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Parte 5: A revisão de “O Livro dos Espíritos” – Livro Segundo, Capítulo 9

Enviado por on 06/11/2017 – 19:30
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CAPÍTULO 9 – INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO

(leia os capítulos anteriores)

 

I – Penetração do Nosso Pensamento Pelos Espíritos

Questão 457

a) Aqui também a resposta só é válida para espíritos já com um bom grau de superioridade;

b) Os menos desenvolvidos não são dotados desta capacidade;

c) Isso porque os bons espíritos só se envolvem em nossas vidas, para nos ajudar.

 

II – Influência Oculta dos Espíritos Sobre Nossos Pensamentos e Nossas Ações

Questão 459

a) Na resposta diz: “(…) muito frequentemente são eles que vos dirigem”;

b) Se os espíritos tivessem a capacidade de nos dirigir, poderiam também interferir em nosso livre-arbítrio.

c) E como já vimos isso é impossível;

d) Também deixaríamos de ser responsáveis por nossos atos;

e) Ficaria também impossível de nos livrarmos das obsessões;

f) E sabemos que isso só depende de nossa força de vontade;

g) A única coisa que os espíritos podem fazer é reforçar nossos pensamentos, por meio de sugestões;

h) A colocação adequada seria: “(…) que vos orientam.”

i) As questões 460 e 461 explicam melhor a questão.

 

Questão 466

a) Na resposta lemos: “(…) é por isso que passas pela prova do mal, para chegar ao bem.”;

b) Repetimos: isso contraria todos os atributos de Deus;

c) Só o bem tem existência eterna, por ser a grande lei evolutiva de Deus;

d) Portanto, fazer o bem é de nossa natureza;

e) O mal não, e é por isso que ele é efêmero;

f) Errar é natural, porque somos imperfeitos;

g) Fazer o mal não. E é por isso que temos que corrigi-lo;

h) Jamais o mal será necessário em nossa evolução;

i) Mas como nós o praticamos em função do mau uso de nosso livre-arbítrio, Deus o aproveita para ensinar, a quem ainda não aprendeu o que não fazer.

 

Questão 470

a) Na resposta lemos: “Deus pode deixá-lo fazer para vos provas (…)”;

b) Já vimos que espiritualmente provar não é testar, mas nos ensinar o que fazer, ou não fazer;

c) Sendo onisciente, Deus jamais precisa nos provar, no sentido de nos testar;

d) Ao vermos o mal ser praticado, aprendemos o que não fazer;

e) Mas se desconhecemos o mal, significa que só sabemos o que fazer;

f) Então por que conhecer o mal?

g) Só precisaremos conhecê-lo, se mostramos alguma propensão em praticá-lo;

h) E por sua onisciência, Deus sabe disso. Coloca-nos então em situação de prova para aprendermos os efeitos do mal, e não queiramos praticá-lo;

i) O que não significa que Deus não tenha outros meios de nos ensinar;

j) O restante da resposta é esclarecedora.

OBS: prestar muita atenção na questão 472. É muito esclarecedora.

 

II – Possessos

No Livro dos Médiuns, Kardec não usa o termo possessos, mas subjugados, como na pergunta 474. A resposta é muito esclarecedora. Ler também com atenção o comentário de Kardec.

 

Questão 473

Esta questão mostra:

a) A total impossibilidade de um espírito tomar conta de nosso corpo;

b) Que por isso na comunicação mediúnica, o controle desta mesma comunicação está inteiramente em poder do médium;

c) Ele pode e deve controlar o espírito em sua comunicação;

d) Cuidando de que ele mantenha o respeito e a educação.

Questão 476

a) A resposta é bastante esclarecedora sobre a subjugação;

b) Porém quando dizem “(…) os bons espíritos os desprezam (…)”, devemos substituir por:

c) Os bons espíritos não podem atendê-los, pois suas intenções não são boas;

d) Este item contém tudo o que é realmente preciso saber sobre a obsessão;

e) Prestar atenção também na questão 480. Importante.

VI – Convulsionários

Questão 482

a) Poderíamos substituir o termo “efeito simpático” da resposta, por hipnose coletiva;

b) Podemos ver isso nas torcidas organizadas, nas grandes procissões, com milhares ou até milhões de pessoas, nos agrupamentos que seguem os carros de som, etc.

c) Também o termo magnetismo pode ser substituído por hipnotismo.

