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Você conhece Deus, nosso verdadeiro e amoroso paizão?

Enviado por on 05/04/2016 – 08:42 2 Comentários
Reprodução

Esqueça aquela imagem do velho barbudo. Da mesma forma que o homem já acreditou que a Terra era o centro do Universo, as religiões ensinavam (e ainda ensinam) um Pai parecido conosco. Mas muitos perceberam que a grandeza da criação mostrava um Deus com capacidades muito maiores que aquelas que imaginávamos.


CAPÍTULO 20
(leia os capítulos anteriores)

208. Por que Kardec pergunta “o que é” Deus, e não “quem é Deus”?
— Se pergunto “quem você é”, você responderia: “sou João, filho de fulano e ciclana”;
— Mas se pergunto “o que você é”, você responderia: “sou engenheiro e, nas horas vagas, jogador de futebol”;
— Quando você diz que trabalha com engenharia não significa que você seja a engenharia.

209. Entendi a diferença. Quando você pergunta “quem sou”, falo do ser que sou. Já quando digo “o que sou”, estou falando daquilo que faço, não é?
— Isso mesmo.

210. Então que a única coisa que podemos dizer sobre “quem é Deus” é que “ele é Deus”?
— Nestes tempos de Deus Amor, já podemos sim dizer algo sobre a essência divina. Só que de maneira muito incompleta.

211. Ora, mas por que incompleta?
— Porque estamos só no início de nossa evolução espiritual no reino humano;
— E no grau de evolução em que estamos, ainda não temos alguns sentidos e conhecimentos que nos permitam entender isso completamente;
— Respondendo resumidamente quem é Deus, podemos dizer Deus é o Ego supremo, origem da eterna criação compartilhada;
— E por criação compartilhada entendemos que, na eternidade, Deus compartilha a execução de sua criação com todos os seus filhos.

212. Quer dizer que Deus não é aquele homem de barba, apontando o dedo com cara de bravo?
— É claro que não!

213. Mas espere: não fomos criados à imagem e semelhança de Deus?
— Sim. Mas nossa semelhança com Deus é sermos Egos (Espíritos propriamente ditos);
— Lembrando que o Ego (Espírito propriamente dito) também é imaterial, e não o corpo físico ou os corpos espirituais, que são materiais.

214. Não dá mesmo para dizer mais sobre quem Deus é?
— Uma das coisas que poderemos afirmar sobre quem é Deus, é que ele além de um Ego (Espírito propriamente dito) é, eterno, incriado e imaterial.

215. E por que só posso saber algumas, e não todas as coisas que Deus é?
— Porque ele é muito mais poderoso do que podemos imaginar, ou mesmo compreender.

216. Então por que essa confusão do “Deus barbudo”?
— Durante séculos nos acomodamos, no plano físico, à ideia que as religiões faziam de Deus;
— Da mesma forma que o homem já acreditou que a Terra era o centro do Universo, as religiões ensinavam (e ainda ensinam) um Pai parecido conosco;
— Mas muitos perceberam que a grandeza da criação mostrava um Deus com capacidades muito maiores que aquelas que imaginávamos;
— Kardec, usando leis da ciência, percebeu que a criação tinha que ser eterna, e ainda ter uma Origem que também fosse eterna;
— Mas além de uma eterna origem, Deus é também supremo, sendo portanto único; sendo eterno e único tem que ser supremo em todas as suas qualidades, tanto as que conhecemos como as que não conhecemos;
— Se é supremo em suas qualidades e eterno, nada tem a aprender ou evoluir, sendo imutável;
— Mas a realidade mostra que tudo o que é material muda: logo Deus tem que ser imaterial;
— Então ele não pode ser parecido conosco materialmente;
— Sendo a eterna origem, é por trabalho dele que toda a sua criação existe de toda eternidade;
— Logo, se há alguma igualdade, é a nossa com ele e não a dele conosco;
— Nosso corpo físico nasce e morre, portanto não pode ter nenhuma igualdade com Deus;
— Assim a única igualdade possível entre nós e Deus é a de sermos imortais e imateriais em nossa essência;
— E essa essência são os Egos (Espíritos propriamente ditos);
— Deduziu Kardec que, para entendermos melhor nosso Pai, temos que conhecer pelo menos algumas de suas qualidades, que ele chamou de atributos;
— E assim mesmo, alguns, já que os atributos de Deus são infinitos.

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