disse-nos que foi trazido ao nosso trabalho pelo próprio Espírito da Verdade, pois precisaria efetuar conosco a quinta e conclusiva fase da Revelação Espírita, desta vez desencarnado.Disso resultou o livro acima citado, que estamos colocando em nosso blog, para que todos possam acessá-lo gratuitamente.

      Quanto a diferença de personalidade, não é de forma alguma empecilho que um mesmo espírito possa, em diferentes encarnações, ter personalidades completamente diferentes. Se podermos em uma encarnação ser homem e em outra mulher, isso ocorre em função da dupla possibilidade que temos de manifestar nosso psiquismo pelo conteúdo masculino ou feminino, de acordo com nosso corpo masculino ou feminino. Já a grande Lei do Esquecimento Reencarnatório nos propicia, exatamente pela mudança do nosso psiquismo, toda a possibilidade, no caso do homem, de usarmos todo o conteúdo masculino da manifestação de nosso psiquismo, o mesmo acontecendo com a mulher.

      Existe, ainda, uma terceira condição, que é o caso da assexualidade, onde programamos nossa encarnação para usarmos conjutamente as duas formas de nosso psiquismo. Se você procurar no Evangelho, você verá que Jesus explica o fato dos eunucos de duas formas diferentes: uma pelo fato que ocorre normalmente pela castração e, a outra, nas palavras de Jesus “pela maior glória de Deus”.

      A nós não cabe nenhuma dúvida que esta segunda hipótese é o caso de nosso Chico Xavier.

      Podemos ainda colocar o fato de nosso Chico, aos vinte e um anos de idade, com pouquíssima instrução e também cultura, ter, logo de início escrito um livro de poesias absolutamente sem qualquer possibilidade de explicação. Ora, de onde ele tirou todo esse conhecimento?

      Sobre a poesia, de sua reencarnação como José de Anchieta; sobre a capacidade de psicografar, sem dúvida alguma, retirou do conhecimento do fundador da psicografia, ou seja Allan Kardec, pois tudo isso fica gravado em nosso psiquismo, no caso de Chico.

      Existe ainda, no livro Obras Póstumas, a afirmação do Espírito da Verdade de que pouco tempo após o seu desencarne como Kardec ele reencarnaria em pouco tempo, para completar a sua obra. Chico reencarnou 31 anos após o desencarne de Kardec.

      Sem todo o conhecimento que Kardec havia adquirido em suas anteriores encarnações, de onde o Chico tiraria tanto conhecimento, dada a sua condição pessoal tão frágil? Ou o Espírito da Verdade errou, e se errou não pode ser perfeito como ele realmente é, ou a única pessoa no mundo que completou a Revelação Espírita, por um mínimo de bom-senso que tenhamos, só pode ser o nosso Chico Xavier. Como, para nós, não podemos de forma alguma admitir o erro e a imperfeição do Espírito da Verdade, então, se unirmos os fatos, Chico foi sim a reencarnação de Kardec.

  • Amado Clementino de Queiroz disse:

    Caros amigos do Blog dos Espíritos!
    Gostei muito das retificações do Espírito de J. Herculano Pires e o diálogo com o médium Rosino Caporice, o qual nos trouxe verdades consoladoras sobre Jesus, o Espírito de Verdade e de Elias ou João Batista. E aproveitando a oportunidade deixo aqui alguns tópicos de minhas pesquisas que escrevi e terminei em 15 de novembro de 1998, ainda não divulgado em público até o momento, somente agora resolvi expor parte de meus escritos, com o título: ANALOGIA ENTRE O PROFETA ELIAS, PRECURSOR JOÃO BATISTA E O ESPÍRITO DE VERDADE.
    Concordo plenamente que Elias ou João Batista é o Espírito de Verdade e não Jesus, como pensam muitos espíritas, mas sim um enviado da parte de Jesus Cristo, o Precursor, para coordenar em (Espírito) toda a Obra da Codificação do Espiritismo do século XIX, até os dias de hoje. O Espírito de Verdade é o Espírito de Elias ou João Batista, mas composto com uma plêiade de Espíritos Superiores que trabalham fazendo a vontade de Jesus Cristo, seja no plano Espiritual ou Material. Se Allan Kardec dissesse diretamente naquela época em pleno século XIX, que João Batista ou Elias, era o Espírito de Verdade, Allan Kardec não teria sossego para terminar a Obra que Jesus o havia confiado, devido a grande perseguição da cúpula papal da igreja católica, por ser João Batista, o venerável Santo da igreja.
    Só para ilustrar sobre essa questão tão polêmica que quase ninguém procura estudar e analisar, e com a finalidade de tirar o espírito da letra, há alguns trechos do Novo Testamento, (já mencionado por vocês) de algumas Obras Básicas de Allan Kardec, e de obras subsidiárias, psicografadas por Chico Xavier com as seguintes informações referente ao Espírito de Verdade anunciado por Jesus.
    Acredito também que teremos em breve grandes revelações espirituais na entrada desse Novo Ciclo Evolutivo de nosso Planeta em transição, que será chamado Mundo de Regeneração, sob a coordenação de Jesus e do Espírito de Verdade (João Batista e sua Equipe). ( Vejam no Livro: HÁ DOIS MIL ANOS, psicografia do médium Francisco Cândido Xavier – 29ª edição – páginas, 352 a 355, onde Jesus Cristo fala desse Novo Ciclo Evolutivo que ora estamos vivenciando).
    Disse Jesus: “É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas”: mas eu vos declaro que Elias já veio e eles não O conheceram e o trataram como lhes aprouve…” – O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IV – item: 03 (Mateus, cap. XVII – vv. 10 a 13 – Marcos, cap. IX – vv. 11 a 13) e item 10 (Mateus, cap. XI – vv. 12 a 15) – 109ª edição FEB refere-se a (Federação Espírita Brasileira).
    O sentido do verbo haver se referia há um futuro: Quer dizer há de vir (virá), quer dizer ainda, haveria de vir; pois bem, o Espírito de Elias veio com o pseudônimo de Espirito de Verdade ajudar Allan Kardec a codificar o Espiritismo, o Consolador Prometido. Mas o Espírito de Verdade ainda não restabeleceu todas as coisas, pelo intermédio do Espiritismo, mas apenas implantou o início de uma Nova Era de Luzes, verdades e de esclarecimentos sobre o Evangelho de Nosso Senhor ensinado por parábolas. Acredito que teremos em breve grandes revelações espirituais na entrada desse Novo Ciclo Evolutivo em nosso Planeta em transição, que será chamado Mundo de Regeneração. ( Vejam no Livro: HÁ DOIS MIL ANOS, psicografia do médium Francisco Cândido Xavier – 29ª edição – páginas, 352 a 355:

    Ainda no prefácio de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Espírito de Verdade afirmou:
    “Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos…”.
    O Evangelho Segundo O Espiritismo, cap. XXIII – item, 16:
    “Então, quando o campo estiver preparado, eu vos enviarei o Consolador, o Espírito de Verdade, que virá restabelecer todas as coisas isto é, que, dando a conhecer o sentido verdadeiro das minhas palavras, que os homens mais esclarecidos poderão enfim compreender, porá termo à luta fratricida que desune os filhos do mesmo Deus…”. E ao final desse parágrafo, o Espírito nos fala nesses termos:
    “Todos então se porão sob a mesma bandeira: a da caridade, e as coisas serão restabelecidas na Terra, de acordo com a verdade e os princípios que vos tenho ensinado”.
    Novamente nessa mensagem acima, temos a confirmação das palavras de Jesus, no que diz respeito a Elias: “O Espírito de Verdade, que virá restabelecer todas as coisas”. Lógico que a mensagem se refere a João Batista ou Elias, por ser os dois um só Espírito.
    Gênese de Allan Kardec – cap. XVII – itens 37 e 38 – 16ª Edição da FEB.
    “Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera. Logo, não estava completo o seu ensino. E, ao demais, prevê não só que ficaria esquecido, como também que seria desvirtuado o que por ele fora dito, visto que o Espírito de Verdade viria tudo lembrar em combinação com Elias, restabelecer todas as coisas, isto é, pô-las de acordo com o verdadeiro pensamento de seus ensinos…”.
    Item 38 de A Gênese de Kardec: “O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma Doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito de Verdade”.
    Sobre o diálogo que Jesus tivera com João, quando ainda eram jovens, Humberto de Campos fez uma pequena analogia no parágrafo 3º, pág. 23:
    “Quem poderia saber qual a conversão solitária que se travara entre ambos? Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade para a conquista do mundo…” ( Livro: Boa Nova, psicografia do médium, Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito Humberto de Campos – (lição nº 2 – Jesus e o Precursor) – edição 19ª da FEB.
    Veremos agora a definição do autor, dando continuidade na página 24, parágrafos 2º e 3º.
    “João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos… Operário da primeira hora é ele o símbolo rude da verdade… Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.
    Observemos as comparações e definições profundas entre Jesus e João Batista, feita pelo nosso benfeitor Espiritual, Humberto de Campos. Vejamos as palavras e as frases grifadas acima, quando diz:
    Distanciados do tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade para a conquista do mundo”. “Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus – Cristo”. “João era a verdade…” “Operário da primeira hora é ele o símbolo rude da verdade…” Nessas definições sobre a palavra verdade, o autor faltou dizer, que João Batista, é o Espírito de Verdade.
    Livro: Cartas e Crônicas pelo Espírito Irmão X, (2)* psicografia do médium, Francisco Cândido Xavier, lição 28, Kardec e Napoleão, 9ª edição – FEB:
    Agora transcreverei algumas passagens dessa lição maravilhosa, a qual define com muita clareza, que o Espírito de Verdade, é Elias, e não Jesus – conforme o Mestre disse em seu Evangelho: “Elias há de vir e restabelecer todas as coisas…” Veja a seguir esta maravilhosa Revelação espiritual:

    “No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência de suas almas, achavam-se Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Tomás de Aquino, São Luis de França, Vicente de Paulo, Joana D’Arc, Tereza D’Ávila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Milton, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighieri, etc…” (3º parágrafo, pág. 122)
    Nesta reunião sublime no plano espiritual, encontravam-se muitos outros espíritos desencarnados e outros encarnados, como: “Napoleão, Beethoven, Ampère, Fúlton, Faraday, Goethe João Dalton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo…”
    Nesse grande encontro espiritual da noite de 31 de dezembro de 1799 no Plano Maior, desceu de elevada Esfera Superior, o espírito de João Huss; para àqueles que não sabem, é o mesmo Espírito de Allan Kardec, o missionário que reencarnou em Lion, França, em 3 de outubro de 1804.

    “Foi então que o grande corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro (João Huss) que trazia o báculo (bastão) de ouro, postando-se, genuflexo, diante dele”. (4º parágrafo, pág.124)
    “O celeste emissário, (João Huss) sorrindo com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, (Napoleão) quando o céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo ao mesmo tempo”:

    “— Irmão e amigo, ouve a Verdade, que te fala em meu espírito! Eis te à frente do apóstolo da fé, (João Huss) que sob a égide do Cristo, descerá, para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento…” (parágrafo 5º pág. 124)

    O Espírito de escol aproxima a Napoleão e diz: “Irmão e amigo ouve a Verdade, que te fala em meu espírito!” Quer dizer, ouve a mim que sou o Espírito de Verdade. Como se ele quisesse dizer, ouve a mim que sou João Batista, o Precursor de Jesus. Aqui a palavra Verdade não se refere tão somente a uma qualidade, mas que se identifica como nome próprio, como de uma personalidade desencarnada de alta hierarquia. Sobre essa frase acima, podemos ver a correlação existente ao assunto já tratado anteriormente no Livro a Boa Nova, lição nº 2, Jesus e o Precursor.
    Quando o Espírito de Verdade expressou nestes termos:
    “Eis te à frente do apóstolo da fé, que sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra…”. Quer dizer que, João Huss retornaria a Terra com a autorização de Jesus Cristo. Poderia o Espírito de Verdade ter dito: sob a minha égide. Mas não disse, e concluímos com essa frase acima, que o Espírito de Verdade não é o Mestre, e sim o seu Preposto, O Espírito de Elias ou João Batista.
    Continuando o diálogo do Espírito de Verdade e Napoleão, o mesmo advertiu-o, quanto a sua missão de Imperador e a importância para a reestruturação política da França. Na verdade todos nós sabemos como nos informou Irmão X, o orgulho falou mais alto no coração de Napoleão, transformou-se em aventuras e em conquistas sanguinolentas à vida do povo europeu.
    Para reiterar a respeito do assunto, vamos transferir para este papel o referido diálogo do Espírito de Verdade, nos parágrafos, 2º e 5º, página 126.

    “Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra”.
    “Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos Céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias coortes resplandecentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembleia se dissolvia…”

    Caro leitor observe o que nos diz o 2º parágrafo acima:

    “Dentro do novo século, começaremos a preparação…” O Espírito de Verdade quis dizer: cumpriremos a promessa de Jesus no século XIX, enviando o Consolador Prometido ao planeta Terra. Sobre a vinda do Consolador está em: (João cap. XIV-vv. 15 a 17 e 26).