 

Questão 483

a) A resposta desta questão poderia dar a entender que Jesus não passou pelo suplício do Calvário, em razão de seu imenso poder mental;

b) Isso nunca poderia ser verdade, pois se tivesse acontecido, seria uma atitude fingida de Jesus;

c) E um espírito perfeito como ele, não pode fingir;

d) Ele passou, sim, pelos suplícios;

e) Porém, um espírito perfeito também não pode sofrer, pois seu estado é de eterna felicidade;

f) Par nós, a dor não existe para nos fazer sofrer, mas para nos alertar em nossos erros, como vimos na parte um deste livro;

g) A renúncia é a maneira mais pura que temos de praticar a Caridade, e fazer o bem para alguém;

h) E quem renunciou mais que Jesus em nosso planeta?

i) Como nosso guia perfeito, ele teria que exemplificar, antes de nos pedir, como aconteceu com os primeiros cristãos, que renunciaram e se sacrificaram em seu nome;

j) Mas se o reflexo do bem é a felicidade, Jesus, apesar da imensa dor, não pode ter sofrido;

k) Pois ali ele fez o maior bem que a humanidade já recebeu de alguém;

l) A dor do Calvário foi a dor que Jesus sentiu por ter feito ali o parto moral do Evangelho.

 

V – Afeição dos Espíritos por Certas Pessoas

Prestar bem atenção nas questões 484 e 485.

 

Questão 486

a) Na resposta lemos: “(…) pois procedeis como o doente que rejeita o remédio amargo destinado a curá-lo”;

b) Vemos a confirmação de que Deus não castiga, mas provê o remédio moral que nos cura.

 

VI – Anjos da Guarda, Espíritos Protetores, Familiares ou Simpáticos

Questão 515

a) “Deus experimentar” – o mesmo da questão 470;

b) Não é Deus que permite a aproximação dos maus espíritos, mas o nosso comportamento que os atrai;

c) O Criador tem suas leis para precisar interferir em nosso comportamento.

Questão 517

Raças, tema já explicado.

OBS: Ver a análise de Kardec sobre o comportamento coletivo dos povos, após a questão 521.

 

VII – Pressentimentos

Questão 522

a) Prestar bem atenção do que é intuição: “a voz do instindo”.

 

Questão 524

a) No final da resposta: “(…) infelizes por nossa culpa.”

b) Precisamos abolir esse sentimento de nossas vidas;

c) Isso porque enquanto nos sentimos culpados, não temos como nos preocupar com a correção daquilo que fizemos de errado;

d) Ao invés de nos sentirmos culpados, vamos ser realmente humildes, parar de nos cobrar e partir para a correção dos erros, pois é isso que Deus quer de nós;

e) O sentimento de culpa nada tem a ver com a admissão do erro, mas com o medo do castigo;

f) Mas se Deus nunca castiga, por que sentir culpa?

g) Mais uma vez o animismo trocando a palavra responsabilidade, por culpa.

 

VIII – Influência dos Espíritos Sobre os Acontecimentos da Vida

Questões 526 e 527

a) Na resposta lemos: “(…) se estivesse no destino desse homem (…)”;

b) A palavra destino significa algo que não podemos mudar;

c) Se assim fosse, não haveria o livre-arbítrio;

d) O certo seria: “se estivesse programado passar por tal problema, durante a reencarnação”;

e) Isso porque sempre podemos mudar nossa programação: para melhor pelo amor, pela prática da Caridade, ou para pior, pelo egoísmo e orgulho.

 

Questão 529-a

a) Na resposta: “O que Deus quer deve acontecer (…)”

b) Deve acontecer, dá o sentido de que Deus impõe a sua vontade. E o livre-arbítrio?

c) Acontecerá, pois sendo onipotente e onisciente, ele sabe fazer isso acontecer, sem tirar nossa liberdade;

d) Se assim não fosse, não haveria o mal e nem o sofrimento;

e) No nosso processo evolutivo, Deus respeita e leva em consideração a nossa vontade;

f) O espírito que aparentemente contrariou os espíritos que dirigem os acontecimentos da vida, além de não ter contrariado nada, pois tal fato estava nas previsões de Deus, ainda colaborou para que os desígnios de Deus se cumprissem;

g) E se o espírito contrariado for realmente superior, ele saberá disso.

