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Os atributos de Deus e nossa nova forma de ver o mundo

Enviado por on 29/02/2016 – 07:51 2 Comentários
Karl Ludwig Poggemann/CC

Cada pensamento coloca nossa usina mental em funcionamento, criando ambientes vibratórios ao nosso redor. Se acreditamos que Deus é igual a nós, julgando e punindo, criaremos isso ao nosso redor —e também em nossa consciência, fazendo com que cumpram-se as palavras de Jesus: seremos julgados conforme julgarmos. Por isso é tão importante rever nossa ideia sobre Deus, para que possamos nos corrigir pelo amor, e não pelo sofrimento. Só assim vamos extinguir da Terra toda a dor.

CAPÍTULO 18
(leia os capítulos anteriores)

181. Isso tem algo a ver com o Sincretismo Espírita?


a) Muito! Pois, como já vimos, Kardec nos mostrou que a melhor maneira de sabermos sobre Deus é analisando seus atributos;
b) E como também vimos, a forma Católica de ver Deus e também a Espírita contrariam os atributos de Deus;
c) Nosso Pai não julga, não castiga, não pune, jamais humilha, não privilegia, não comanda exércitos, nunca se vinga e em momento algum de sua eterna existência permite que alguma injustiça aconteça, além de muitas outras coisas;
d) Então, qualquer doutrina ou religião que afirme que Deus faça uma só dessas coisas está errada nessa afirmação, e precisa ser corrigida.

182. Com isso posso entender que a forma com que penso em Deus gera o modo como minha consciência reage aos meus atos?
a) Pelo que estudarmos no capítulo sobre os sincretismos espíritas, você verá que sim;
b) É preciso não esquecer que nós, como Egos (Espíritos propriamente ditos), jamais deixamos de pensar;
c) E cada pensamento coloca nossa usina mental em funcionamento, criando fatos exatamente de acordo com tais pensamentos;
d) Então, se pensamos que Deus é igual a nós, julgando e punindo, nossa mente irá criar em nosso entorno ambientes fluídicos (formas-pensamento) rigorosamente iguais àquilo que pensamos;
e) Ou seja: ambientes preparados para punir;
f) Logo, não é Deus que cria estes ambientes, mas nós mesmos, de acordo com aquilo que sentimos;
g) Se desejarmos a punição de quem comete erros, que a pessoa sofra o mesmo que fez, sobrepomos nosso orgulho à nossa consciência;
h) Sabendo como nos orientar por sua perfeição em analisar a Lei de Causa e Efeito, para nos mostrar o erro, nossa consciência irá agir conosco da mesma maneira;
i) Ao contrário, se orarmos por tais pessoas, pedindo a Deus que os ajude, alinhamos nossa mente e nossa consciência à Lei de Causa e Efeito, tornando-as capaz de compreender nossos erros e os dos outros;
j) Isso direciona nossa mente a acreditar que quem erra pode corrigir-se pelo amor, e não pelo sofrimento, induzindo-a, também, a agir da mesma forma conosco;
k) Por isso, como disse nosso Mestre Jesus, seremos julgados como julgamos;
l) Como vemos, não é nosso Pai que cria todas essas condições de sofrimento, mas nossas próprias atitudes em julgar nosso próximo e a nós mesmos (lembra do sentimento de culpa?).

183. Isso quer dizer que se só pensarmos no bem e agirmos pelo bem, só criaremos ambientes de amor em torno de nós?
a) E você iria querer que fosse diferente?
b) Se nosso Pai, seja qual for nossa condição, sempre nos ama, mesmo quando estamos fazendo as piores atrocidades, criando sempre condições de nos corrigirmos, sem nunca nos castigar, imagine então quando fazemos o bem!
c) E tem mais: como já falado, só pela prática do bem podemos corrigir nossos males;
d) Pois da mesma forma que ensinamos nossa consciência a avaliar pela ideia que temos do mal, é preciso ensiná-la a avaliar pelo bem; e para isso temos que pensar no bem e fazer o bem.

184. Quer dizer então que esta é a razão de existirem planetas de Expiação e Provas?

a) Sem dúvida nenhuma;
b) São os planetas de Expiação e Provas que fornecem as condições de nos corrigirmos de acordo com aquilo que pensamos de nosso próximo, e também como agimos conosco e com eles.

185. Ora, isto prova que não faz sentido sentir culpa. Quando me sinto culpado, continuo pensando no “mal” que fiz. Não penso no bem. Isso significa que não estou corrigindo o “mal” feito?
a) Não só deixa de corrigir como piora sua situação, por continuar pensando no “mal”;
b) E para corrigir é preciso pensar no bem a ser feito para isso;
c) E aqui entra a diferença entre remorso e culpa.

186. Mas remorso é diferente de culpa?
a) Sim! Remorso é um mal-estar natural que me avisa que estou errando. É um alerta;
b) É o efeito do instinto de preservação adquirido nos reinos vegetal e animal;
c) Sendo, assim, um fenômeno natural, que pode impedir que o erro continue ou se repita.

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187. Então o sentimento de culpa não é natural?
a) O sentimento de culpa é um efeito daquilo que queremos para nosso próximo;
b) Se quisermos que ele seja castigado, punido, que sofra tudo aquilo que fez, quando fizermos algo parecido, ficaremos com medo de passar pelos mesmos castigos;
c) O sentimento de culpa tem a ver com a cobrança: aplicamos a nós a mesma cobrança do “olho por olho” que fazemos aos outros;
d) Tudo isso por causa dessa ideia errada de um Deus que pune, castiga e outras coisas mais.

