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Uma mudança de olhar sobre o Umbral e as Trevas

Enviado por on 27/07/2017 – 22:04
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Neste capítulo de “Kardec (em espírito) corrige o Livro dos Espíritos”, continuaremos os estudos sobre a consciência e suas ações, entenderemos melhor como são criados os ambientes do Umbral e das Trevas, a necessidade de sua existência e os motivos pelos quais precisamos passar por experiências de dor e sofrimento ao longo da nossa evolução espiritual.

 

CAPÍTULO 32
(leia os capítulos anteriores)

 

369. O que são o umbral e as trevas?

São imensos prontos-socorros, que nos preparam para nossa cura espiritual.

370. Existe diferença entre o umbral e as trevas?

a) No umbral ficam os Espíritos com doenças morais menos graves;

b) Nas trevas os doentes são os mais graves.

371. E como estes lugares nos preparam para a cura? Não são lugares de sofrimento?

Os seus tipos de ambientes dão condições para a nossa consciência nos alertar, pela dor, quando estamos nos comportando “mal”.

372. Foi Deus que criou o umbral e as trevas?

a) É claro que não. Nós é que os criamos, com nosso desequilíbrio mental;

b) Perceba ainda que isso é um treino para a nossa capacidade criativa, quando pelo cansaço buscamos entender e procurar soluções para nossa dor.

373. Então como o umbral e as trevas se formam?

a) Os desequilíbrios mentais que nossas doenças morais causam fazem com que nossa força criativa também se desequilibre;

b) Nossa força criativa produz então, na psicosfera espiritual, ambientes desequilibrados, rigorosamente de acordo com nossos desequilíbrios;

c) E a soma dos bilhões desses desequilíbrios produzem o umbral e as trevas.

374. E como fazemos isso?

Antes vamos entender melhor o que Jesus queria dizer com “a cada um segundo suas obras”:

a) Jesus em absoluto estava dizendo que receberíamos o “mal”, quando fizéssemos o “mal”;

b) Jesus sempre se referia às consequências espirituais de nosso comportamento, quando encarnados;

c) Por isso ele nos orientou para juntarmos tesouros nos céus, ou seja, que fizéssemos o bem.

d) Pois assim estaríamos usando nossa boa vontade para treinar nossa força criativa apenas na prática do bem, livrando-nos da dor e dos ambientes propícios a tais dores.

e) E ao mesmo tempo corrigindo nossos “males” do passado, mesmo sem nos lembrarmos, pelo amor e sem sofrimento. Somente com trabalho.

f) Jesus sabia que não corrigimos o “mal” passando pelo próprio “mal”, como também já vimos;

g) Repetimos: só corrigiremos o “mal” fazendo o bem.

375. O que adianta sofrer tanto no umbral e nas trevas?

a) Porque só assim tomamos consciência de que estamos muito doentes espiritualmente, pelos choques dolorosos que passamos;

b) E não esqueça que podemos parar de sofrer deixando de ser orgulhosos e egoístas.

376. E o “a cada um segundo suas obras”?

Vamos completar a explicação:

a) Ao se referir às consequências espirituais de nossos atos, dizia Jesus: se você fizer a obra do bem, você se equilibrará espiritualmente, podendo viver, quando desencarnar, em planos espirituais equilibrados e ser feliz, pois é pela prática do bem que treinamos nossa criatividade para só fazer o que é certo;

b) Se você fizer a obra do “mal”, você se tornará um doente em Espírito, e passará pelos choques de alerta em regiões espirituais desequilibradas e será infeliz;

c) Isso, no máximo, na medida exata da infelicidade que você causou;

d) E você terá que passar por tudo isso, para ter a noção exata das consequências de seus atos e querer se curar.

377. Você fala do Deus Consolador, mas as pessoas que desencarnam em situação moral ruim podem passar por sofrimentos atrozes no plano espiritual. Como explicar?

a) Vamos lembrar que Deus, na sua onipotência, sempre cria situações para que a gente evolua e chegue à perfeição com um mínimo de dor;

b) Mas isso por respeito ao nosso livre-arbítrio, pois se só o usássemos bem, nem essa mínima dor sentiríamos;

c) Lembremos ainda que o Espírito nunca esquece o que aprende;

d) Mesmo o que não lembramos durante a encarnação fica gravado em nossa mente e funciona como intuição;

e) A prática do “mal” (“o que não fazer”) também fica em nossa mente, que funciona como um “gravador evolutivo”;

f) Logo, mesmo o “mal” nunca vamos desaprender;

g) A única solução é mudarmos o uso desse aprendizado, usando nossos conhecimentos para fazer o bem (“o que fazer”);

h) É por isso, que “o amor cobre a multidão de pecados”, como disse Jesus;

i) E para chegar à perfeição, temos que aprender a fazer somente o bem, e nunca mais errar;

j) Apenas deixar de fazer o “mal” não significa fazer o bem, é preciso fazer o bem ativamente;

k) E isso só conseguiremos pela prática da Caridade, pois só ela garante que faremos o bem.