 

Questão 531

a) Repetimos: entenda-se o significado de experimentar, como uma situação que irá nos treinar para o desenvolvimento de nossas virtudes.

 

Questão 532

a) No início da resposta lemos: “(…) porque há males que pertencem aos desígnios da providência (…)”

b) Jamais há males nos desígnios de Deus;

c) Neles só existem os remédios para a cura de nossas doenças morais, que nos levarão a sermos felizes;

d) E a Lei de Causa e Efeito retira esses remédios dos próprios males que cometemos;

e) Como também foi visto, o mal realmente não existe, pois são atos que ensinarão a nós e a outros o que não fazer, resultando sempre em um bem;

f) Logo, estar nos desígnios de Deus significa que o Pai, pela sua Onisciência, sabe por antecipação o mal que iremos fazer;

g) E pela sua Onipotência, transforma tal mal em benefício para todos os que precisam aprender, tornando-o assim um bem.

 

IX – Ação dos Espíritos Sobre os Fenômenos da Natureza

Questão 536

a) Na resposta lemos: “(…) nada acontece sem a permissão de Deus.”

b) Então Deus permite que façamos o mal?

c) Isso não seria compactuar com o mal?

d) Obviamente não, pois além de não poder fazer o mal, Deus também não pode compactuar com esse mesmo mal;

e) Deus não permite, mas ACEITA por respeito à Lei do Livre-arbítrio (já explicado);

f) É importante entender que para Deus, o mal não existe; ele só existe em nossa maneira de ver as coisas;

g) Como já foi explicado na primeira parte deste livro, mesmo quando fazemos o mal, estamos evoluindo;

h) Para Deus, e assim também deveria ser para nós, fazer o mal nada mais é do que fazer o que não deve, ou fazer o erro de forma consciente;

i) Pois errar de forma inconsciente não é fazer o que não deve, pois ainda não aprendeu o que deve;

j) Só faz o que não deve quem sabe o que está fazendo;

k) Não interessa a gravidade do mal que fazemos, para Deus, estamos sempre errando;

l) E errando mesmo sabendo que está errado, o que é pior ainda;

m) E o que erra com consciência é menos evoluído que o que erra sem consciência, pois não é sábio;

n) Logo, não existe o mal, mas somente o erro consciente, por isso o “mal”;

o) E o que faz o “mal”, é mais digno de nossa compreensão, pois é o que está mais atrasado no processo evolutivo;

p) É por isso, que pela Lei de Causa e Efeito, que é quem providencia os remédios para a cura de nossas doenças morais, a reação do mal será sempre uma situação desconfortável;

q) E quanto maior o mal que fazemos, maior será esse desconforto;

r) E aí aprenderemos que não devemos fazer aquilo, pois ninguém gosta de ser infeliz;

s) Eis porque o mal é apenas uma maneira relativa de vermos as coisas, e não existe de fato;

t) Antes que perguntem, vamos esclarecer que por suas leis, a sociedade pode e deve impedir seus membros de praticarem o “mal”;

u) Pois isso é uma maneira de nos ensinar o que fazer, e, portanto, um ato de Caridade;

v) Ainda a afirmação da resposta contraria a suprema Humildade de Deus.

w) Nosso Pai elimina o “mal” no nascedouro, quando cria situações que sempre nos coloca como beneficiários dos erros que cometem contra nós.

 

Questões 536-a e b

a) 536-a, na resposta, lemos: “(…) restabelecimento das forças físicas da natureza.”;

b) Todo processo climático, geológico e outros, são para manter o planeta em equilíbrio;

c) Entenda-se que “homem” na questão refere-se tanto aos encarnados quanto aos desencarnados;

d) Pelo comportamento do ser humano no plano físico, umbral e nas trevas, dá para entender o porquê do Apocalipse.

Questão 538

a) “Que serão” – podemos ver aqui uma alusão aos proto-humanos, que veremos melhor nos Adendos.

