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Parte 5: A revisão de “O Livro dos Espíritos” – Livro Segundo, Capítulo 6

Enviado por on 03/11/2017 – 19:30
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CAPÍTULO 6 – VIDA ESPÍRITA

(leia os capítulos anteriores)

 

I – Espíritos Errantes

Questão 224-b

“(…) é também uma punição infligida por Deus.”

a) Já vimos que Deus não pune, corrige;

b) Deus não inflige, aceita por respeito ao livre-arbítrio;

c) Se às vezes, mesmo querendo reencarnar, o espírito não consegue, é porque ainda não está em condições;

d) Ou porque precisa de mais tempo para aprender a corrigir os males que cometeu;

e) Deus sabe qual o melhor momento para isso;

f) Portanto não é punição, mas um ato de amor.

 

Questão 228

“Os espíritos elevados, ao perderem seus invólucros deixam as más paixões (…)”

a) Se forem elevados não se deixam envolver pelas más paixões, já que não as tem, e ninguém regride;

b) Mesmo parecendo que o corpo nos induza às práticas das más paixões, isso nunca acontece;

c) Pois quem tem paixões é o Espírito, que usa o corpo para satisfazê-las.

d) Se não fosse assim, não haveriam os vampiros desencarnados.

e) A carne é inerte. Quem é fraco é o espírito.

f) Tanto esta quanto outras questões parecidas, mostram as dificuldades culturais que Kardec teve que enfrentar;

g) O que era ainda mais difícil, por estar começando ele todo o processo doutrinário.

 

Questão 230

Dia a questão: “Mais ou menos felizes segundo seus méritos.”

a) Vale a mesma observação da questão 224-b.

b) Devemos entender que não há méritos, mas conquistas, como explicado em “O mito do mérito”;

c) Onde ficou bem claro que basta a boa vontade para criar o mérito.

 

II – Mundos Transitórios

Questões 236-d-e

a) Pode parecer estranho que a Terra já tenha sido um mundo transitório, no início de sua formação;

b) É que nesse período a Terra já tinha a envolvê-la as dimensões espirituais.

 

III – Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos

Questão 240

a) Os trabalhos mediúnicos de assistência espiritual mostram bem isso;

b) Quanto mais um espírito se fixa em uma ideia, menos consciência tem da passagem do tempo.

c) Confirmando que os Espíritos têm uma percepção de tempo diferente de nós.

 

Questão 243

“Depois da morte, a alma vê a abarca de relance as suas migrações passadas (…)”

a) Isso só acontece com espíritos de boa elevação;

b) Para os espíritos como nós, isso não acontece, como bem nos explica André Luiz em seus livros;

c) O que acontece, é que no momento do desencarne nós vemos de relance toda a vida que passou.

 

Questão 249

“(…) os vossos sentidos obtusos (…)”

a) Muitas vezes temos a impressão de que os Espíritos são petulantes em suas respostas;

b) É que quando eles transmitem seus pensamentos aos médiuns, o fazem muitas vezes por comparação;

c) E os médiuns transmitem a ideia, com os recursos que dispõem;

d) Isto é o animismo cultural;

e) É também por isso que a cultura de época tem tanta influência nas comunicações mediúnicas;

f) Daí a necessidade tão apregoada por Kardec, de se ir corrigindo tais erros, com o passar do tempo;

g) É por isso também que o médium, dentro de suas possibilidades, além de buscar seu equilíbrio, deve também se informar, para que seu animismo esteja cada vez melhor e atualizado;

h) Para, através deste animismo, poder transmitir cada vez com mais fidelidade o pensamento do Espírito;

i) E ainda com isso facilitar que o espírito comunicante possa usar melhor os recursos que os médiuns conseguiram em encarnações passadas.

OBS1: Um Espírito que se diz superior, mas demonstra atitudes de petulância, não pode ser superior como diz e nem fazer parte da falange do Espírito da Verdade. Isso não quer dizer que espíritos não superiores, não o possam fazer. Basta terem boa vontade e serem humildes.

OBS2: Vemos nesta questão que o animismo cultural é natural em qualquer médium. A influência positiva ou negativa na comunicação depende muito desse animismo, e de como o médium vê o mundo.

 

V – Escolha das Provas

Questões 258-a e 262-a

Novamente o conceito de castigo. Já explicado.

 

Questão 260-a

“Se não houvesse gente de má vida na Terra, o espírito não poderia encontrar nela o meio necessário a certas provas?”

a) A pergunta está incorreta, pois como está colocada torna a existência do mal uma necessidade;

b) E como vimos na primeira parte, o mal de verdade nem sequer existe, quanto mais a sua necessidade;

c) Seria uma afronta a todos os atributos de Deus;

d) Vimos ainda que só pelo bem corrigimos o “mal” que praticamos;

e) As más atitudes só existem por causa de nosso livre-arbítrio.

f) E, onde não existe gente de má vida, só existe o bom exemplo;

g) Ajudando muito na mudança do comportamento de quem precisa;

h) Pois o bom exemplo sempre funciona melhor que o mau;

i) É preciso lembrar ainda a Lei do Mínimo Sofrimento.

j) O mau exemplo de gente de má vida nos ajuda, quando nos mostra o que não fazer.

k) Parece-nos ainda que tudo isso já ficou bem explicado na primeira parte.

