Home » Espiritualismo, Estudos, Kardec corrige

Conheça aqui as Intocáveis Verdades da Doutrina Espírita

Enviado por on 17/05/2015 – 22:07
Fotomontagem/Reprodução

O Espiritismo foi sim inspirado por Espíritos Superiores, mas trazido ao mundo por médiuns ainda imperfeitos. E as intocáveis verdades espíritas é que criaram a necessidade de corrigir os erros da Codificação.

CAPÍTULO 2
(leia todos os capítulos)

Este é, em resumo, o segundo capítulo do livro “Kardec (em Espírito) corrige O Livro dos Espíritos“. Ele continua nosso estudo semanal da Codificação Espírita sob a óptica dos Atributos de Deus. Serão 36 semanas em uma conversa simples e direta com Kardec (Espírito) e também com o Espírito da Verdade sobre temas variados, desde as influências de época nas obras da Codificação, passando pelo sincretismo da mitologia com o próprio Espiritismo e pela nova visão do Deus Amor —o Pai que Jesus nos trouxe e que a Revelação Espírita deve restabelecer.

1. Não fica parecendo um contrassenso falar em “intocáveis verdades espíritas” e se propor revisar a Codificação?
a) Pelo contrário: são as intocáveis verdades espíritas que criaram a necessidade de corrigir os erros da Codificação;
b) Pois se a Codificação não é perfeita, como veremos, tais postulados são.

2. Mas espere: o Espiritismo é a melhor doutrina que já vi até hoje. Se ele contém erros, onde será possível se basear para corrigi-los?
a) Nos Atributos de Deus e nos Ensinos de Jesus.

3. Jesus? Mas espere: a Codificação já não foi toda inspirada e revisada por Espíritos Superiores?
a) Sim, a Codificação foi inspirada por Espíritos Superiores, mas trazida ao mundo por médiuns ainda imperfeitos (veja os capítulos Influências da época na obra de Allan Kardec e Influência do animismo na Codificação Espírita);
b) Além do mais, Jesus é um Espírito perfeito e esteve encarnado entre nós: não há como duvidar que tudo o que ele ensinou é certo;
c) Quando perguntaram a ele que deveríamos fazer para nos “salvar”, o Mestre nos ensinou o que é praticar a Caridade, com a Parábola do Bom Samaritano;
d) Jesus mostrou que a condição para estarmos de acordo com as leis de Deus é amar ao próximo pela prática da Caridade;
e) O Mestre ensinou também que devemos amar os nossos inimigos e orar por quem nos persegue;
f) Como Jesus, um Espírito perfeito, pediria para nós que perdoássemos, e há tantas passagens em toda a Codificação Espírita dizendo que Deus nos julga e condena?
g) Quem teria errado? Jesus? Ou Allan Kardec e os médiuns que o assistiram?
h) Se a Caridade, segundo Jesus e Paulo de Tarso, é a maior das virtudes;
i) Como Ser Supremo, Deus tem que ter a Suprema Caridade;
j) Ou Jesus teria errado, querendo que fôssemos melhores que Deus?

4. Você fica falando desses trechos na Codificação em que Deus julga. Mas isso não é só questão de interpretação?
a) Sim, interpretação errada sobre Deus pelos médiuns, alguns dos Espíritos e também, em parte, por Kardec;
b) Sem corrigir esses trechos, ainda haverá na Doutrina focos de Mitologia que nos afastam do amor verdadeiro de Deus e dos reais fundamentos da Caridade;
c) Para ser intocável, uma Doutrina tem que libertar;
d) Quer ver um exemplo? Essa visão errada de Deus faz que muitos espíritas achem que a Lei de Causa e Efeito é a lei do “olho por olho, dente por dente”;
e) Mas se Jesus pediu para que perdoássemos até nossos inimigos, será que Deus não nos perdoaria os erros, permitindo que nos corrigíssemos pelo amor, em vez de nos punir?
f) Veja: se Deus não fosse Caridoso e não perdoasse, haveria coisas em que seríamos melhores que Deus, e então ele não seria o Ser Supremo, e nem Deus;
g) É por isso que o próprio Allan Kardec elegeu os Atributos de Deus como critérios infalíveis para avaliarmos qualquer doutrina, filosofia ou religião, trecho por onde iniciamos este livro.

