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Sem a verdade sobre Deus, pode haver religião perfeita?

Enviado por on 05/07/2017 – 17:32
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Jesus ensinou que a verdadeira igreja (religião) está no coração de cada um, e que a prática da caridade é a ferramenta para que tomemos conhecimento da verdade sobre Deus e sobre nós mesmos.

Neste capítulo de “Kardec (em espírito) corrige o Livro dos Espíritos”, aprenderemos um pouco mais sobre o significado de religião e nossa ligação com Deus.

CAPÍTULO 28
(leia os capítulos anteriores)

338. O que é Religião?

a) Dentro do conceito mais antigo da visão Judaico-Cristã, religião seria Deus se religar a nós;

b) Mas se nós vivemos imersos no oceano de amor de Deus, é impossível nos desligarmos dele;

c) Então temos que criar um conceito novo para religião;

d) Se levarmos em consideração que Jesus disse que chegaria o tempo em que o coração de cada um de nós seria um templo de Deus, então:

e) Segundo Jesus, o verdadeiro conceito de Religião é a nossa relação individual com o Pai.

339. Mas isso não faria que cada um de nós tivesse uma religião?

a) Aparentemente sim, mas Jesus também resolveu este problema;

b) Jesus disse que a condição necessária e suficiente para nosso perfeito entendimento com Deus é a prática da Caridade;

c) Fez isso ao comparar o Amar ao próximo como a si mesmo com o amor a Deus;

d) Caridade é fazermos ao nosso próximo, sempre, todo o bem que estiver ao nosso alcance;

e) Então, nossa relação com o Pai deixa de ser algo meramente religioso;

f) A relação com Deus passa a ser um comportamento de todos os momentos de nossas vidas, pela Caridade;

g) A Caridade é, assim, um comportamento social que regula todas as nossas ações na vida;

h) Pela nossa Supremacia, cada um de nós praticará a Caridade ao nosso modo. Mas será sempre a Caridade.

340. Quer dizer então que religião não tem nada a ver com igrejas, templos ou centros espíritas?

a) Religião é o nosso comportamento, sempre de acordo com a Lei da Caridade, em relação a todos os atos de nossas vidas.

b) Se é de acordo com a Caridade, só pode ser o bem, do amor que vem de nosso coração;

c) Este é o único templo em que Deus realmente habita.

341. Então, quando eu deixo de amar meu próximo deixo também de ser religioso?

a) Sim! Cada ato nosso que contrarie a Lei da Caridade impede que nosso coração seja um templo do Pai;

b) Isso porque só o bem tem afinidade com Deus;

c) O desamor desliga, o amor religa;

d) Portanto, o ato religar é uma constante em nossas vidas, explicando o termo religião;

e) E isso é algo pessoal, que nada tem a ver com Igrejas;

f) Por isso, a existência de tanta gente que crê em Deus, mas não frequenta igrejas, templos e nem centros espíritas.

342. Mas aí eu fiquei perdido! Ainda tenho um monte de coisa errada dentro de mim! Quer dizer que estou desligado de Deus?

a) Não está perdido não! E Jesus ajudou a resolver este problema também!

b) Basta ter a boa vontade em corrigir o “mal” que se fez, pela prática do bem, que voltaremos a sentir Deus. O Pai jamais se desliga de nós. Nós é que temos que poder senti-lo.

c) Lembra-se do amor que cobre a multidão de pecados?

d) Toda vez que pratico a Caridade eu me religo ao Pai, ou volto a poder senti-lo.

e) E a Suprema Paciência de Deus não se preocupa com quantas vezes eu tenho que me religar, pois por sua onisciência, onipotência, justiça e Caridade, ele já tem o roteiro de minha recuperação.

343. Então eu poderia concluir que, embora cada um de nós seja um, pela prática da Caridade teremos uma Religião única no Ciclo de Regeneração?

a) A Caridade é o caminho da Perfeita Religião;

b) Mas é preciso entender tudo isso entendendo melhor Deus, através de seus atributos.

344. Entendo, você tem razão. Mesmo assim ainda tenho dúvidas. Há momentos em que não sei bem o que é certo ou errado fazer, e mesmo tentando ajudar, cometo erros. O que fazer?

a) Só tem um jeito: compreender melhor os Atributos de Deus, que são as suas qualidades;

b) Conforme Kardec explica no item 19, do capítulo II de seu livro “A Gênese”, são os atributos divinos que nos orientam com perfeição sobre o certo e o errado;

c) Isso porque Deus só possui qualidades, só podendo nos ensinar o bem, nunca o mal;

d) Como somos filhos dele, herdamos em nosso “DNA espiritual” todas essas qualidades, e a nós cabe o trabalho de aprender a usá-las.

