Para seguir Jesus eu preciso me sacrificar?

Fotomontagem/Reprodução

Quer dizer que para seguir Jesus eu preciso me sacrificar?

— De forma alguma. Seguir Jesus é um grande prazer.

— Na última ceia, Jesus diz claramente que as dificuldades pelas quais passamos na vida são tão passageiras quanto a falsa sensação de felicidade que o egoísmo e orgulho nos proporcionam nas “vitórias da vida”

— O Mestre Amigo ensina que, com o exemplo da própria renúncia, podemos rapidamente alcançar os planos superiores.

— O que vale mais então? Passar por alguns anos difíceis, que nos ensinarão a verdade e trarão a liberdade eterna, ou buscar facilidades, fugir das próprias responsabilidades e ver-se obrigado a recomeçar o trabalho em outra vida?

 

Mas Jesus não se sacrificou por nós na cruz?

— De forma alguma! Jesus não sofreu nada na cruz. Ele sentiu dor, porque tinha um corpo humano como o nosso, de carne.

— Mas seu sentimento era de enorme alegria, porque sabia que, naquele momento, estava nascendo o Evangelho.

— Jesus era (e é) um Espírito perfeito. E Espíritos perfeitos nunca sofrem.

— Jesus quis mostrar aos discípulos e a todos nós que a aparente derrota na Terra é a verdadeira vitória do espírito.

— Na matéria, nosso orgulho nos cega e faz pensar que somos o centro do universo. Mas quando vemos que a verdadeira vida é a espiritual, fica fácil abrir mão de alguns caprichos para ganhar a liberdade e a felicidade verdadeiras.

— É isso que os discípulos não entendiam, e que até hoje a Mitologia não nos deixa enxergar.

 

Mas Deus não podia ter ensinado a gente de outra forma? Jesus precisava ter dado a própria vida?

— O discípulo Tiago também questiona Jesus a respeito na Última Ceia. E o Mestre, sábio como era e é, responde muito bem: se os desígnios de Deus são insondáveis, são também sempre bons e justos.

— Ao dar a própria vida como exemplo pela causa da Caridade e da Humildade, Jesus sabia que cumpria com a vontade de Deus. Ela é sempre melhor que a nossa.

— Só que Deus pensa sempre em longo prazo. E como somos imediatistas, queremos resolver o problema na hora. Isso nos leva mais ao erro que ao acerto, frequentemente.

— Sabendo de tudo isso, Deus, nosso Paizão amado, pediu a Jesus que nos mostrasse como devemos nos doar integralmente ao Evangelho, praticando a Caridade.

— É sempre a Caridade que me leva a sentir o Reino dos Céus, à vida espiritual dos planos superiores. Simplesmente ter fé não adianta.

 

Quer dizer que não adianta me batizar ou comungar na igreja?

— A Caridade é a única estrada que nos leva à verdade. Sem ela, não estaremos cumprindo com o maior mandamento de Jesus, que é amar ao próximo como a si mesmo.

— Quando Jesus, na Última Ceia, partilhou o pão e o vinho com os apóstolos como símbolo do seu corpo e do seu espírito, não estava fundando uma igreja. Muito menos criando um sacramento, coisa que nem existia na época.

— Ao partilhar o pão e o vinho atribuindo a eles o significado do próprio corpo e do próprio espírito, Jesus quis mostrar que ele se doava integralmente a nós, tanto material como espiritualmente, para que nossa fome e nossa sede fossem supridas pela eternidade.

— É por isso que ele disse ser o Caminho, a Verdade e a Vida.

 

Nossa, então quer dizer que Jesus só quer que eu ajude aqueles que estão perto de mim?

— Claro! Isso é amar ao próximo. Veja: o próximo não é a humanidade inteira. É aquele que Deus colocou ao meu lado neste exato instante.

— Ao aprender a amar meu próximo, automaticamente saberei amar a todos.

— E com a confiança de que Nosso Paizão querido está conosco o tempo inteiro, saberemos sempre nos entregar com Caridade e Humildade a tudo o que nos acontecer na vida.

Com a prática da Caridade e a fé racional, conquistamos a certeza de que as dificuldades são as chaves que nos abrirão as portas da vida espiritual superior. E nunca castigos divinos.

— A melhor forma de conquistar a própria felicidade será sempre promover a felicidade dos que nos cercam. Isso é praticar a Caridade.

Palestra conferida por Rogério (Espírito amigo) em São Paulo no dia 1/6/2011 durante comentário do capítulo 25 (A Última Ceia) do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos.

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