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Explicações sobre o livro em que Kardec corrige a Codificação

Enviado por on 05/05/2015 – 07:19 6 Comentários

Caro leitor, talvez você estranhe os nomes Allan Kardec e Espírito da Verdade na apresentação do livro Kardec (em Espírito) corrige “O Livro dos Espíritos”. Nós entendemos bem isso, devido ao processo de idolatria que se criou nos meios Espíritas com relação a eles. Nós também tivemos o mesmo sentimento quando esses queridos amigos se nos apresentaram.

Porém, a qualidade de suas comunicações, bem como o teor vibratório de suas presenças, quebrou nossa resistência.

Demonstraram eles a necessidade de se corrigir erros contidos na Codificação, explicando que tal trabalho deveria ser feito por encarnados, muito embora estivessem sempre ao nosso lado nos inspirando a corrigir os erros, e também a melhorar as explicações.

Para aperfeiçoar tal trabalho tiveram o cuidado de nos dar comunicações pela transmentação, para que estudássemos e as aproveitássemos aqui. Transmentação nada mais é que um processo espiritual de comunicação direta, mente a mente, ou ainda uma forma de telepatia espiritual.

Deram-nos como meio de controle os atributos de Deus, explicados por Kardec em sua obra “A Gênese” no item II, Autoridade da Doutrina Espírita, e de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que explica que os Espíritos realmente evoluídos têm todo cuidado em respeitar nossa velocidade de assimilação, quanto às revelações feitas, pois cada coisa deve vir a seu tempo.

Leia mais
Kardec (em Espírito) corrige “O Livro dos Espíritos”

Não tivemos nenhuma dúvida em aceitar tal método de avaliação, como uma ferramenta que, se bem usada, poderia reduzir a zero os erros, embora nossa grande imperfeição.

E o mais importante é que elas estão na própria Codificação.

Quanto à presença de Kardec, sabemos que ainda existem Espíritas que estão tentando encontrar onde e como o Codificador reencarnou.

Para nós, desde que estamos na Doutrina, há quarenta e seis anos, nunca ficou nenhuma dúvida que nosso querido Chico Xavier era a reencarnação de Allan Kardec.

Mas, como ele mesmo sempre deixou muito claro, a melhor forma de avaliarmos a qualidade do Espírito comunicante era a qualidade de sua comunicação, eventuais dúvidas ou resistências quanto à realidade de suas presenças desapareceram por completo, e fomos ao trabalho.

Quando perguntamos ao Espírito da Verdade o porquê de seu desaparecimento após o desencarne de Kardec, disse-nos que era necessário deixar de interferir de forma direta, para respeitar o animismo cultural da humanidade, que deveria passar por todos os problemas que passou.

Qualquer intervenção dele deveria ser perfeita, e isso seria o mesmo que interferir no livre-arbítrio coletivo, pois pelas soluções que indicaria, seria o mesmo que fazer o trabalho por nós, ao mesmo tempo em que impediria a existência de condições que levariam muitos a corrigir seus “males” e pudessem permanecer aqui na Terra. Isto está melhor explicado mais à frente.

Quanto a sermos nós a executar este trabalho, disse-nos termos sido amigo de Kardec em passada reencarnação, e tínhamos o conhecimento doutrinário necessário para a execução do mesmo, além de sermos desconhecidos nos meios espíritas, fato que nos daria a tranquilidade que precisaríamos.

Ainda, que ele sabia que mesmo com alguma resistência, acabaríamos por aceitar esta incumbência.

Quanto às possibilidades dele se comunicar e como faz isso, está explicado em capítulo sobre este tema.

Por fim explicou que este trabalho precisaria ser feito por encarnados, para que todo nosso atavismo cultural fosse respeitado, mesmo com a assessoria dele e de Kardec.

Como idólatras e míticos que por um bom tempo fomos, achamos melhor dar estas explicações aqui no começo, para que você leitor saiba o que fazer.

Acredite: esta obra jamais, pelo seu conteúdo, poderia ser nossa somente.

Se você tiver a necessária calma para ir em frente, nem que seja apenas para criticar, você acabará vendo que não perdeu o seu tempo.

Só para esclarecer, a ideia inicial era corrigir todos os livros da Codificação. Porém notamos que somente a correção de “O Livros dos Espíritos” seria suficiente para demonstrar que há sim erros que não respeitam os atributos de Deus nesta fase da Revelação Espírita, ou seja, a Doutrina Espírita, apesar dos exemplos de outros livros, que foram dados. Quanto a estes, ficará fácil notar os erros.

Rosino Caporice
São Paulo, 15 de Agosto de 2014

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6 Comentários »

  • Esron disse:

    O livro realmente tem um aspecto muito libertador; as correções assinaladas no livro são tentadoras… afinal, depois de ler sinto minha alma tão leve e com muito mais confiança nos atributos inabaláveis de Deus. No livro “Aprendendo com os Espíritos”, psicografado pela médium Eunice Gonddim, temos várias mensagens espirituais, ditados por espíritos diversos, entre eles Vladmir Ynstay, onde este diz “Quanto mais as pessoas se revoltam contra a vontade divina, mais acumulam dívidas as quais terão que ser quitadas em outras encarnações ou em padecimentos nos planos inferiores.” Como melhor entender isso?