378. Mas e a dor e o sofrimento?

a) São mecanismos que nos alertam que estamos fazendo as coisas de forma errada, ou que já fizemos e não estamos corrigindo;

b) As dificuldades da vida são os avisos de Deus

c) E somos nós que as transformamos em sofrimento, quando nos revoltamos contra elas;

d) Deus avisa e nunca castiga, pois ele tem que ser justo;

e) E as dificuldades são também as pedras do caminho, que nos preparam para trabalhos maiores;

f) Assim a maneira mais inteligente de não sofrer é não se revoltar e resolver as dificuldades com o amor ao semelhante.

379. E como fazer isso?

Vamos olhar para os atributos de Deus e imitá-lo. E a maneira mais fácil de imitarmos Deus, é imitar Jesus, praticando seu Evangelho.

380. Mas nós não somos Deus!

Mas somos filhos dele. E como filhos dele somos Deuses Criaturas.

381. E como posso evitar o sofrimento?

a) Quando não aceito as dificuldades pela revolta, preguiça ou mesmo o medo de enfrentá-las, perco a oportunidade de me corrigir pelo amor, e não corrijo nada;

b) Essa é a maior razão do sofrimento, pois continuamos a precisar dos alertas;

c) E quanto mais insisto, mais fortes ficam os alertas, até que eu use minha vontade de forma correta para aprender a fazer o bem (“o que fazer”).

382. E por que a necessidade desses alertas?

a) Porque Deus não pode nos obrigar a agirmos pelo bem (livre-arbítrio);

b) Mas para ser justo, ele tem a obrigação de nos alertar.

c) Como nosso atributo da Felicidade não permite que possamos gostar de ser infeliz;

d) Iremos por vontade própria buscar meios de voltarmos a ser feliz.

 

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383. Então só fazendo o bem nos corrigiremos?

a) Exatamente. É por isso que Emmanuel em suas mensagens insiste tanto para que sempre façamos o bem, seja qual for a dificuldade;

b) Pois mesmo que a gente não saiba, estaremos corrigindo nosso passado e trabalhando para melhorar nossa situação.

384. Mas isso não é forçar a mudança?

a) Nunca. Só sofremos as consequências mais chocantes de nossos atos porque Deus respeita nosso livre-arbítrio;

b) Só pelo livre-arbítrio Deus não nos torna robôs sem vontade própria;

c) Por isso ele nos cria simples e ignorantes, no sentido de desconhecermos as coisas, e não de sermos “mal” educados;

d) Para ser justo, Deus tem que nos dar todas as condições de chegarmos à perfeição;

e) Essa a principal razão das dificuldades que nos alertam sobre nossos erros;

f) Pois só assim aprenderemos a nos livrar de nossos vícios no prazer exagerado e deixamos de prejudicar nosso próximo e a nós mesmos.

g) E sempre com um mínimo de dor, e ainda assim, este mínimo porque teimamos em errar.

385. Mas desta forma Deus não criou a necessidade do “mal”?

a) O erro inconsciente nunca é um “mal”;

b) Só fazemos o “mal” quando temos consciência do que fazemos;

c) É por isso que quanto mais sabemos, maior a possibilidade de fazermos o “mal” se não usarmos bem o nosso livre-arbítrio;

d) É por isso também que só quem é mais inteligente pode fazer barbáries;

e) Eis também a razão de sua maior responsabilidade.

386. Então podemos aprender o certo, sem conhecer o “mal” (o que não fazer)?

a) Você queria que fosse diferente? Como ficariam todos os atributos de Deus, se o “mal” fosse necessário em nossa evolução?

b) É por isso que Jesus insistiu tanto na prática da Caridade;

c) Por que precisar saber o que não fazer, quando já sabemos o que fazer?

d) Pela Lei da Caridade sempre saberemos o que fazer. A coisa é mais fácil do que parece. Nós é que complicamos.

387. E porque então a existência do “mal”?

a) Porque insistimos em evoluir mais em inteligência, sem nos preocupar com a moral;

b) Mas, como dissemos, isso também é evoluir, pois quanto maior a inteligência, maior conhecimento do “mal” que fazemos e maior o choque de alerta;

c) E maior nossa capacidade de nos corrigirmos mais rapidamente.

