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Erros de Allan Kardec: por que é importante corrigi-los?

Enviado por on 31/05/2015 – 22:46 4 Comentários
CC/GollyGForce

Com todos os seus dogmas e afirmações mitológicas sobre Deus, qual religião seguidora de Jesus, pode, na atualidade, afirmar-se realmente Cristã? Será que o Espiritismo pode?

CAPÍTULO 3
(leia os capítulos anteriores)

Vamos, mais uma vez, pedir ajuda a Allan Kardec, que assim escreve no capítulo X da primeira parte no livro “O Céu e o Inferno”, também da Codificação Espírita:

“Sim, o Cristo é o Messias divino e a sua palavra é a verdade. Sim, a Religião fundada na sua palavra será inabalável, mas com a condição de seguir e praticar os seus sublimes ensinamentos e de não fazer do Deus justo e bom que ele nos deu a conhecer um Deus parcial, vingativo e impiedoso.” (Grifo nosso)

Esta afirmação foi feita por Kardec após profunda análise histórica e filosófica dos conceitos sobre céu e inferno, tanto da Mitologia, quanto das religiões ditas Cristãs. Este critério deve servir, portanto, para a própria Doutrina Espírita. Assim, ela deve satisfazer estas condições para poder se dizer inabalável.

Se a verdade de Jesus é vinda diretamente de Deus, tal verdade tem que ser perfeita.

Logo, tudo o que as religiões Cristãs ensinam de errado não foi ensinado por Jesus, mas pelos homens. Eis porque o Mestre afirmou: “Toda a planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada pela raiz” (Mateus 15:13).

Ou seja: a Religião verdadeira só poderá ser aquela que somente ensinar a verdade.

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A Doutrina Espírita tem tudo para ter uma característica religiosa inabalável, mas como mostraremos com poucos exemplos, ela ainda não tem.

O Livro dos Espíritos

Vejamos um primeiro exemplo do quanto o preconceito cultural francês influenciou Kardec tanto em suas análises, quanto na estruturação da Codificação. Também o quanto a cultura social e religiosa da época interferiu no comportamento anímico dos médiuns, que trabalharam com ele nesse projeto.

No item 10 da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, em “O Livro dos Espíritos”, lemos:

“Julgar a questão dos Espíritos por esses fatos seria tão pouco lógico, como julgar o caráter de um povo pelo que se diz e se faz numa reunião de alguns estabanados ou gente de má fama, a que não comparecem os sábios e nem as pessoas sensatas. Os que assim julgam estão na situação de um estrangeiro que, chegando a uma grande capital pelo seu pior arrabalde, julgasse toda a população da cidade pelos costumes e a linguagem desse bairro mesquinho.

No mundo dos Espíritos há também desníveis sociais; se aquelas pessoas quisessem estudar as relações entre os Espíritos elevados ficariam convencidos de que a cidade celeste não contém apenas a escória popular.”

É caridoso e justo dizer que nos bairros pobres há apenas a escória popular?

Se assim for, Jesus fez tudo errado quando esteve entre nós. Ele nunca os tratou com desprezo e muito menos os evitou. Pelo contrário, sempre os procurou.

Quem errou: Jesus, que sempre os procurou, ou Kardec, que os considerou desprezíveis?

Jesus, para quem os sãos não precisavam de médico, ou Kardec, para quem os sábios e pessoas de bom senso não se misturavam com os pobres, estabanados ou gente de má fama?

Será que Jesus se enganou tanto, ou o engano foi de Kardec?

Com a palavra o leitor.

O Céu e o Inferno

Na segunda parte, capítulo IV de “O Céu e o Inferno” (Espíritos Sofredores), Kardec cita uma longa mensagem ditada pelo Espírito Jorge, da qual destacaremos apenas o último parágrafo:

“Retribuem-lhe outros Espíritos o mal que fez; castigado, confuso e escarnecido, por sua vez vagueia e vagueará até que a divina luz o penetre e esclareça, mostrando-lhe o Deus vingador, o Deus triunfante de todo a mal, e ao qual não poderá se apaziguar senão à força de expiação e gemidos.” (Grifo nosso)

Ao que Kardec comenta, em nota:

“Nunca se traçou quadro mais terrível e verdadeiro à sorte do mau: será necessário a fantasmagoria das chamas e das torturas físicas”? (Grifo nosso)

Logo após afirmar o que deve ser uma religião inabalável, Kardec aceita a mensagem do Espírito Jorge e a publica no livro, afirmando ser verdadeiro tal quadro. Diz o Espírito Jorge que a divina luz, quando penetra e esclarece alguém, mostra “o Deus vingador”: espere aí!

a) Deus nos penetra com sua divina luz para nos mostrar que é vingador?

b) Aqui Kardec claramente errou, pois acabara de dizer que isso contraria os ensinos de Jesus;

c) E contraria mesmo, pois, como veremos, os atributos de Deus impedem que ele seja vingador;

d) Ou será que Jesus cometeria o inominável erro de querer que fôssemos melhores que Deus, quando nos ensinou a perdoar?

e) Jesus, como Espírito perfeito, não pode errar. Ele, portanto, jamais iria querer que fôssemos melhores que Deus;

f) Se não devemos nos vingar, já que isso seria um ato de maldade que nos tornaria pior que os que nos fizeram o “mal”, ao ser vingador Deus seria pior que nós;

g) E então não poderia ser Deus;

h) A não ser que aceitemos nosso Pai como um Deus demoníaco. Estaria certa a Mitologia?

Pedimos que o amigo leitor raciocine conosco:

a) Não errou Kardec ao endossar tão absurdas afirmações do Espírito Jorge, concordando com a visão demoníaca de Deus e de todos os que assim o enxergam?

b) Quanto a estas outras visões do Cristianismo, podemos até compreender, já que baseiam suas Teologias na Mitologia, e não no Evangelho;

c) Mas a Doutrina Espírita, cuja grande missão é restabelecer o Evangelho em toda sua pureza, bem como completá-lo, “dá para engolir”?

Para sacramentar o Deus demoníaco, arremata o Espírito Jorge:

“(…) e ao qual não se pode apaziguar senão à força de expiação e gemidos.”

Ao que Kardec confirma:

“Nunca se traçou quadro mais horrível e verdadeiro à sorte do mal (…)”

Espere aí, Kardec:

a) Apaziguar Deus?!

b) Será que Deus poderia ficar irado, nervoso ou decepcionado?

c) Onde ficam todos os seus atributos: a suprema bondade, a suprema Caridade, a suprema tolerância, o supremo amor, a suprema sabedoria e a suprema justiça?

d) Há algum sentido em aceitar como verdadeiro um Deus que é pior que todos os demônios, só porque um Espírito afirmou?

e) Onde fica o Deus Amor, o Deus Consolador de Jesus?

f) E a tão importante análise de toda comunicação que recebemos, onde fica?

Este trecho de “O Céu e o Inferno”, por si só, já demandaria a correção de alguns pontos de vista da Doutrina Espírita. Ao trocar os demônios pelo Deus demoníaco, continuaríamos deixando-o imperar entre nós; e então a Doutrina perderia seu sentido.

Sem renovar a ideia errada de Deus que vem sendo pregada há séculos pelas religiões ditas Cristãs, em vez de restaurar a verdade pura da Boa Nova de Jesus, o Espiritismo repetiria tudo o que já aconteceu.

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Perguntamos ainda: qual o Centro Espírita com razoável conhecimento doutrinário não acolheria a visão do tal Espírito com parcimônia, esclarecendo-o para a misericórdia de Deus em vez de atribuir-lhe um retrato verdadeiro do destino de quem não pratica o bem? Ainda em “O Céu e o Inferno”, outras passagens podem levar a conclusões semelhantes. Na segunda parte, capítulo VII (Espíritos Endurecidos), Kardec titula o texto como “Castigo pela luz”. Só esse título já merece análise. Diz o codificador:

“(…) mostrando na situação deste infeliz uma nova fase do castigo que espera o culpado. (…) Quererá isso dizer que escapassem à punição? De maneira nenhuma; é porque a justiça de Deus se faz sob todas as formas, e o que a uns- causa alegria, é para outros um tormento.”