    Agradeço a todos pela atenção, apenas expus alguns comentários confiando nas obras espíritas que eu estudei.
    Atenciosamente.
    Amado Clementino de Queiroz – amadocq@hotmail.com

    Uberlândia-MG, 25 de agosto de 2015.

    • Caro Amado,

      Apreciamos muito seu comentário tirado de seu belo trabalho de pesquisa. Seu raciocínio está de acordo com a genial colocação de nosso Kardec, a Fé Racional.

      Se resumirmos a absoluta certeza da realidade de Jesus e de João Batista (Elias) que veio e que, segundo o próprio Jesus, haveria de vir para restabelecer todas as coisas, como um outro Consolador, fica impossível afirmar que Jesus é o Espírito de Verdade (ou da Verdade).

      Só se pode afirmar isso pelo “ouvi dizer”.

      Apesar de outras importantes colocações a esse respeito, como as de Humberto de Campos (Espírito), somente as colocações de Jesus nos Evangelhos são suficientes para evitar qualquer confusão.

      São trabalhos como o seu, de pesquisa e racionalidade, que poderão esclarecer tanta confusão que graça no meio espírita.

      Dada a qualidade de seu trabalho, agradecemos pela oportunidade de publicá-lo por completo na sequência do artigo de nosso Herculano.

      Um grande abraço e continue conosco.

      Rosino Caporice e Equipe do Blog

  • João Nogueira disse:

    Amigos, bom dia! Favor verificar em O Livro dos Médiuns, capítulo 31, dissertação 9; bem como O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 6, item 5!

    Não resta a menor dúvida de que O Espírito da Verdade é Jesus e que Elias é Kardec.

    Muita Paz!

    João Nogueira

    • Caro João Nogueira,

      Não há como confundir Jesus com o Espírito da Verdade, já que Kardec, no livro “A Gênese”, última parte, analisa e deixa claro que o Espírito da Verdade não é Jesus.

      Mas, no livro Obras Póstumas, por várias vezes Kardec conversa com o Espírito da Verdade;

      Ainda, quando vários espíritos da falange do Consolador assinam abaixo da parreira, lá se encontra a assinatura do Espírito da Verdade;

      Ainda em Obras Póstumas, quando o Espírito da Verdade se anuncia para Kardec, ele diz: “(…) para você eu sou a Verdade (…)”;

      Ora, se Elias, como confirmou Jesus, foi João Batista que haveria de vir, afirmando ainda que ele viria restabelecer todas as coisas, sendo ainda o outro Consolador que pediria que o Pai nos enviasse, como confirma em sua análise Kardec em “A Gênese”, aqui ficam demonstradas errôneas suas afirmações:

      1) Jesus e João Batista foram primos e conviveram. Logo o Mestre não pode ser o Espírito da Verdade. Ou isto é fato, ou Jesus errou quando disse que nos enviaria outro Consolador, ou como diz Kardec em “A Gênese”, teria dito: “Voltarei e restabelecerei todas as coisas.”

      2) Mesmo sendo esta a primeira vez que ouvimos falar ser Kardec a reencarnação de Elias, por toda convivência que Kardec e o Espírito da Verdade tiveram durante a vivência do primeiro na construção da Codificação, mostrando ser entidades diferentes, como poderia ser o Kardec a reencarnação de Elias?

      3) Pergunto: teria Jesus errado a tal ponto? Teria Kardec sido capaz de tal façanha; ser ao mesmo tempo ele Kardec e o Espírito da Verdade? Errou Kardec em sua profunda avaliação feita na Gênese? Por que Jesus estaria se escondendo de todos assumindo o nome de Espírito da Verdade? Qual a razão de tal mentira por parte do Mestre? Só assim suas afirmações se justificam.

      Kardec errou sim quando deu ao Espírito da Verdade a autoria de três das mensagens que você cita. Basta comparar as várias mensagens dadas por ele e as outras três, para vermos a diferença no modo de se expressar. É por isso que todas essas confusões são geradas. Compare também a mesma mensagem atribuída a Jesus de Nazaré em “O Livro dos Médiuns” e depois ao Espírito da Verdade no “Evangelho Segundo o Espiritismo”.