345. Quer dizer que eu tenho em mim todas as qualidades que Deus tem?

a) E poderia ser diferente? Lembremos que só não somos Causa Primária, Eterno e Incriado;

b) Lembre-se que Jesus disse que somos Deuses e não sabemos!

c) Com isso, se nos dedicarmos a estudar como Deus é de verdade, descobriremos como é que nós mesmos podemos ser!

346. Existe um aspecto meio incompreensível sobre Deus: Ele sempre existiu ou não?

a) Para ser Deus e o ser supremo, ele tem que existir de todo o sempre;

b) Nunca foi criado e nunca deixará de existir;

c) Coisas como estas só conseguiremos saber com precisão quando estivermos livres de toda a influência da matéria, e tivermos conquistado a condição de Espíritos perfeitos pela evolução.

347. É certo dizer que Deus também é supremo de todo o sempre?

a) Corretíssimo. Seus poderes sempre foram supremos;

b) Deus é o único que nunca evoluiu, ou evolui;

c) Ele é sempre o mesmo (imutável);

d) Daí a sua supremacia ser absoluta.

e) Os poderes de Deus nunca podem aumentar, pois transcendem todos os infinitos;

f) Portanto, tendo todos os poderes transcendentes, ele é o único dotado da supremacia absoluta.

348. Então aí está! Deus é supremo e único. Como é que Jesus fala que somos deuses e não sabemos, se não somos supremos?

a) Espere aí: a Supremacia de Deus é absoluta por ele estar acima de tudo;

b) Ser superior a tudo, nunca poder ser igualado e muito menos superado;

c) Para ser Deus, tem que ser supremo;

d) Mas Jesus em seu Evangelho diz que somos deuses;

e) Isso quer dizer que temos todos os atributos de Deus, menos os três citados anteriormente;

f) Jamais haverá alguém superior a Deus (superioridade absoluta);

g) Mas se raciocinarmos com lógica, nós temos sim um tipo de supremacia, que é a relativa;

h) Que nos é dada por sermos únicos: a de sermos únicos como criação de Deus;

i) Cada um dos infinitos filhos do Pai é uma individualidade única, uma criação única;

j) Assim como Deus é único, por ser supremo, nós também somos únicos, como criação única de Deus;

k) O fato de sermos únicos nos dá este tipo de supremacia relativa;

l) Daí só caber a nós o trabalho de aprender a usar os perfeitos atributos que ele nos deu;

m) Pois se somos únicos, tal trabalho também é único;

n) Então só nós podemos efetuá-lo para termos a supremacia relativa e sermos realmente semelhantes a Deus.

349. Nossa! Quer dizer então que eu sou único na Criação, e o fato de ser único me faz supremo?

-Exatamente! E o fato de sermos únicos e supremos, por si só, já explica a necessidade de nosso Paizão amado ter criado outras leis, como:

a) O livre-arbítrio;

b) A Evolução Espiritual;

c) A Reencarnação;

d) A Lei de Causa e Efeito;

e) A Lei da Mínima Dor;

f) A Lei da Caridade;

g) A Lei de Amor.

350. Mas ao invés de nos tornar iguais, o atributo da supremacia individual e relativa não nos torna diferentes, pelo grau de evolução? Onde a igualdade?

a) Aí é que está a suprema beleza e suprema capacidade de Deus em sua Criação;

b) Como criação somos diferentes porque somos únicos. Mas como eu, todos são únicos e relativamente supremos;

c) Assim eu sou diferente porque sou único, e cada uma das infinitas criaturas de Deus também é. Mas isto só vale pelo fato de sermos todos criaturas, ou seja:

d) Por serem todos os nossos DNA espirituais diferentes uns dos outros, cada um de nós tem uma característica única, que caracteriza nossa individualidade.

e) Aqui entra o fato mais importante de nossa igualdade em valor: nossos DNA espirituais são diferentes, por causa da combinação que Deus faz, ao manipular os infinitos atributos que copia dos seus próprios atributos (menos os três), para criar cada um de nós;

f) Porém, se as combinações dos DNA são diferentes, os atributos que são combinados são rigorosamente iguais aos de Deus, para cada um de nós (menos os três).

g) Então mesmo com combinações diferentes, os atributos que estruturam nossos DNA são rigorosamente iguais, nos igualando em VALOR, desde nossa criação, valor este que independe do grau de evolução em que estejamos.