Diz Erasto, ao comentar o mesmo caso, no segundo parágrafo de seu comentário:

“Aí está uma das circunstâncias rudes desse castigo espiritual (…) uma vez que seria alegria e consolo para o sábio, se transforma em punição infamante e contínua para o perverso (…). Castigo tremendo, dor horrível, a debater-se consigo para se desvencilhar de si mesmo, porque essa é a lei suprema para além da Terra.”

Basta ter olhos de ver e analisar o texto de acordo com os Atributos de Deus.

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Para concluir esta nossa primeira análise, incluímos uma passagem de uma das principais obras da Codificação Espírita, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. No capítulo IX (Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos), Kardec publica uma mensagem do Espírito Lázaro datada de 1863 chamada “Obediência e Resignação”. Vamos ao texto, em que Lázaro diz:

“O poltrão não pode ser resignado, assim como o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. (…) Infeliz do Espírito preguiçoso, daquele que fecha o seu entendimento! Infeliz, porque nós, que somos os guias da humanidade em marcha, o chicotearemos, e forçaremos a sua vontade rebelde, com o duplo esforço do freio e da espora.” (Grifo nosso)

Nota: A primeira frase, o poltrão(…) se encontra no primeiro parágrafo, o restante no segundo e último parágrafo.

Analisemos:

a) Que tipo de “guias da humanidade” são esses, que não respeitam a Lei do Livre-Arbítrio, forçando a vontade dos Espíritos em sofrimento?

b) Os “guias da humanidade” qualificariam Espíritos sofredores como poltrões (cavalos) que precisam de esporas no lombo?

c) Não são tais irmãos os mais doentes e que mais precisam de nosso amor e compreensão?

d) Como um Espírito que se inclui entre os “guias da humanidade” pode ser tão destituído da Caridade, ao falar assim daqueles que mais sofrem?

e) Por ser figurativa, a expressão se torna ainda pior em sua agressividade, pois ocorre no plano moral;

f) Essa expressão contraria tudo o que o Divino Mestre ensinou e exemplificou.

O contrassenso só aumenta ao notar que tal mensagem foi publicada em uma obra de cunho absolutamente moral como “O Evangelho Segundo o Espiritismo”; e fala que Espíritos elevados “chicoteiam” ou usam “freio e espora” em um capítulo intitulado “Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos“.

O fato de Kardec ter deixado passar um erro tão evidente em nada o desmerece. Apenas nos mostra que ele podia sim se enganar, como ficou provado nestas passagens.

Cabe a nós deixar a preguiça de lado, não nos encostarmos em Kardec fazendo-o de mito, e corrigirmos os erros de nosso genial codificador toda vez que apareça algum, além de torná-los públicos, pois é fundamental que tenhamos a necessária humildade para reconhecer que a Doutrina Espírita contém sim erros, já que não se trata de um ato pessoal, mas de interesse de toda uma coletividade.

Dentro de um mínimo de lógica e raciocínio, perguntamos ao caro leitor:

a) Sem essa atitude, como restabelecer os ensinos de Jesus em toda sua mansidão e pacifismo?

b) Em que ponto, dentro do conceito de Fé Racional, estaríamos errando em querer corrigir passagens da Codificação que contém erros de Allan Kardec ou dos médiuns que o assistiram?

c) Não é exatamente isso que determina a Fé Racional: onde há erros, corrija-se?

d) Não foi por isso que Kardec, no sentido de tornar a Doutrina Espírita perfectível, mas não perfeita, criou tão perfeito postulado?

e) Não estaremos esquecendo todos os alertas de Kardec sobre isso?

f) Não estaríamos, alguns de nós, com o intuito de manter o comodismo da inércia, fazendo de Kardec um mito infalível, e nos acomodando ao trabalho que ele iniciou?

g) Ou ainda fazendo com a Doutrina Espírita o que fizeram com o Evangelho?

h) Devemos engessar nossa doutrina, cuja característica é eminentemente dinâmica e evolutiva, transformando a Codificação em uma nova Bíblia?

O maior “mal” que podemos fazer para o Evangelho e para o Espiritismo, é transformar Kardec em mito, estagnando a Doutrina. E ainda há quem queira negar, sem a demonstração de fatos, que não haja um forte sincretismo Católico-Espírita.

Sem falsa humildade, mas com muita sinceridade, pedimos, por favor, que nos mostrem onde estamos errando. E fazemos isso pelo profundo amor que dedicamos a Jesus, ao Espiritismo e a Kardec.