      Jesus é Jesus e Elias agora é o Espírito da Verdade e convivendo com Kardec, não poderia ter sido o próprio.

      Como você vê, tais afirmações não têm nenhum sentido, já que nós preferimos aceitar o erro de Kardec, a admitir um único erro de Jesus.

      Um grande abraço

      Equipe do Blog

  • Welter disse:

    Ao João Nogueira.

    Ainda há um detalhe a considerar: João Batista assina com outras entidades em prolegômenos, então João e Kardec são distintos.

    Paz

  • Dionisio Soares Carvalho disse:

    Tudo muito interessante. Obrigado a todos pela boa vontade e tudo mais nas concepções compartilhadas.

    “Nesse grande encontro espiritual da noite de 31 de dezembro de 1799 no Plano Maior…”

    3 de outubro é uma data importante pra mim, cessei de sufocar meu ser com psicotrópicos.

    Resumindo, Elias/João não reencarnou em Kardec?

    E os encarnados dessa memorável reunião espiritual estavam materialmente dormindo nesse momento?

    Obrigado +1x.

    Saudações,

    Dionísio Soares

    • Equipe do Blog disse:

      Caro Dionísio,
      Obrigado você pela gentileza de seu contato e sinceros parabéns por uma vitória tão difícil.
      Respondendo à sua pergunta, não havia a mínima chance de acontecer, pois se João Batista foi sim, o Elias,
      não havia como ser também o Kardec, já que Kardec como filho do Públio Lentulos, o Marco, em Há Dois Mil Anos, levando-se em consideração que tanto Kardec, quanto Chico Xavier, foram a reencarnação do mesmo espírito. Para que tal acontecesse, um espírito teria que habitar dois corpos ao mesmo tempo, o que é impossível.
      Dionísio, precisamos ter cuidado com o “disse, disse”, pois atualmente no meio espírita, pessoas que estudam muito pouco o histórico desde Jesus, até nossos dias, e querendo tornar nosso Kardec em ídolo, inventam por conta própria explicações como esta. Veja o que aconteceu com nosso Herculano, que em minha opinião foi quem melhor conheceu e entendeu tudo isso, confundiu o Espírito da Verdade. Para não deixar nenhuma dúvida, veja no livro A Gênese de Kardec, no capítulo XVII, Predições no Evangelho, a partir do item 33, Advento de Elias, no item 35, Anunciação do Consolador, como Kardec explica tudo isso, sem deixar nenhuma dúvida.
      Continue conosco,
      Rosino Caporice e Equipe do Blog

  • jorge vicente disse:

    Todos voces foram fantásticos, parabéns, vejo aqui a melhor forma de estudos do espiritismo, grande abraço a todos.

    • Equipe do Blog disse:

      Caro Jorge, ficamos muito agradecidos por saber que leitores como você se interessam pelo nosso trabalho. Cada vez mais isso nos mostra o resultado de todos esses anos de estudo e aprendizado.

      Fique à vontade para nos enviar suas dúvidas e opiniões.

      Um grande abraço.