    • Caro Esron,

      Vamos a alguns dados e informações sobre tais dados:

      Até 18 de Abril de 2010, nosso planeta era, ainda, um planeta de Expiação e Provas. Isto significa que havia nesta fase evolutiva do planeta a necessidade do freio do medo,e daí o “Deus Terror”, com todo seu cortejo de castigos, condenações, premiações, etc. Tudo isto está bem explicado no livro.

      Estamos, ainda, na transição final, para que o novo ciclo de Regeneração se complete totalmente, já que ele se iniciou em 18 de Abril de 2010. Nada no processo evolutivo de Deus ocorre repentinamente. Tudo se processa de acordo com as necessidades coletivas, pois o Pai não criou só a mim ou você, mas a todos nós. Portanto a cultura anímica do Deus Terror não pode ser eliminada de repente, mas aos poucos, com o início de uma nova cultura anímica (também explicada no livro), a “CULTURA DO DEUS AMOR”.

      E esse é o sentimento que você está sentindo, e que com o tempo, todos sentiremos:

      Que nosso Pai tem sempre que fazer o melhor, sempre mesmo.

      Se até agora o melhor foi o freio do medo, de agora em diante será a cultura do Amor de Deus que prevalecerá.

      E isso nós temos visto em grande escala acontecendo no plano espiritual, onde os ensinos de Jesus têm sido explicados e aceitos pela grande maioria dos desencarnados.

      E foi esta a maior preocupação de Kardec, em nos usar para trazer este livro, iniciando assim, a ERA DO DEUS AMOR, respeitando a necessidade gradual da mudança para a nova CULTURA ANÍMICA DO DEUS AMOR.

      Explicou-nos também Kardec que os espíritas no Brasil se aferraram muito ao animismo Católico, colocando no lugar do purgatório, o umbral e no lugar do inferno as trevas. E isto tem dificultado que os médiuns e até alguns desencarnados possam se desligar dessa cultura do castigo.
      “Tudo o que plantar colherá”. Só que não dizem como.

      Só Esron, se esquecem a importante Lei do Esquecimento Reencarnatório, que existe exatamente para que não lembremos de nossas mazelas, e possamos sem nenhum castigo ou dor, usar a maravilhosa máquina do AMOR, para aparar todos os empecilhos de nossos erros e que possamos corrigi-los sem qualquer sofrimento.

      Segundo Kardec e o Espírito da Verdade, isso acontece com mais de 80% da população planetária.

      Perdoe o alongamento da resposta, mas achamos necessário uma explicação mais completa, pois outros também a lerão.

      Grande abraço e continue conosco.

      Rosino Caporice e Equipe do Blog

  • Hilton Cesar da Silva disse:

    Nem mesmo a bíblia escrita a milênios precisa de uma correção, por que a obra de Kardec teria de ser corrigida?
    Parece mais uma distorção da visão do autor encarnado e espiritual, sobre o que foi publicado por Allan Kardec.

    Contudo, sem ler o livro, ainda não encontrei nada que sobre essa correção.

    Vocês poderiam publicar alguma dessas correções?

    • Caro Hilton,

      Temos uma visão diferente. Há sim diversos erros na Bíblia, parte deles inseridos no livro pelas milenares revisões e traduções, mas parte propositalmente inserida pela mitologia da Igreja. Veja a Santíssima Trindade, por exemplo —ela é claramente enxertia das mitologias, que sempre possuíram trindades (há diversos estudos históricos sobre isso). Jesus, ele mesmo, falou por diversas vezes que o Pai era maior que ele, bom era só o Pai, enfim, ele e Deus eram seres diferentes. Leia mais aqui.

      Da mesma forma, notamos, com o auxílio dos benfeitores espirituais, que a Doutrina Espírita, por mais que tenha conseguido dar um enorme passo rumo à Fé Racional, ainda trouxe consigo interferências desta mesma mitologia. Para tanto, e com auxílio do próprio Allan Kardec (em Espírito), publicamos o livro “Kardec (em Espírito) corrige ‘O Livro dos Espíritos’“.

      Você pode ler os capítulos do livro aqui no Blog, ou comprar a edição impressa, caso prefira.

      Obrigado por sua participação, e continue conosco.

      Abraços fraternos,

      Equipe do Blog

  • Frederico disse:

    Comprei, li e recomendo o excelente livro “Kardec(em Espírito) corrige”o Livro dos Espíritos”. Para futuras edições, gostaria que, se possível, fosse dito algo sobre o “mal” que sofremos, doenças graves, abusos, etc. e a sua relação com vidas passadas, pois só é comentado no livro do “mal” que fazemos agora nesta vida e a correção pelo Bem.
    Um abraço fraterno,
    Frederico

    • Frederico,
      Muito obrigado pelas palavras de estímulo.
      Vamos procurar reunir informações que temos sobre os temas sugeridos e ao menos publicar um artigo aqui no Blog, ok?
      Mais uma vez obrigado, e continue conosco.
      Abraços,
      Equipe do Blog

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