Para nós seria catastrófico ver nossa Doutrina tomada pela Mitologia, como as outras religiões, por causa de nosso comodismo e nosso orgulho.

Sabemos que com Jesus e o Espírito da Verdade no leme da Terra e de nossa Doutrina, isso não acontecerá. Mas acreditamos que cada um de nós tem sua contribuição a dar.

Estruturar qualquer doutrina em bases falsas nunca pode resultar em coisa boa. Se a Doutrina Espírita deve trazer de volta em sua pureza o Evangelho de Jesus e ainda o complementar, ela não pode conter falsas verdades ou erros. Mesmo que em pequena escala.

Nas próximas páginas, caro leitor, procuramos empreender um pequeno esforço, se comparado ao do próprio Allan Kardec e de tantos estudiosos e praticantes do Espiritismo, em abrir nossos olhos para os erros contidos na Codificação Espírita, buscando compreender suas causas e analisando-os com o prumo seguro que o próprio codificador nos deixou: os Atributos de Deus e a Fé Racional.

Esperamos que este caminho de reflexão e aprendizado possa nos reaproximar do Deus Amor e da paz que Jesus legou a todos os homens de boa vontade, e que almejamos alcançar na trilha do novo Mundo de Regeneração.

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4 Comentários »

  • Alexandre disse:

    Confesso que me surpreendi ao ver essa e outras páginas dedicadas a esse tema: – erros de Kardec.
    Sou de família espírita e tenho contato com a Doutrina desde a mais tenra idade, iniciado nas aulas de evangelização infantil, prosseguindo até a vida adulta, pelo menos até os 25 anos.
    Mais tarde me afastei da vida religiosa. Recentemente retornei, e estou lendo o pentateuco espírita.
    Confesso aqui, com tristeza imensa, a minha decepção com as incoerências, erros e confiança quase infantil, beirando a presunção e petulância por parte do codificador. Sempre o pus em um pedestal e sempre que alguém criticava algum escrito espírita, defendia que os erros estavam nas outras obras, mas nunca nas de Kardec. Hoje, com 40 anos de idade, lendo essas obras de forma compenetrada, sem a interpretação ou a “forma mastigada” que as tinha recebido até então, pude ver muitas coisas que me entristeceram. Por trás dessa obra, sem dúvida magnifica, havia um homem eivado de preconceitos.
    Estou num momento delicado da minha vida e busquei na leitura de Kardec o “Consolo” da tal “Doutrina Consoladora”, mas digo que por pouco não petrifiquei meu coração para a religião. Continuarei a minha leitura, até por curiosidade (quero ver se há outras excrecências na obra) mas confesso que hoje creio que, havendo ou não mundo espiritual como ensinado no kardecismo, devo, verdadeiramente, me ater aos ensinamentos do Cristo. Crer em Deus. Na doutrina espírita, posso buscar a força que contém os ensinamentos sobre caridade, por exemplo. Como disse Kardec, fora da caridade não há salvação. O espiritismo está longe de ser uma panacéia e muito menos é a terceira revelação prometida. Os erros são pavorosos!

    • Prezado Alexandre,

      Eu, Rosino Caporice, autor do livro “Kardec (em Espírito) Corrige ‘O Livro dos Espíritos'”, estou aqui trocando ideias com você.

      Permita-me dizer que você não deve ficar tão decepcionado com sua atitude, pois só aos 70 anos vi e decidi, juntamente com meu grupo de trabalho, escrever o livro acima.

      E não são só as obras de Kardec, mas as do nosso Chico, e outros autores, têm pontos questionáveis.

      Tudo, como bem explica o livro, como consequência do animismo cultural, que manteve a imagem do Deus terror por milênios. (Estamos colocando o livro no blog, você tem acompanhado?).

      O próprio Kardec nos ajudou muito no esclarecimento de muito erros. E o fez sob a orientação do Espírito da Verdade.

      Os espíritas se enganaram muito, entre eles eu, ao achar que somente uma revelação seria capaz de nos trazer Jesus de volta. A Doutrina Espírita é somente uma transição, que iniciou o caminho que nos tirará do Deus terror, levando-nos ao Deus Amor.