5. Quer dizer que Deus só tem virtudes, e nenhum defeito?
a) Se Deus tivesse defeitos, ele não seria o Ser Supremo;
b) Pode parecer óbvio, mas em vários comportamentos sociais ainda deixamos transparecer a ideia de que Deus julga ou condena;
c) Se Jesus ensina que temos que ser caridosos, só pode ser porque Deus possui a Caridade Suprema;
d) A Lei da Evolução Espiritual diz que todos nós, criaturas, algum dia seremos Espíritos perfeitos e não vamos mais errar;
e) Imagine então o Criador, que transcende todos os infinitos da perfeição! Deus tem a obrigação de nunca errar, e a suprema capacidade de não errar;
f) Se Deus nunca pode errar, ele também não pode ter defeitos;
g) Então Deus só tem virtudes.

6. E quais são as virtudes de Deus?
Por enquanto, é impossível sabermos todas elas, pois são infinitas. Mas o roteiro mais confiável que temos para entendê-las são seus atributos e o que está no Evangelho: as Bem-Aventuranças, no Sermão da Montanha.

Leia também

7. Você não está desmerecendo o trabalho de Allan Kardec?
a) De forma alguma! Apenas o estamos situando no tempo;
b) A Codificação como um todo é imperfeita, pois contém erros;
c) Mas os erros não impedem que Kardec tenha trazido a nós grandes verdades;
d) E toda verdade é um fato, e como tal intocável;
e) Assim são as Intocáveis Verdades Espíritas:

Deus existe

8. Como afirmar uma coisa que ninguém até hoje provou?
a) Negar a existência de Deus nunca foi provar que ele não existe;
b) A própria Ciência aceita a existência de muita coisa apenas por provas indiretas;
c) Ninguém nunca pegou um elétron, sozinho, na mão;
d) No entanto, se você quiser negar que ele existe, basta colocar o dedo na tomada;
e) Só sabemos da existência de muitas coisas pelo efeito que elas causam.

9. É assim com Deus também? Só o conhecemos pelos efeitos?
a) A grandeza e complexidade do Universo são mais do que provas da existência de Deus;
b) Dizer que o acaso, que é o nada, fez tudo isso, é dizer que somos menos que o nada;
c) Pois por mais inteligente que seja o Homem, ele não só não entende o Universo, como não teria condições nem para pensar em criá-lo;
d) Se Deus não existisse, nós seríamos filhos do nada, que é o acaso;
e) Portanto, não vemos nenhuma necessidade de provar que Deus existe;
f) O fato de o Universo existir, de nós existirmos, ou mesmo da existência de qualquer coisa só pode ser consequência de uma origem eterna: Deus;
g) Como consequência da existência de Deus, surgem os Atributos de Deus, que também são uma verdade intocável da maior importância;
h) Como perfeitamente disse Kardec sobre os Atributos de Deus no trecho de “A Gênese” que citamos no início desta obra: “Tal o eixo sobre o qual repousa o edifício universal”.

10. Vamos esclarecer um ponto importante:
a) Pode haver a contestação de que, como Ciência, o Espiritismo não tem base;
b) Isso porque não há como provar a existência de Deus, que, além de ser uma mera questão de fé, seria também uma questão de Filosofia;
c) Ora, mas os Fenômenos Espíritas foram e continuam sendo comprovados por metodologias científicas, e não são aceitos por puro preconceito;
d) Afirmamos que, se isso for verdade, não existe nenhuma ciência válida, pois os fundamentos de todas elas, sem exceção, são tirados da mais pura lógica filosófica.

Fé Racional

11. Kardec disse que “só é verdadeira a fé que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade”, certo?
a) Com essa definição, Kardec transforma a fé em virtude social, tirando-a da algema das religiões;
b) Ela passa a ser também uma questão de Ciência e de Filosofia, pois deve encarar em qualquer época a razão;
c) Logo, não pode ser dogmática, nem pode admitir falsas verdades;
d) Encarar a razão, face a face, significa corrigir ou ampliar, sempre, qualquer afirmação que se atualize ou prove-se estar errada;
e) Se tivermos sempre como base de análise os Atributos de Deus, teremos um roteiro perfeito para não nos deixar desviar;
f) Será sempre uma fé atualizada com a realidade dos fatos;
g) Mas, mais do que isso, tem tudo para ser preventiva, pois qualquer coisa que se queira afirmar e que esteja em desacordo com qualquer dos Atributos de Deus estará fatalmente errada e não poderá ser afirmada, sem necessidade de comprovação;
h) Então, como negar a existência de Deus, se os próprios cientistas afirmam a impossibilidade de provar tal fato? Logo Deus existe, pois é impossível provar sua inexistência.
i) Esta é uma verdade básica perfeita para nos orientar não só doutrinariamente, mas também em nossas atitudes com a vida.

