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Parte 5: A revisão de “O Livro dos Espíritos” – Livro Terceiro, Capítulo 2

Enviado por on 11/01/2018 – 19:30
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CAPÍTULO 2 – LEI DE ADORAÇÃO (OU “LEI DE COMUNHÃO COM DEUS”)

(leia os capítulos anteriores)

 

Não seria mais correto, tendo em vista os Atributos de Deus que estudamos na primeira parte deste livro, falar em “Lei de Comunhão com Deus”?

a) O conceito de adoração surgiu por basicamente dois motivos:

  • Por termos entendido que em função de seu grande poder, Deus estava muito distante de nós;
  • Por termos transformado Deus como uma pessoa igual a nós, somente com muito mais poder, e passamos a achar que ele nos castigaria por qualquer coisa, como fazemos;

b) Passamos então a ter medo dele: o famoso temor a Deus;

c) Como Deus era igual a nós, deduzimos que ele era vaidoso e vingativo;

d) Deduzimos ainda que o melhor meio de agradá-lo seria bajulá-lo, como gostamos que façam para nós;

e) Começamos então a inventar modos de bajulá-lo;

f) Surgiram então os rituais de adoração;

g) Está muito claro que adorar é bajular por ter medo e também por acharmos que seria uma boa maneira de barganharmos com Deus:

h) Satisfazermos a sua vaidade;

i) Ou seja, transformamos pela adoração nosso Pai em alguém muito orgulhoso;

j) Mas isso contraria a todos os atributos de Deus;

k) Portanto, não pode existir uma lei de adoração, e muito menos ela ser uma lei de Deus.

l) Ainda, se vimos que Deus não quer sequer ser amado sobre todas as coisas, por sua suprema Humildade, não se sentindo sequer superior a nós, como pensar em adorá-lo?

m) Ainda bem que jamais conseguiremos ofender a Deus, quando queremos transformá-lo em alguém muito parecido conosco.

 

I – Finalidade de Adoração (Ou “Finalidade da Comunhão com Deus”)

Questão 649

a) Diz a questão: “Adoração é a elevação do pensamento a Deus”;

b) Ou seja, entrarmos em comunhão com ele, pela prece e pela prática do bem, através da boa vontade;

c) Confirmando nossas explicações.

 

Questão 659

a) “A prece é um ato de adoração. Fazer preces a Deus é pensar nele (…)”

b) Logo, prece e adoração seriam a mesma coisa;

c) Mas quando nos ensinou a orar, Jesus disse que deveríamos ser só nós e Deus;

d) Disse ainda que nossa prece só teria valor se não tivéssemos mágoa de ninguém;

e) Ou seja, que só poderíamos nos ligar a Deus se não tivéssemos nenhuma mágoa no coração;

f) Ainda, que o importante para Deus é estarmos de bem com nosso próximo;

g) É por isso que a melhor prece é o bem que praticamos;

h) Daí ainda o imenso valor da Caridade;

i) Portanto, fazemos nossa comunhão com Deus sempre que fazemos o bem para o semelhante, pelo uso da boa vontade.

j) Pois a única coisa que podemos fazer por Deus é servirmos de suas mãos, para que ele possa ajudar a seus filhos, que são mais necessitados ainda que nós;

k) Jesus ainda nunca disse que deveríamos adorar a Deus, mas a amá-lo;

l) Ainda no livro Boa Nova, o título do capítulo 19 é “Comunhão com Deus”  e não Adoração a Deus, quando o Irmão X nos descreve como Jesus explicou o que é a oração;

m) Assim, adoração a Deus significa estarmos distantes dele;

n) Comunhão significa estarmos próximos a ele, unidos a ele, pois quer queiramos ou não, estamos todos imersos em seu oceano de amor;

o) Em todo este capítulo é preciso relembrar os comentários feitos sobre punição, castigo e que tais.

 

II – Adoração Exterior

Questão 654

a) Na pergunta: “Deus tem preferência pelos que o adoram desta ou daquela maneira?”

b) Pergunta sem sentido, pois Deus não tem preferências;

c) Ele nos ama a todos, independente do que estejamos fazendo, quer sejamos bonzinhos ou não;

d) Se ele se preocupa mais, é com os doentes morais;

e) Na resposta: “Deus prefere aos que o adoram…”

f) Já vimos que Deus não tem preferência e muito menos quer ser adorado.

g) Querer ser adorado será sempre um ato de orgulho. E orgulhoso Deus não pode ser.

h) O que você acharia de alguém que chegasse dizendo: venha me adorar agora? Com certeza nada de bom. Por que com Deus seria diferente?

 

Questão 655

a) Resposta: “(…) desprezível aos olhos de Deus (…)”

b) Seria possível Deus desprezar um só de seus filhos? Obviamente não;

c) Diríamos: “(…) pessoas em quem Deus mais presta atenção.”;

d) Ainda: “(…) Deus não pode agradar-se daqueles (…)”;

e) Diríamos: “(…) Deus presta mais atenção naqueles (…)”;

f) Novamente, viva a suprema paciência de Deus.

 

IV – Da Prece

Questão 658

a) Mostra que não devemos fazer preces longas e rebuscadas, mas sinceras;

b) Aqui é preciso ter muito cuidado com a vaidade, nas reuniões espíritas, quando os médiuns tentam fazer preces umas mais longas que as outras.

 

Questão 660-a

a) “Essas pessoas julgam que todo mérito está na extensão da prece (…)”

b) Todo espírita deve prestar bem atenção nesta frase, evitando preces longas como dissemos;

c) Lembrar que isso também inibe os outros participantes do trabalho;

d) Tenhamos sempre como base o Pai Nosso de Jesus.

 

Questão 661

a) Deus não perdoa, pois não julga;

b) Quando Jesus, no Pai Nosso, diz: “livrai-nos das tentações”, ele diz que peçamos a Deus que nos dê forças, para vencermos nossas tendências em fazermos o “mal”;

c) E nossa consciência só deixará de nos incomodar, quando estivermos trocando a prática do “mal”, pela prática do bem;

d) Ninguém tranquilizará a consciência só pela prece; é preciso fazer o bem;

e) É por isso que a prática do bem é a melhor prece que existe.

f) Somente fazer preces, sem fazer o bem, será o mesmo que fazer uma planta sem nunca construir a casa.

 

V – Politeísmo

Questão 668

a) No comentário Kardec coloca os fenômenos mediúnicos da antiguidade como fenômenos espíritas;

b) O melhor seria fenômeno de mediunismo, pois o Espiritismo começou com Kardec em 1857.

 

Questão 669-b

a) Na resposta: “Deve ser honrado (…)”;

b) Ainda os processos mitológicos, que troca ser respeitado e amado por honrado.

c) Poderia o Criador ser tão vaidoso?

 

Questão 672

a) Na resposta: “(…) ser mais agradável a Deus (…)”;

b) Significa estar de acordo com sua vontade e suas leis.

 

Questão 673

a) Mostra que para as leis divinas, não têm nenhum valor as aparências;

b) Menos ainda gastar dinheiro com isso, quanto se pode minorar muito sofrimento aproveitando com Caridade tal dinheiro;

c) O que dizer então de se gastar muito dinheiro com coisas que não terão utilidade nenhuma.

 

 

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