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Espírito da Verdade explica animismo na obra de Chico

Enviado por on 15/12/2015 – 13:57 2 Comentários
Reprodução

Na semana anterior, vimos que a cultura e a condição evolutiva dos Espíritos comunicantes é também uma forma de animismo que afeta a comunicação mediúnica. Sabendo disso e dos planos de Jesus de difundir a Doutrina Espírita em solo brasileiro, ficou fácil entender como o animismo dos Espíritos comunicantes afetou a obra de Chico Xavier —e isso só engrandece a obra do médium mineiro.

CAPÍTULO 15
(leia os capítulos anteriores)

154. Falar sobre erros na obra psicografada por Chico Xavier não é menosprezar sua magnífica mediunidade?
a) Baseados nas reações iniciais que tivemos com a correção da Doutrina Espírita (resistência e mesmo rejeição do trabalho), resolvemos fazer esta mesma pergunta ao Espírito da Verdade;
b) Segundo ele, para quem cria uma ideia fixa que leva a venerar Chico Xavier mais que o próprio Allan Kardec, pode parecer sim menosprezo;
c) Porém, para quem procura analisar os fatos dentro de um contexto lógico e racional, verá que não;
d) Chico sempre afirmou que o telefone toca do plano espiritual para o lado dos encarnados;
e) Em sua real humildade, ele estava afirmando que tudo o que escrevia provinha dos Espíritos e não dele; o que era a mais pura verdade, respeitando, contudo, a interferência anímica;
f) Segundo o Espírito da Verdade, Chico foi a reencarnação do próprio Kardec, tendo, portanto um excelente preparo para a tarefa que executou;
g) Em nenhum momento houve interferência anímica suficiente de Chico para desvirtuar as comunicações;
h) O que houve foram explicações inadequadas por parte dos Espíritos comunicantes;
i) Por fim, explicou-nos o Espírito da Verdade que tais ideias, hoje inadequadas, só estão nos livros pelo grande grau de fidelidade de Chico Xavier;
j) Tal explicação, a nosso ver, só atesta a excelência da mediunidade de Chico, e não a diminui.

155. Mas então o que o Espírito da Verdade tem a dizer sobre a razão de deixar que tais ideias chegassem até nós desta forma, aqui no plano físico? Foi por causa do tal freio do medo?
a) Segundo o Espírito da Verdade, era necessário criar situações favoráveis à aceitação da Doutrina Espírita no plano físico, principalmente pelos Católicos;
b) Isso porque se sabia, nos planos mais elevados, da insatisfação generalizada que estava se iniciando com as explicações e o comportamento do clero católico: um comportamento radical demais para um povo tão amante da liberdade, como o brasileiro;
c) Jesus calculou tudo muito bem, como não poderia deixar de ser, ao unir brancos, negros e indígenas para a formação do animismo cultural brasileiro;
d) Diante deste cenário, disse-nos o Espírito da Verdade:

“As obras de André Luiz (Espírito) foram psicografadas por Chico Xavier nas décadas de 30, 40 e 50 do século passado, quando mais de 90% da população brasileira era Católica e, a influência desta Igreja era muito forte.

O Espiritismo além de pouco conhecido, era perseguido por essa mesma Igreja.

De forma alguma podemos agredir quem nos agride, então o melhor é explicarmos o que somos a eles, de maneira simples a acessível ao seu modo de ver a vida.

Entendemos que a melhor maneira de chegar a isso era deixar que Espíritos ainda muito ligados ao animismo católico, mas que já haviam se esclarecido dentro das realidades espirituais, viessem trazer todas essas informações, pelos livros, aos Católicos que estavam ansiosos por esclarecimento.

Daí a enorme necessidade da fidelidade mediúnica de Chico Xavier.

Ao mesmo tempo sabíamos que, paulatinamente, os Católicos iriam adquirir simpatia pela nossa doutrina. Pois sabíamos também que, diferentemente do Católico do Velho Mundo, o brasileiro era, e é, bem mais flexível a tais aprendizados, pois haviam reencarnado a pedido de Jesus com a necessária predisposição.

É por tudo isso que hoje, de acordo com os planos de Jesus para o Evangelho, o Brasil, além de ser o mais populoso país Católico do mundo, é também o mais populoso país Espírita do planeta.

Não se conquista adeptos sinceros criticando seu comportamento, ou aquilo em que acredita, mas, mostrando que há algo melhor.

Por isso mostrar a verdade espiritual, tendo como pano de fundo as crenças já existentes.

Por isso também a necessidade da presença direta de Kardec e de mim na correção dos erros contidos na Codificação. Pois não se trata mais de conquistar adeptos, mas de um trabalho bem mais difícil, que é o de acabar com a ideia fixa de muitos espíritas, que além de distorcerem esta mesma Codificação, estão, pelo seu radicalismo, criando inúmeras seitas Espíritas, como se cada Centro e cada Federação fosse uma Doutrina por si só.

Nem Jesus, nem eu, permitiremos que tal aconteça.