 

Questão 540

a) Apesar da importância desta questão em seu conjunto, hoje podemos esclarecer que as ilhas e arquipélagos se formam também pela ação dos vulcões.

 

XI – Dos Pactos

Questão 549

a) Mostra muito bem como funcionam os trabalhos de magia negra, as consequências e como nos livrarmos disso tudo.

 

Questão 550

a) Esta questão nos previne dos graves riscos que corremos ao fazer pactos com espíritos ainda voltados à prática do “mal”;

b) Explica também que para nos livrarmos de tudo isso, basta uma firme vontade em nos corrigirmos e fazermos o bem;

c) Vale ainda dizer, que a maneira mais fácil de sermos envolvidos por tais tipos de trabalhos, é termos medo deles;

d) O medo faz cair o padrão de nossa vibração mental, abrindo portas para o envolvimento;

e) Nunca também cairmos no engodo dos trabalhos de despachos, descarregos e outros, pois na melhor das hipóteses, só estaremos trocando de envolvimento;

f) A melhor maneira é tratarmos tais espíritos sem medo e com respeito, dando sempre o bom exemplo, que além de não permitirmos que nos envolvam, acabará por torná-los nossos amigos.

 

XII – Poder Oculto, Talismãs, Feiticeiros

Questão 551

Como vimos, Deus aceita.

a) A prática espírita nos mostra que às vezes eles conseguem nos fazer o mal sim;

b) Desde que haja sintonia vibratória em função de comportamentos, resgates ou ainda o medo;

c) Veja ainda as questões 549 e 550.

 

Questão 553

a) Preste-se bem atenção na resposta;

b) Não existem fórmulas mágicas, cabalísticas, místicas e que tais; tudo isso é misticismo;

c) É importante que se entenda o que o Espiritismo acha disso tudo, para que não seja erroneamente qualificada de mística;

d) Deixar de misturar Esoterismo, Astrologia, Teosofia, Cartomancia e tudo o mais com Espiritismo;

e) Principalmente entender que para a Doutrina Espírita não existe o sobrenatural;

f) Existe o desconhecido ou incompreendido, nunca o sobrenatural, pois quando passar a ser conhecido, será natural.

 

Questão 553-a

a) A resposta desta questão nos ensina a avaliar se uma doutrina é uma árvore que dá bom fruto ou não, conforme nos orienta Jesus no Evangelho;

b) Ensina também a avaliar o que é Espírita ou não.

 

Questão 556

a) Mostra-nos o cuidado que devemos ter em relação às curas ditas espirituais;

b) Nunca aceitar orientações que recomendem parar de tomar remédios receitados por médicos;

c) Os mentores de correntes médicas espirituais sempre trabalham em conjunto com os médicos;

d) inclusive modificando fluidicamente os remédios, quando necessário, ou reforçando através de processos magnéticos, para acelerar a cura do assistido;

e) Quem conhece um mínimo do processo de cura Espírita, sabe que os mentores espirituais nunca precisam de paramentos de médicos e muito menos de tocar no assistido;

f) Menos ainda de usar qualquer tipo de ferramenta;

g) Jamais fazem cortes ou curativos;

h) Tudo isso é feito fluidicamente, inclusive pelo método de aporte quando necessário retirar algum tumor ou algo parecido;

i) Nós não estamos aqui dizendo que quem faz semelhantes curas, não esteja praticando a Caridade, estão sim.

j) Mas cura Espírita não é.

 

XIII – Benção e Maldição

Questão 557

a) Na resposta lemos: “Deus não escuta nenhuma maldição injusta (…)”

b) Fica parecendo que existem maldições justas;

c) Maldição é um desejo do mal para alguém;

d) Se Jesus nos recomenda o perdão incondicional, como pode ser justo desejar-se que aconteça o mal para alguém?

e) A maldição começa sempre em um “mau” pensamento, que por sua vez produzirá “maus” fluidos, que irá em direção da pessoa que se quer atingir;

f) Porém, a justiça de Deus nunca permite que qualquer “mal” nos aconteça, se ele não for necessário para nosso aprendizado;

g) E isso quem decide é a nossa consciência, usando a Lei de Causa e Efeito.

 

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