  • Correção de O Livro dos Espiritos

    Sendo a doutrina espírita um conjunto de ensinos dos Espíritos Superiores adequado para a capacidade de compreensão da sociedade terrena, de acordo com o seu nível intelectual e moral, é natural que deva ser considerada, como cada espírito, encarnada e desencarnada, uma doutrina em evolução. Daí, assim como Jesus não disse tudo e profetizou a vinda do consolador para restabelecer as verdades em seu verdadeiro sentido, não podemos dogmatizar os princípios e leis do Espiritismo como ensinamentos prontos e acabados.
    Natural, portanto, que à medida que o processo evolutivo vá alcançando outras instâncias do progresso, o entendimento, a exegese doutrinária se preocupe com a melhoria da interpretação espírita.
    É preciso considerar, quando alguém se dispuser a CORRIGIR OU ATUALIZAR a obra espírita, atente para o que João nos ensina em I Jo capítulo 4, verso 1 – para que não creiamos em todo espírito, mas que provemos se os ESPÍRITOS VEM DE DEUS.
    Sendo a doutrina espírita um conjunto de ensinos dos Espíritos Superiores, cuja chancela está anotada em O Livro dos Espíritos, deve-se ter cuidado com as chamadas reformas. E penso que, como ponto de partida, que para reformar a obra dos Espíritos será preciso constituir uma equipe de Espíritos que tenha capacidade superior ou igual à equipe que trouxe a codificação.
    Parece-me arriscado, ilógico e de pobre razão, lançar correções de O Livro dos Espíritos, sem uma base fundamentada no conhecimento de equipe de igual ou superior conhecimento à equipe do Espírito Verdade.
    Atribuo a Herculano Pires a qualidade de ser, a meu ver, o maior filósofo espírita, depois de León Denis. Contudo, é preciso pensar que, por mais lógica que pareçam as considerações supra, a correção da obra espírita precisa e deve ter a chancela não apenas de um espírito, mas de boa parte dos espíritos que foram encarregados de trazê-la à luz, na forma da Codificação.
    O Mundo está prenhe de reformadores apressados, à busca de pioneirismo e como profetas do futuro. Fizeram isto com a obra do Cristo e corremos o risco de apressarmos a atualização e correção da obra dos Espíritos, sem a sustentação sequer da identidade do tal espírito que se intitulou Herculano Pires.
    Respeito toda boa opinião espírita, mas o mundo não precisa de opiniões, quando se trata de analisar e corrigir a obra dos espiritos.
    Precisa, isto sim, de bases, de confirmação, da palavra de outros espíritos de igual nobreza e sabedoria a fim de que se possa manter incolume o bloco monolítico da colossal doutrina.
    Gosto de reformas, gosto de reformadores, gosto do pioneirismo, mas não gosto de pressa e de ousadias em campos em que ainda conhecemos pouco, especialmente, em questões que mal estudamos…. Como reformar o que ainda nao conhecemos? Ou há na equipe de reformista algum espírito da estirpe daqueles que nos trouxeram a codificação? Se tiver, quero conhecer….

    Fiorido – Cruzada dos Militares Espíritas

    • Caro Fiorido,

      Antes de mais nada, creio que se faz sempre necessário uma certa lhaneza no trato recíproco e na expressão de ideias, que é o que farei aqui como resposta às suas colocações.
      Faço isso, porque entendi em suas colocações que tal cuidado faltou de sua parte. Não que eu me sinta ofendido, pois esta não é a primeira vez com que sou tratado assim, e outras também virão com certeza.

      Pela maneira que você se coloca, ficou parecendo a mim que você não teve o cuidado de ler o nosso livro. Se estou errado, peço desculpas.
      Porém aqui, me socorro de Kardec, no sentido de que fica difícil validar opiniões sobre qualquer obra, se não tivemos o cuidado de ler e analisar tal obra.

      Quando você diz:”…não podemos dogmatizar os princípios e leis do Espiritismo como ensinamentos prontos e acabados”, você esta considerando um dos motivos pelo qual este livro foi feito. Permita-me lembrar a você a passagem de o livro A Gênese, Autoridade da Doutrina Espirita, item II, o que diz Kardec:

      “Deus é, pois, a suprema e soberana inteligência, único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições e não pode deixar de ser assim.
      Tal é o eixo sobre o qual repousa o edifício universal; é o farol do qual os raios se estendem sobre o universo inteiro, o único que pode guiar o homem em sua pesquisa da verdade que, ao segui-lo não se extraviará nunca; e se tem (o homem) se desencaminhado com tanta frequência é por não ter seguido o caminho que lhe é indicado.
      Tal é também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas; para julgá-las, o homem tem um padrão rigorosamente exato nos ATRIBUTOS (destaque meu) de Deus, e ele pode afirmar a si mesmo, com certeza, que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática, que esteja em contradição com UM só desses atributos, que tenda não só a anulá-los, mas simplesmente a enfraquecê-los, não pode estar com a verdade.
      Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, nada há de verdadeiro, se não estiver conforme as qualidades essenciais da divindade.”

      Nosso Kardec em toda sua genialidade coloca ao nosso dispor um método infalível para que se encontre erros, e foi isso que nos levou a escrever este livro, pois se você ler com o necessário cuidado o Livro dos Espíritos, você encontrará muitas passagens que afrontam os atributos de Deus; não só no Livro dos Espíritos, mas em todas as obras da codificação.

      Mas, Kardec também afirma que o Espiritismo jamais seria uma Doutrina que pudesse ser ultrapassada, pois seguindo os atributos de Deus, todo erro seria corrigido, fazendo com que a Revelação Espírita pudesse sempre se atualizar.

