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O que Deus PODE e o que ele NÃO PODE fazer?

Enviado por on 11/07/2017 – 00:18
Dilúvio

Neste capítulo de “Kardec (em espírito) corrige o Livro dos Espíritos”, entenderemos um pouco melhor sobre o que Deus pode e o que ele não pode fazer, com base na análise de seus perfeitos atributos.

CAPÍTULO 29
(leia os capítulos anteriores)

351. Como assim? Se Deus é todo-poderoso, existem coisas que ele não pode fazer?

– Sim, perfeitamente. Ele não pode errar, por exemplo. Isto e uma série de coisas que veremos agora, sob a luz da fé racional.

352. Então me diga o que Deus não pode fazer.

a) Vamos começar por julgar:

b) Deus não pode julgar ninguém;

c) O atributo da onisciência é saber tudo o que aconteceu, acontece e acontecerá;

d) Então, ao nos criar, Deus sabe tudo o que iremos fazer em nosso processo evolutivo;

e) Mas julgar é avaliar se o que estamos fazendo é certo ou errado. É o que o juiz faz;

f) E ele só vai saber consultando a lei e os fatos;

g) Mas sabendo tudo, Deus sabe tudo o que faremos antes mesmos de agirmos;

h) Dizer que Deus julga fere seus atributos de onisciência e onipotência;

i) Então Deus não julga, nem castiga, mas nos corrige.

353. Quer dizer então que Deus também não castiga?

a) Castigar é revidar (dar o troco). E isso é vingança;

b) Só que ninguém se vinga de uma coisa boa. Só das ruins;

c) Logo, se vingar é fazer uma coisa ruim, e às vezes até pior que as que nos fizeram;

d) Veja, mandar para o fogo eterno é uma vingança eterna;

e) E Deus estaria cobrando por toda eternidade um erro praticado em pouco tempo;

f) Seria uma fenomenal injustiça;

g) Castigar é sempre um ato de maldade. Deus não pode praticá-lo;

h) Isso feriria os atributos do amor, bondade, justiça, entre outros.

354. Então o que Deus faz?

a) Para não nos julgar, ele nos deu a consciência;

b) Pois se temos que aprender, é preciso saber se o que estamos fazendo é certo ou não;

c) Quando estamos certos, o mecanismo de nossa Consciência nos faz sentir felicidade;

d) Se erramos, não somos felizes e sabemos que precisamos concertar o erro;

e) Insistindo no erro, o que seria o “mal”, nossa Consciência nos coloca em situações de dor, alertando que temos que mudar nosso comportamento.

f) Ela usa automaticamente e com perfeição a Lei de Causa e Efeito para avaliar nosso comportamento e nos alertar em nossos erros;

g) E veja, nem ela nos julga. Ela apenas avalia e nos alerta. Repetimos:

h) Porém ao nos alertar, ela põe em ação o mecanismo de reação de nossos atos, para que sentindo os efeitos, nós possamos aprender os resultados desses atos;

i) Quando são atos de bondade, a reação será de felicidade e vamos querer ser cada vez melhores;

j) Se são atos de “maldades”, a reação de infelicidade será parecida com a que causamos aos outros;

k) Como ninguém quer ser infeliz, mais cedo ou mais tarde, corrigiremos nosso comportamento;

l) Assim nosso livre-arbítrio será sempre respeitado, e só nos corrigiremos quando quisermos;

m) Somente nossa vontade nos fará mudar de comportamento;

n) Diga-se, contudo, que nunca teremos que sofrer aquilo que fizemos os outros sofrerem;

o) Assim que quisermos sinceramente saber o que está acontecendo, seremos socorridos e teremos a oportunidade de nos corrigir pelo trabalho no bem.

355. Ora, mas então Deus também não exige nosso arrependimento?

a) Onde ficaria a bondade e a justiça de Deus, se ele exigisse nosso arrependimento, se muitas vezes não temos a mínima ideia do que está acontecendo?

b) Imagine um Católico ou um Evangélico que acredita piamente que está no inferno;

c) Como ele irá se arrepender se foi ensinado que seu castigo é eterno?

d) O que nos leva a sermos socorridos é nossa vontade de deixar de sofrer, desde que seja sincera, e nunca causada pelo orgulho.

356. E quando dizem que a cada um será dado segundo suas obras, ou seja, que passaremos por todo o “mal” que fizemos?

a) Seria o olho por olho, dente por dente;

b) Cada vez que alguém mata alguém, ele também teria que ser morto. Seria preciso outro assassino, e assim por diante;

c) Seria a necessidade infinita de fazer o “mal”;

d) Nesse caso, Deus teria criado o “mal” e ele não seria Deus;

e) Isto fere todos os atributos de Deus;

f) Lembremos que só podemos corrigir todo o “mal” que fizemos pela prática do amor;

g) Esta é também uma das maiores razões de nosso esquecimento durante as reencarnações;

h) Pelo esquecimento de nosso passado e do passado dos outros, poderemos recomeçar nossa colheita pelo amor, sem que os males recíprocos nos afetem;

  • Veja que seguindo este modo de analisar as coisas, usando os atributos de Deus, sempre saberemos o que Nosso Pai pode ou não fazer. E este é um roteiro perfeito para descobrirmos, em qualquer situação, o que também nós devemos ou não fazer.

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