Fora da Caridade não há Salvação (Solução)

12. Kardec falou da Caridade, e Jesus também, certo?
a) Perfeito: praticar a Caridade é amar ao próximo e também a tudo o que Deus criou e está ao nosso redor;
b) Todos os fatos da vida mostram que, sem esse amor que a falta da prática da Caridade produz, o equilíbrio não acontece;
c) E sem esse equilíbrio não há felicidade coletiva, mas só conflitos, dores e sofrimentos sem fim;
d) E o desrespeito ao próximo, pela vida e pela natureza está, nos dias atuais, indicando uma situação sem saída para nossa civilização;
e) Jesus deixou claro em sua vida de que a Caridade é a virtude necessária e suficiente para a nossa “salvação”, ou seja, para que possamos viver bem, felizes e em um planeta em equilíbrio;
f) É uma verdade básica em perfeita harmonia com todos os Atributos de Deus;
g) Novamente, como a Fé Racional, a Caridade sai da algema das religiões e se torna, do ponto de vista de Jesus e da Revelação Espírita, uma prática social.

Observação: para atingir o objetivo de corrigirmos erros contidos na Codificação, esta obra pretende combater conteúdos mitológicos, como veremos mais adiante. Neste contexto, a palavra “salvação” nos leva a um raciocínio místico e mitológico, pois quer dizer “livrar-se do inferno”. Lembremos o “Fora da Igreja não há Salvação”. Já “solução” abrange todas as situações da vida, definindo a Caridade como virtude social, e não religiosa. Sugerimos, portanto, a substituição da palavra “salvação” por “solução” neste postulado espírita, de forma a aprimorar seu significado.

Imortalidade do Espírito

13. A Codificação comprovou de vez que o Espírito existe e é nossa realidade maior, não é?
a) Não senhor! Quem fez isso foi Jesus, há 2000 anos, quando desencarnou na cruz e depois se materializou diante dos discípulos para demonstrar que a vida continua!
b) Antes disso, o Mestre já tinha demonstrado a sobrevivência do Espírito aos apóstolos na Transfiguração do Monte, quando se mostra falando com Elias e Moisés;
c) E o apóstolo Paulo de Tarso também confirma a imortalidade do Espírito na 1ª carta aos Coríntios, capítulo 15, de maneira muito clara;
d) Portanto o Espiritismo só relembrou Jesus, trazendo aos nossos olhos carnais ainda mais provas da existência da vida além do corpo físico (cuidado com as Bíblias “falsificadas”, que tiraram a palavra Caridade de seus textos e o trocaram por amor; trocaram ainda, várias palavras na colocação de Paulo de Tarso, tentando invalidar a existência do corpo espiritual);
e) Se é uma verdade de Jesus, podemos aceitá-la como verdade básica do Espiritismo também;
f) E a imortalidade do Espírito é prova de que nosso destino é a perfeita felicidade.

14. Como assim a imortalidade do Espírito é a prova da felicidade que nos espera?
a) Isso porque Deus tem o Supremo Amor. E amar é sempre querer e trabalhar pela felicidade de quem se ama (Caridade);
b) Só este Atributo já demonstra que inferno não existe, assim como demonstrou Kardec;
c) Mas se o inferno não existe e Deus nos cria por causa de seu amor, ele quer e trabalha sempre por nossa felicidade, estado que fatalmente vamos atingir;
d) E então usufruiremos plenamente desta felicidade na perfeição, quando não vamos mais ser capazes de errar ou fazer “maldades”;
e) Isso só será possível se formos imortais como Egos (Espíritos propriamente ditos)[1], ou seja, se nunca formos destruídos;
f) Pois não seria nem um pouco justo ele nos criar imortais e não dar um jeito de sermos felizes;
g) Se assim fosse, Deus não seria dotado de amor, mas de sadismo;
h) Vale lembrar que somos imortais como Egos (Espíritos propriamente ditos), e não o perispírito, que também se transforma, pois é semimaterial, que se decompõe na nova reencarnação como o corpo material, se decompõe com a morte.