388. Ainda não entendi bem, porque a força dos choques aumentam.

a) Quanto mais insistimos no “mal”, mais o aprendizado do que não fazer se automatiza em nossas mentes;

b) Isso nos traz mais sensação de poder e queremos cada vez mais continuar a fazer o “mal”;

c) Isso gera em nós, Egos, graves vícios morais, pelo automatismo que o prazer do poder cria;

d) Então só um choque muito forte para reverter essa situação;

e) Ou seja, quanto mais grave a doença, mais amargo o remédio;

f) Afinal, temos que chegar à perfeição.

g) O prazer do poder é também um prazer que vicia; só o trauma de uma forte dor nos fará ter vontade de deixar o vício. Este é o pior dos vícios.

389. E os choques são os remédios?

a) Não, eles são apenas o alerta de que estamos doentes e precisamos tomar o remédio;

b) O remédio é a prática do amor, pela Caridade, pois só assim corrigiremos nosso aprendizado;

c) Lembre-se que se não desaprendemos, podemos corrigir.

390. Então sofrer não adianta nada?

Só como alerta. Como cura só a prática do amor.

391. Ora, se só a prática da Caridade cura, não ficou bem claro o porquê da dor.

Repetimos: fomos criados para sermos felizes;

a) Portanto, não gostamos da infelicidade;

b) Com o incômodo que a dor nos causa, vamos procurar meios de nos livrar dela;

c) Mais cedo ou mais tarde entenderemos que a causa dela é o “mal” que fazemos;

d) Aí então mudaremos nosso comportamento.

392. Mas porque quando encarnados damos tão pouca importância à nossa consciência?

a) Porque nos viciamos no prazer do “mal”;

b) Isso muda a química de nosso cérebro físico;

c) E só nos preocupamos com a busca do prazer, achando que ele é felicidade;

d) Concentramos tanto nossa vontade na busca do prazer, que bloqueamos a ação de nossa consciência, pelo desequilíbrio químico de nosso cérebro físico;

393. Você disse cérebro físico? Tem outro?

a) Sim, o do corpo espiritual ou perispírito;

b) Sendo no corpo espiritual, ele é fluídico e, portanto, muito mais flexível que o físico.

394. É por isso que não é possível evitar o sofrimento quando estamos desencarnados?

a) Exatamente. Essa flexibilidade permite que nossa consciência atue com plena força quando estamos desencarnados;

b) E não teremos como bloquear a sua ação com os consequentes choques de dor.

c) Lembremos que existe também a ação desequilibrada de nossa força criativa.

395. Por que no mundo espiritual e não no físico?

Porque do outro lado da vida temos plena consciência de nossa realidade espiritual, o que torna bem mais fácil a mudança de nossa vontade.

396. Você não disse o que a consciência tem a ver com a criação do umbral e das trevas?

a) Lembra quando dissemos que nossos desequilíbrios mentais é que formam o umbral e as trevas?

b) Pois bem, o que faz que isso aconteça é a reação que nossa consciência provoca, fazendo com que nossa mente produza, no mundo espiritual, as formas-pensamentos de nossos desequilíbrios, criando tais ambientes para o início de nossa cura.

c) Repetimos novamente: também a ação da força criativa produzindo as formas-pensamentos, induzida pela ação da mente.

d) Aqui fica bem compreensível o porquê de só a prática do bem corrigir: só ele pode reverter o automatismo na prática do “mal”, por ser uma ação contrária, que além de anular o “mal”, fica no lugar deste.

e) Anula a ação, mas não o conhecimento do que não fazer.

f) Mas, se tudo isto nos leva ao aprendizado do bem, só pode ser uma atitude boa, já que só do bem pode surgir outro bem. Por isto o “mal” não pode existir.

397. E no Ciclo de Regeneração, tais lugares ainda existirão?

a) Não, pois não haverá mais no planeta Espíritos com desequilíbrios em quantidade suficiente para produzir tais ambientes;

b) Os poucos que eventualmente precisarem de tais recursos irão para as câmaras de regeneração.

398. Não haverá mais ninguém desequilibrado na Terra?

a) Haverá, mas não tão desequilibrado;

b) Só eventualmente e em pequeno número, e que conseguirão com certeza mudar;

c) Quem não estiver em tal situação será exilado para outros mundos.

399. Mas então posso deixar para mudar mais tarde, pois do jeito que você diz eu terei mais chances…

a) Só se você estiver disposto a ter tais chances no planeta de exílio;

b) A pior coisa que podemos fazer é deixar para depois o que podemos fazer agora, quando temos plena consciência do que estamos fazendo;

c) Isso seria querer o impossível: burlar a justiça divina e nossa consciência.

 

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