 

Questão 263

“(…) e isso é um castigo.”

a) Lembremos que na primeira parte foi visto, que não é castigo, mas o trauma doloroso necessário para tornar nossa mente flexível ao acesso do bem;

b) Pois o trauma muda a nossa fixação mental nas más atitudes.

 

Questões 271 e 272

a) Estas questões mostram a cultura errônea da Europa de então, acreditando no canibalismo como algo comum nas tribos.

 

VI – Relações de Além Túmulo

Questão 275-a

a) Na resposta a questão de humilhar-se. Humilhação é sempre uma coisa muito ruim;

b) Jesus não seria perfeito se tivesse dito “quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”;

c) Mesmo porque os maus intencionados se achariam no direito de dizer que estariam fazendo o bem ao humilhar alguém;

d) E se fosse auto-humilhação, eu estaria fazendo um mal a mim mesmo, e não deixaria de ser a prática de um mal;

e) Não temos nenhuma dúvida em dizer, que o que Jesus disse foi: “Quem for humilde será exaltado”;

f) E também que “quem se exaltar (for orgulhoso), terá que aprender a ser humilde”, e não humilhado.

 

Questão 278

a) André Luiz nos mostra em todos os seus livros, que os espíritos são separados de acordo com suas condições vibratórias;

b) Veja questão 279.

 

Questão 283

a) Tudo depende do grau de evolução do espírito.

 

Questão 285-a

a) Só vale para os espíritos mais evoluídos.

 

Questão 287

“(…) a do mal, como um ser que se despreza.”

a) Ninguém é desprezível, pois somos todos filhos de Deus;

b) Ao contrário, quanto mais séria a nossa situação, mais Deus nos envolve com sua suprema solicitude;

c) Aqui certamente a cultura anímica do médium interferiu na comunicação.

 

Questões 289 e 290

Punição – já explicado.

 

VII – Relações Simpáticas e Antipáticas dos Espíritos – Metades Eternas

Questão 291

“(…) Não está mais exposto às vicissitudes das paixões.”

a) A paixão está no ser verdadeiro, que é o Ego (Espírito propriamente dito) e não no corpo;

b) É por isso que quando não vencemos as paixões e os vícios quando encarnados, não nos desligamos deles, sentindo mais forte vontade ainda, quando estamos desencarnados;

c) Isso porque não temos o corpo físico a abafar nossas sensações;

d) Já dissemos: não é a carne que é fraca, mas sempre o Ego (Espírito propriamente dito).

 

Questão 295

“Se são bons perdoam de acordo com o vosso arrependimento.”

a) Incorreto;

b) O perdão, como ensinou Jesus, deve ser sempre incondicional;

c) Nunca deve depender do arrependimento de quem nos prejudicou.

d) Por seu nível de compreensão, os Espíritos humildes e caridosos, nem sequer precisam nos perdoar, pois o simples sentimento da necessidade de perdoar, implica em sentimento de superioridade, e isto é orgulho.

e) Os ensinos de Jesus sobre o perdão, iniciaram a necessária transição para a compreensão atual da igualdade e supremacia de todos nós.

 

Questão 298

a) Vamos esquecer de vez essa história de metades eternas, pois o Ego (Espírito propriamente dito) é uno;

b) Como espíritos (Egos) não temos sexo, mas força criativa;

c) Logo, não pode haver metades eternas, que dependeriam da existência de Egos (Espíritos propriamente ditos) femininos e masculinos.

d) Então, os Egos perfeitos não têm nenhuma conotação de sexualidade;

e) São todos semelhantes e podem usar essa força criativa das mais diferentes formas, inclusive para tornar realidade o pensamento de Deus;

f) Para eles não há nenhuma atração de conotação sexual;

g) Somente a perfeita afinidade os une;

h) E ainda sendo Deus único, não precisa de parceria, para efetuar sua criação;

i) Menos ainda por ser imaterial;

j) Ele é nosso Criador em espírito e jamais em corpo físico;

k) É no ser imaterial e inteligente (Ego), que está nossa igualdade com Deus;

l) E se ele é uno, nós por igualdade também somos;

m) Sexo definido só na vivência material e pro-criativa, e nas condições espirituais de menor evolução;

n) Veja ainda na questão 301.

 

VIII – Lembrança da Existência Corpórea

Questões 304 a 306-b

As explicações só valem para espíritos de boa elevação

 

Questão 308

a) É preciso lembrar que a maioria das respostas são dadas com relação aos espíritos de melhor condição evolutiva;

b) Para o tipo comum de espíritos aqui na Terra, a maioria ou não se recorda de suas vidas anteriores, ou muito lentamente o fazem;

c) Isso porque, como nos explica André Luiz em seus livros, tais recordações só nos prejudicariam.

 

Questão 309

a) Aqui também a experiência mediúnica mostra que depende do apego do espírito pelo seu corpo.

 

Questão 311

a) A experiência também mostra que tem espíritos que se apegam tanto a seus bens materiais, que podem até ficar imantados a eles.

 

Questão 314

“(…) outros espíritos humanos (…)”

a) O correto seria “espíritos encarnados”;

b) Esta questão também mostra a influência anímica do médium na interpretação do pensamento do espírito.

 

IX – Comemoração dos Mortos – Funerais

Questões 322-324

a) Ainda o mesmo problema do apego às coisas materiais;

b) Vide também questão 326.

 

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