h) Desde o momento de nossa criação como Mônadas Primordiais, até nos divinizarmos, somos rigorosamente iguais em VALOR.

i) Um Ego divinizado não é superior a uma Mônada Primordial que está no início do aprendizado mais básico de sua evolução; e a Mônada Primordial não é inferior.

j) A única coisa que nos diferencia, sem nos tornar desiguais, são os degraus da sabedoria adquirida.

k) Fatos esses que permitem que as Leis da Caridade e da Humildade igualem as infinitas diferenças da Criação, para poderem conviver em perfeita harmonia;

l) Para praticarmos a Caridade, só sendo Humildes;

m) Pois a Humildade nos leva a compreender que todas as supremacias relativas são rigorosamente iguais por darem a nós o mesmo valor, seja qual for a nossa condição evolutiva. Ninguém é superior ou inferior a ninguém.

n) Praticando a Caridade, só faremos o bem para nosso próximo, amando-o;

o) Quando amamos alguém, colocamos seus direitos acima dos nossos;

p) Igualando-nos a ele e desejando também que ele seja sempre feliz;

q) Assim, a Lei da Caridade, a Humildade e a Lei de Amor colocam as infinitas diferenças das supremacias individuais em absoluta igualdade de valor e sentimento entre todos.

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351. Você disse que quando amamos alguém, colocamos seus direitos acima dos nossos. Se Deus nos ama, ele coloca os direitos dele acima dos nossos? Ele não é todo-poderoso?

a) É aí que está uma das coisas mais belas sobre Deus: sua Suprema Humildade;

b) Jesus, nosso governador planetário, encarnou para dizer que o maior no Reino dos Céus será aquele que se fizer menor e mais ajudar aos semelhantes;

c) Deus não podia agir diferente: apesar da supremacia absoluta de todos os seus poderes, humildemente ele coloca nossa vontade acima da sua;

d) Deus abre mão de sua vontade, que é a de ver todos os seus filhos felizes, toda vez que permite que haja maldades ou barbáries no mundo;

e) E para respeitar nossa supremacia individual, fez disso uma lei: a do Livre Arbítrio;

f) Mas como Deus é dotado da Suprema Caridade e do Supremo Amor, ele criou também as leis de Causa e Efeito e da Reencarnação;

g) Para que, por nós mesmos, aprendêssemos a nos corrigir;

h) Curando-nos de nossas doenças morais, que criamos com nossas atitudes na prática do “mal”;

i) E pudéssemos livremente alcançar a liberdade de construir nossa felicidade;

j) E pela prática da Caridade, se não pudermos ainda chegar sequer perto dessa coisa fantástica que é Deus, podemos sim ser perfeitos como ele, como nos disse nosso querido Mestre;

k) Pelo menos, agora, dá para entender porque os que realmente amam, sabem renunciar;

l) Se Deus, que é o Supremo Poder, se torna supremamente humilde, dando-nos a liberdade de ser, quem somos nós para não termos ao menos um grãozinho de mostarda de humildade para imitá-lo?

352. Mas tudo isso que você falou sobre o Pai é muito diferente daquela visão de um Deus que julga ou castiga, que encontro em muitas religiões por aí, inclusive no Espiritismo…

a) Veja, pela maravilha de amor e carinho que Deus tem por nós, ele sabe exatamente como dosar nosso conhecimento;

b) Se olharmos para o Sol sem proteção, sua luz nos cega;

c) Imagine então a Luz Divina, que é infinitamente maior;

d) Em seu supremo cuidado, ele coloca em nós os óculos de sua proteção, para podermos vê-lo, sem nos cegar;

e) E aí, conforme nossa capacidade de ver sua luz vai aumentando, ele se mostra um pouco mais;

f) É por isso que só agora que entramos no Ciclo de Regeneração é que ele mostra um pouco mais de seu amor por nós;

g) Isso por ter chegado a hora de vermos o seu jeito Consolador;

h) Até então, o jeito limitado com que as Religiões nos mostravam Deus eram os óculos protetores que nosso Pai usava para não nos cegar;

i) Mas não vamos nos iludir: isso tudo ainda é muito pouco perto de tudo o que Deus realmente é;

j) Por um bom tempo nós continuaremos precisando de óculos de proteção;

k) Menos escuro, mas precisaremos.

353. Finalmente, como então é a Religião Perfeita?

a) É somente aquela que respeita a todos os Atributos de Deus que já conhecemos;

b) Ensinando-nos a realidade do Amor, do Deus Consolador de Jesus e do Espírito da Verdade, pela plena vivência da Caridade.

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