188. E aqueles que não sentem remorso e nem culpa?
a) Estas pessoas são aquelas cujo sentimento de egoísmo e orgulho é tão forte que bloqueia a ação do instinto de preservação;
b) Faz com que se achem seres privilegiados que estão acima do bem e do mal;
c) São de tal forma viciados na prática do “mal” que se entregam totalmente aos prazeres que o “mal” que fazem lhes proporciona;
d) Esse é o pior dos vícios, e o mais difícil de corrigir, requerendo remédios bastante amargos;
e) No fundo, estes são sempre os doentes morais mais graves;
f) Só dores muito intensas, que lhes causem grandes incômodos, farão com que eles despertem;
g) Mais uma vez aqui a necessidade dos Planetas de Expiação e Provas.

189. Agora entendi a influência do Animismo Cultural baseado na ideia que fazemos de Deus!
a) Sim. Tal ideia é muito importante, pois interfere com muita força em nosso modo de pensar;
b) Daí a urgente necessidade de mudar as ideias sobre Deus para criar um animismo cultural mais próximo ao que nosso Pai é de verdade;
c) Esta mudança vai nos proporcionar melhores condições para que evoluamos com menos ou até nenhuma dor;
d) Eis por que também uma parte de nossa humanidade não poderá ficar aqui neste novo Ciclo de Regeneração.

190. Muito embora você já tenha explicado isso, fica novamente a impressão de que precisamos do “mal” para aprender…
a) Nosso Pai não precisa do “mal” para nos ensinar, pois ele possui infinitos recursos;
b) Por sua onisciência, Deus sabe quem vai ou não precisar conhecer a existência do “mal” para aprender de forma mais rápida;
c) Ele sabe também quem irá praticar ou não o “mal” quando tomar conhecimento dele;
d) Felizmente, a maioria deixará de praticar o “mal” ao conhecê-lo.
e) Só que, sem tal conhecimento, tais pessoas iriam praticar o “mal”;
f) Então, conhecer as consequências do “mal” é a prova que precisarão passar para não praticá-lo;
g) Vamos lembrar que se ninguém, jamais, praticasse o “mal”, não haveria necessidade de conhecer suas consequências, pois só o bem existiria e não haveria tais consequências;
h) Mas a realidade mostra que o “mal” existe por causa do livre-arbítrio;
i) Porém, só em planetas de Expiação e Provas é que existem males com intensidade tal que nos afetem a ponto de não querermos mais praticá-los;
j) Essa intensidade tem que ser relativamente grande, para ficar gravada em nossa intuição com tal força que nunca iremos querer passar pelas consequências de males tão severos;
k) Da mesma forma que as provas nos ensinam o que não fazer, ou seja, a não fazer o mal, as expiações também ensinam porque não fazer o mal, por nos fazer sentir suas consequências;
l) Logo, Deus não precisa do “mal” para nos ensinar, mas já que, com nosso livre-arbítrio podemos escolher fazê-lo, nosso Pai o aproveita para evoluirmos com o mínimo de dor e no menor tempo;
m) Por isso também tanta gente veio de outros mundos nesta fase de transição planetária, onde as convulsões sociais parecem se agravar, ensinando-nos o que não fazer.

191. E os que, ao invés de evitar a prática do mal, entregam-se a ele?
a) Mais uma vez, a sabedoria de Deus age: estes, ao invés de criarem problemas em seus mundos de origem, o farão em planetas apropriados para curá-los;
b) Pois se não fosse assim, todos os mundos teriam que ser de Expiação e Provas.

192. E não são todos os planetas que passam por esse estágio?
a) Admitir que todos os mundos fossem obrigados a passar pelo ciclo de Expiação seria o mesmo que aceitar a incompetência de Deus;
b) Este raciocínio é comparável ao do homem medieval que acreditava ser o planeta Terra o centro do Universo ou do Sistema Solar;
c) Seria pensar que todos os filhos de Deus são incapazes de evoluir sem praticar grandes males;
d) Nós não somos a regra na Criação Divina, somos a exceção;
e) A Criação de Deus é como uma grande cidade, onde só vão para o hospital os doentes graves.

193. Deu para entender também o exílio espiritual.
a) São para os que insistem em não se curar;
b) Como a Terra está deixando de ser um hospital de doenças morais graves, tais Espíritos terão que ser transferidos;
c) Em vez do exílio como punição, o novo Animismo Cultural enxerga-o como tratamento para Espíritos gravemente adoecidos;
d) Lembrando sempre que, para Deus e o novo Animismo Cultural, o “mal” não existe.

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2 Comentários »

  • Rossi Netto disse:

    Pessoal do Blog
    Gostaria de responder a este artigo, pois com certeza ele é da maior importância.
    Peço sugerir que se faça um artigo esclarecendo com maior profundidade a ação de nossa consciência como reflexo de nossos pensamentos em nossas vidas. Pressinto que é algo fundamental para nos esclarecer a ação de nosso livre arbítrio em nossa existência, podendo, se bem compreendido, evitar muitas situações de dor, ao mesmo tempo que nos ensinaria a mudar tais condições.
    Para mim seria uma perfeita e real auto-ajuda, que dependeria somente de nós, sem que ficássemos na dependência nem de Deus (desculpe o abuso).
    Outras coisas poderia dizer, por ter detectado ensinos muito profundos neste artigo.
    Prefiro, porém ficar por aqui.
    Um abraço a todos
    Rossi Netto.

    • Caro Rossi,

      Certamente a conciência, também liberta da visão de julgamento e punição, poderá refletir de maneira muito mais leve sobre nossos atos (inclusive nossos erros!). Acredito que isso certamente nos trará mais paz, e o caminho certo a seguir para burilar nossas imperfeições.

      Obrigado por sua sugestão. Vale, com certeza, um belo artigo.

      Abraços e continue conosco,

      Equipe do Blog

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