A Revelação Espírita completa e realmente Consoladora, nas seis fases que planejamos, tem sua estruturação nos Postulados Espíritas, que inspiramos para que fossem repetidos e explicados neste livro, e que são perfeitos. Perfeitos, porque colocados a Kardec diretamente por nós, juntamente com a Fé Racional.

E este é o roteiro que colocamos a todos que sincera e humildemente queiram avaliar este trabalho.

Todo sentido para tal comportamento dos espíritas deixou de existir, a partir do momento em que entramos no Ciclo de Regeneração.

Não nos esqueçamos que o mais repreensível comportamento que podemos ter é deturparmos as coisas do Pai, em função de nosso orgulho.

A Revelação Espírita não precisa dos que a queiram defender para satisfazer seu orgulho, mas sim suas verdades.”

O ESPÍRITO DA VERDADE

Aproveitamos para reproduzir a lição 72 do livro “O Espírito da Verdade”, de Emmanuel, psicografado pelo próprio Chico Xavier. A lição chama-se Sem Idolatria e tem por epígrafe o seguinte trecho de Paulo (I Coríntios, 10:7): “Não vos façais, pois, idólatras…”

“Núcleos religiosos de todos os tempos e mesmo certas práticas, estranhas à religião, têm usado a idolatria como tradição fundamental para manter sempre viva a chama da fé e o calor do ideal.

O hábito vinculou-se tão profundamente ao espírito popular que, em plena atualidade, nos arraiais do Espiritismo Cristão, a desfraldar a bandeira da fé raciocinada, às vezes ainda encontramos criaturas tentando a substituição dos ídolos inertes pelos companheiros de carne e osso da experiência comum, quando chamados ao desempenho da responsabilidade mediúnica.

Urge, desse modo, compreendermos a impropriedade da idolatria de qualquer natureza, fugindo, entretanto, à iconoclastia e à violência, no cultivo do respeito e da compreensão diante das convicções alheias, de modo a servirmos na libertação mental dos outros, na esfera do bom exemplo.

A advertência apostólica vem comprovar que a Doutrina Cristã, em sua pureza de fundamentos, surgiu no clima da Galileia, dispensando a adoração indébita, em todas as circunstâncias, devendo-se exclusivamente à interferência humana os excedentes que lhe foram impostos ao exercício simples e natural.

Assim, proscreve de teu caminho qualquer prurido idolátrico em torno de objetos ou pessoas, reafirmando a própria emancipação das algemas seculares que vêm cerceando o intercâmbio das criaturas encarnadas com o Reino do Espírito, através da legítima confiança.

Recebemos hoje a incumbência de aplicar, na edificação do bem desinteressado, o tempo e a energia que desperdiçávamos, outrora, à frente dos ídolos mortos, de maneira a substancializarmos o ideal religioso, no progresso e na educação, prelibando as realidades da Vida Gloriosa.”

Disse-nos ainda o Espírito da Verdade:

“Completando Emmanuel, vamos recordar que nem a Deus devemos idolatrar, já que pela sua suprema Humildade, ele não é superior a nós, conforme explicado antes. Imagine qualquer outra idolatria!”

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2 Comentários »

  • Lucas Bosco disse:

    Olá companheiros!

    Muito interessante essa abordagem sobre o animismo “espiritual”.

    Pessoalmente, entendo que Chico Xavier possa ter interferido animicamente no trabalho mediúnico, pois é muito comum a sobreposição de ideias na comunicação mediúnica.

    Alguns críticos acusam Chico Xavier de plágio, mostrando os textos semelhantes das obras psicografadas em relação ao material que já existia.

    Entendo que a análise é mais complexa, sobretudo ao considerar as características da vida do Chico.

    O que vocês acham sobre essas críticas?

    Abraço fraterno

    • Equipe do Blog disse:

      Caro Lucas,
      O animismo é sempre presente em toda e qualquer comunicação, nunca existiu e nunca existirá médium sem animismo, nem mesmo nosso Chico. O animismo é todo o conteúdo dos conhecimentos que adquirimos em nosso processo evolutivo, que fica gravado em nossa mente. Tudo o que ouvimos, tudo o que dizemos, tudo o que lemos fica gravado em nossa mente.
      Assim, um escritor constante como o Chico dificilmente conseguiria escrever tantas obras sem usar tais conhecimentos. Aliás, foi isso que permitiu ao Chico usar conhecimentos de anteriores encarnações, incluindo a do Padre Anchieta e de Allan Kardec. Chamar isso de plágio não tem nenhum sentido.
      Precisamos entender em definitivo que, seja qual for a língua em que o médium está inserido, a nossa mente, que é espiritual, sempre irá ler a forma do pensamento, e não as palavras.
      É por isso que o pensamento, como Kardec tanto afirmou, quanto aos espíritos, é a “linguagem” universal.
      Lógico é, que quem não tem ainda em sua mente o conhecimento do significado da forma que aquele pensamento expressa, não conseguirá traduzi-lo.
      Um grande abraço e obrigado por entrar em contato.
      Fique a vontade para enviar-nos suas dúvidas.

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