Leia também

Evolução Espiritual

15. Vai me dizer que Jesus também falou da evolução espiritual?
a) Perfeitamente, e em diversas passagens;
b) Um exemplo é quando Jesus diz a Nicodemos que ninguém pode entender o Reino dos Céus se não nascer de novo;
c) Outro exemplo é quando Jesus diz, no Apocalipse (3:21): “Ao vencedor, fá-lo-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e sentei-me com meu Pai no seu trono”;
d) Ora, se já sabemos que os Espíritos são criados simples e ignorantes;
e) E Jesus não é Deus, mas uma criatura, como nós, ou seja, um Ego (Espírito propriamente dito);
f) Jesus também foi criado simples e ignorante;
g) A única forma de Jesus ter chegado a ser nosso Governador Espiritual é ter reencarnado muitas vezes, até chegar à Perfeição;
h) E todos nós vamos chegar à Perfeição, “assim como eu venci e sentei-me com meu Pai no seu trono”;
i) Esta é mais uma consequência da imortalidade do Espírito (Ego);
j) E também do amor, da sabedoria, da bondade, da onipotência e da justiça de Deus;
k) Pois é essa lei que nos tira da completa simplicidade e ignorância (no sentido de desconhecermos) e nos leva à perfeição;
l) Verdade também perfeita, que nos mostra a sublime grandeza do amor de Deus.

Lei do Livre-arbítrio

16. E a liberdade que temos para acertar ou errar? É lei também?
a) Kardec e os Espíritos superiores trataram sim a liberdade como lei em “O Livro dos Espíritos”, mas vejamos o que diz Jesus;
b) Jesus afirma que somos deuses, e no livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito), que temos todos os Atributos de Deus;
c) Pois bem: ser único é um Atributo de Deus: eis porque somos únicos também como criaturas;
d) Deus resolveu isso, nos dando o atributo da Supremacia, que é o que nos torna únicos e que nos dá a vontade própria.
e) Mas se a vontade é nossa, própria, não pode ser dele, Deus;
f) Temos então que ser livres para desenvolvê-la;
g) Ou então seríamos perfeitos robôs, a tocar harpa no paraíso, eternamente;
h) Portanto, para termos vontade própria e sermos únicos, é preciso ser livre em nossos atos;
i) Daí a Lei do Livre-Arbítrio, que é a causa da Lei de Causa e Efeito.

Lei de Causa e Efeito

17. Não entendi por que o livre-arbítrio é a causa da Lei de Causa e Efeito…
a) Se temos todos os Atributos de Deus em nós, como disse Jesus, será preciso saber usá-los;
b) E isso para sejamos perfeitos e perfeitamente felizes. Eis a vontade de Deus;
c) Mas pela Lei da Caridade, a nossa felicidade só é real quando fazemos o bem para os outros;
d) Se fizermos o “mal”, podemos até sentir prazer, mas nunca seremos felizes;
e) Então, tem que haver um jeito de nos corrigirmos, sem tolher nossa vontade própria;
f) É preciso que queiramos nos corrigir;
g) Deus deu um jeito nisso, ao gravar em nossa mente as duas coisas perfeitas: a Consciência e a Lei de Causa e Efeito;
h) Ao contrário do que dizem, esta lei não diz que temos que passar por tudo o que fizemos de mal;
i) Mas que devemos receber o reflexo do que fizermos;
j) Quando faço o bem, recebo o reflexo da felicidade;
k) Fazendo o “mal”, recebo o reflexo da infelicidade;
l) E esse reflexo é causado vibratoriamente, pela minha consciência, para me incentivar quando faço o bem e alertar quando faço o mal;
m) Quando faço o bem, serei feliz e vou querer continuar a fazer o bem para continuar sendo feliz;
n) Ao fazer o “mal”, sintonizarei com os planos vibratórios desequilibrados e me sentirei infeliz, de acordo com minha condição vibratória;
o) Como tenho o atributo da Felicidade, a infelicidade é algo que contraria essa essência de ser feliz;
p) Mais cedo ou mais tarde, de acordo com meu egoísmo e meu orgulho, vou me cansar e querer ser realmente feliz;
q) Assim, sem precisar me castigar e ter minha liberdade tolhida, vou livremente querer mudar;
r) Esta verdade básica, além de estar de acordo com todos os Atributos de Deus, é reflexo do amor e da justiça de nosso Pai.