      Muitos outros acontecimentos começam a ocorrer e continuarão acontecendo, até chegarmos a uma realidade muito mais verdadeira sobre Deus. O DEUS AMOR.

      E nossos companheiros espirituais (que existem sim pois se você ler o livro, verá com clareza que eu não poderia ter feito tudo sozinho), tem nos dito, aquilo que você tão bem deduziu: todo o futuro de nossa Terra será baseado na CARIDADE como lei social e nunca religiosa.

      Alexandre, nós não temos dúvidas de que mais dia, menos dia, a Caridade provará que só Ela pode ser a SOLUÇÃO.

      E com ela, nunca precisaremos de religião, mas de nossa atitude, que fará de nossos corações um templo para Deus. A verdadeira religião não está nas igrejas ou nos centros espíritas, mas em nossos corações repletos de Caridade.

      Permita-me discordar de você, mas a Dourina Espírita é sim a terceira revelação.

      O problema não está nela, mas em nós espíritas, que tivemos a pretensão de fazer dela muito mais importante do que realmente é. Transformamos Kardec um verdadeiro papa medieval, inquestionável, e a Codificação na Bíblia espírita, quando o codificador, numa atitude muito mais sábia, nos legou a Fé Racional e estabeleceu como eixo de qualquer doutrina verdadeira os Atributos de Deus, que temos usado para rever a própria Codificação.

      E isso nos cegou para os erros tão claros contidos nos livros da Codificação.

      A meu ver, se há algo de absoluta importância, é a vinda de Jesus.

      Porém, veja o que fizemos com ela!

      Agora que você já sentiu o problema, procure novas orientações, entre elas o livro e outros artigos em nosso blog. Você encontrará sim mais erros em todas as obras do Pentateuco Espírita.

      Temos certeza que a nova visão da espiritualidade trará a você, não o consolo, mas a certeza no amor de Deus por nós, além da volta da confiança em você mesmo, que é a única coisa que você está realmente precisando neste momento.

      Quem tem a coragem de escrever o que você escreveu, tem que ser forte. O que está acontecendo, é sua revolta em ter se sentido enganado por tanto tempo.

      Leve isso tudo como um aprendizado, recupere a confiança em você vá em frente, que o Deus Amor te espera.

      Conte sempre conosco e um grande abraço.

      Rosino Caporice e Equipe do Blog

  • adriano disse:

    Sempre vi a Codificação como verdade tbm e agora? Mas faz bastante sentido mesmo isso, estou meio confuso. E o CUEE (Controle Universal do Ensino dos Espíritos)?

    • Caro Adriano
      Acredite, mas você não está sozinho. Até nós ficamos meio confusos quando recebemos explicações do porquê fazer o livro. Porém, analisando pela Fé Racional e pelos Atributos de Deus ficamos tranquilos e com enorme vontade de levar o trabalho adiante, pois percebemos o potencial de esclarecimento.
      Como está explicado no livro, é muito necessário evitarmos mitificar quem quer que seja, pois no mínimo nos levará a deixarmos aos mitos os trabalhos que devemos fazer. E isso só cria complicações para nós.
      Com tudo isso, nós do Blog conquistamos uma felicidade importante: perceber que tudo evolui, e o que é bom em um determinado momento, com a evolução deixará de ser, muito embora o mérito do passado jamais deixe de existir. Sem o degrau do passado, não conseguiríamos fazer o degrau do presente.
      Assim, de degrau em degrau, chegaremos à perfeição e a Deus.
      Quanto ao chamado CUEE (Controle Universal do Ensino dos Espíritos), se você considerar que os próprios Espíritos comunicantes possuem um animismo cultural, ou seja, uma maneira de enxergar a vida, verá que é possível sim que o espírito da época tenha influenciado a obra em algumas das passagens que citamos. Nosso livro tem um capítulo completo sobre isso: A influência cultural dos Espíritos comunicantes.
      Porém, e principalmente, caro Adriano, corrigir alguns detalhes não implica desacreditar —ao contrário, existe muito mais êxito e acerto na obra de Kardec, a qual respeitamos tanto. Corrigir sigifnica seguir a orientação do Codificador: usar sempre a Fé Racional.
      Um grande abraço,
      Equipe do Blog

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