      Porém meu caro, não é o que estamos vendo. Opiniões, as mais estapafúrdias, como creditar ao nosso querido Chico Xavier, o tal de “Não Será Em 2019, temos visto opiniões das mais variadas e, aqueles que se dizem responsáveis pela Revelação Espírita nada fazem, a não ser ficar nesta “Roda Viva”, sem nada corrigir e sem nada acrescentar.

      E isso acontece, porque todos exigem perfeição dos médiuns, esquecendo-se do que os espíritos disseram a Kardec em o Livro do Médiuns sobre como funciona a mediunidade.

      Meu caro, 50 anos de estudo e constante trabalho nos mostraram que o caminho de Jesus, este tão querido Mestre, jamais exigiu perfeição de seus seguidores, mas nos ensinou que sempre será preciso de nossa parte BOA VONTADE, usando nossos erros para procurarmos acertar e ir em frente.

      Se não fosse assim ele, Jesus, não teria ido ao encontro do CRIMINOSO Saulo de Tarso, que foi um dos primeiros a matar Cristãos, (vide Estevão), que como Paulo de Tarso tornou-se o maior dos apóstolos. Percebe, Fiorido, como nós deixamos passar importantes ensinos do Mestre, e com isso perdemos a oportunidade de nos melhorarmos, trabalhando sempre?

      Sim meu caro, eu estou longe de ser perfeito, mas jamais perderia a oportunidade de fazer um trabalho que me levasse a entender melhor tanto a genialidade de Kardec, quanto os atributos de Deus. É, também por isso que escrevemos este livro: passar tal aprendizado, gratuitamente pelo nosso blog, àqueles de boa vontade.

      Lembre-se, sempre, como fazia Kardec, da necessidade de analisar e avaliar aquilo que criticamos; e um livro só podemos fazê-lo lendo. A crítica pela crítica somente, nunca nos levará a nada, e ficaríamos muito felizes, dentro dos atributos de Deus, em nos mostrarem que estamos errados.

      Corrigir erros nunca será mudar uma obra, mas somente melhorá-la.

      Um grande abraço.

      Rosino Caporice e Equipe do blog

  • André Soares disse:

    Não concordo. E o sacrificio dos sacerdotes de Baal? Nós nunca vimos o cristo dar ordem de execução contra ninguém. Certo que foi decapitado ok, mas o que Jesus fez para que fosse crucificado? O Espiritismo não é o Cristianismo é o futuro dele, assim como de todas as outras religiões. Desconfio muito que JHP tenha dito isso. Como disse o amigo aí, cuidado com o deslumbre, a idolatria e a mistificação.

    • Prezado André,

      Suas colocações estão muito confusas.

      Só pude imaginar que você está de acordo que Jesus é o Espírito da Verdade.

      Continuando a pensar assim, mesmo com todas as explicações que são dadas na sequência do artigo, confessamos que nada temos a acrescentar, mas repetimos, que apesar de discordarmos completamente de você, temos a obrigação de respeitar sua posição, pois ficou claro que explicação alguma fará você mudar de ideia.

      Quanto a ser realmente Herculano Pires, a qualidade de seu diálogo, o profundo conhecimento que ele demonstrou, sua humildade verdadeira em reconhecer seu erro e, ainda, seu excelente estado vibratório, além é claro de sua aparência por nós bastante conhecida, pois tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente em uma palestra que proferiu no primeiro centro espírita que frequentei em 1970, tornou impossível ser seu contato uma mistificação.

      Ainda a profunda admiração que sempre tive por ele e seu magnífico trabalho, além de quase todos seus livros que li.

      Mas é exatamente por ser muito cuidadoso com os inumeráveis processos de mistificação, como também quase 50 anos de trabalho de assistência a espíritos mal intencionados, que posso afirmar, não que seja impossível, mas quase impossível cairmos em tal esparrela, e que deixo aqui meu protesto não por você duvidar de mim, o que é muito natural, mas por você tornar uma comunicação de alguém tão importante como nosso Herculano, com a qualidade da comunicação que ele nos proporcionou, que você simplesmente se nega a analisar e avaliar, o que fazer?

      Aprendi que contra a teimosia não há argumentos e nem tempo a perder.

      Só para ajudar, lembre-se que fazer tais afirmações será chamar Jesus e o próprio Espírito da Verdade de mentirosos, bem como falsas todas as análises que Kardec fez em seu livro A Gênese.

      Que tal você melhorar seu conhecimento?

      Rosino Caporice – (o médium) e equipe do blog.

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