Lei da Reencarnação (ou Corporificação)

18. Jesus já tinha falado sobre reencarnação, não é?
a) Sim, “O Evangelho Segundo o Espiritismo” descreve muito bem todas as passagens em que isso acontece;
b) Não estranhe amigo leitor, usarmos o termo “corporificação” também;
c) O termo reencarnação é válido aqui na Terra; mas nos infinitos mundos da criação, existem inimagináveis tipos de corpos;
d) O perispírito é também um corpo: semimaterial, mas é;
e) O perispírito é um corpo fluídico (e não energético), e não de carne;
f) Como estamos falando do plano físico da Terra, usaremos reencarnação.

Observação: É preciso lembrar sempre que estamos falando das interações entre os planos espirituais e o nosso plano físico. É usual, atualmente, lermos que o perispírito é um corpo de estrutura energética. Isto não é real, pois mesmo sob o ponto de vista espírita, a energia já é uma forma de fluido bastante denso. Porém por ser a estrutura fluídica do perispírito bem menos densa, ela é diferente da estrutura da energia. A maior prova disto, é que podemos acessar e manipular a energia. Os fluidos que formam o perispírito não podemos manipular de forma direta, ou, por equipamentos.

Leia também

19. E o que a Reencarnação tem a ver com a bondade de Deus?
a) A partir da questão 540 de “O Livro dos Espíritos” e de muitas outras informações, tanto na Codificação, quanto em outros livros doutrinários, podemos concluir que a única maneira de atendermos às exigências da Lei do Livre-arbítrio, Causa e Efeito, e Evolução, é pela Reencarnação;
b) Através das inúmeras reencarnações, além de corrigirmos nossos erros e causas de infelicidades (“maldades”), é aprendemos tudo que é possível, aqui na Terra, para evoluirmos;
c) Mas, falando ainda aqui da Terra, podemos deduzir pelo nosso processo evolutivo que o Ego (Espírito propriamente dito) em sua fase mônada, antes de chegar ao Reino Humano:
d) Estagia na matéria inorgânica no Reino Mineral, para aprender a organizar a matéria física, em seus princípios mais elementares, pelo magnetismo, formando os átomos;
e) Conquista, pelas leis de atração e repulsão, os mais primários princípios do amor e defesa;
f) Ainda no Reino Mineral a mônada desenvolve-se ainda mais, ao aprender a unir átomos para formar moléculas;
g) A partir daí, já no reino dos micro-organismos, aprende a produzir energia vital e vida elementar, com a formação de células;
h) Aprende em seguida a multiplicação assexuada, etc.;
i) Já no Reino Vegetal aprende a usar a energia vital para formar órgãos de grande tamanho, pela agregação das células e iniciar a multiplicação sexuada.
j) No Reino Animal, pela fixação dos instintos de procriação e proteção, aprende a mônada os rudimentos da Caridade, aprendendo a amar sua prole e ainda a manutenção da espécie.
k) Depois de milhões de anos neste processo de desenvolvimento, passamos então por um estágio de Proto-Espíritos, no plano espiritual, para então estarmos preparados para o Reino Humano;
l) É claro que essas explicações são muito sucintas e incompletas, mas elas ajudam a dar uma pequena visão do majestoso processo que Deus criou para que:
m) Desenvolvêssemos nossa força criativa, aprendendo a criar formas cada vez mais complexas;
n) Preparásse-nos para que daqui a miríades de aprendizados possamos como gênios siderais, formar planetas, sistemas estelares, galáxias e ao nos divinizarmos, universos e infinitas criações…!
o) Eis o que é, de maneira ainda incompleta, a Lei da Reencarnação ou Corporificação:

p) Sem aprendermos a manipular a matéria para nosso aprendizado, não será possível fazê-lo para o aprendizado dos outros;
q) Pois só assim nos tornaremos gênios siderais;
r) Apesar de imperfeitos, temos a Lei de Causa e Efeito e a Consciência gravadas em nossa mente;
s) Elas são perfeitas e nos ensinam a saber onde erramos e como corrigir;
t) Perfeitas também são as Intocáveis Verdades Espíritas, de cujo conjunto citamos apenas algumas, porém suficientes para nos mostrar os erros contidos na Doutrina e levar-nos a corrigi-los.

[1] Preferimos usar o termo EGO como sendo o “Espírito propriamente dito” de Kardec. Isso porque ao dizer Espírito, somente, poderíamos gerar confusão com o Espírito desencarnado, mas ainda com o corpo espiritual, semi-material. Já o Ego, por sua semelhança com Deus, é imaterial e não possui em sua essência nada de material.

Leia também

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: